Uma boa estratégia é observar a descrição da vaga e identificar quais conhecimentos e características pedidos pela empresa você realmente possui. A partir disso, selecione os mais relevantes para apresentar no currículo.
Entre os exemplos que podem aparecer, dependendo da vaga, estão:
- comunicação verbal e escrita;
- trabalho em equipe;
- organização;
- gestão do tempo;
- proatividade;
- adaptabilidade;
- resolução de problemas;
- pensamento analítico;
- relacionamento interpessoal;
- atendimento ao cliente;
- liderança;
- negociação;
- conhecimento do Pacote Office;
- domínio de Excel;
- análise de dados;
- conhecimento de ferramentas digitais;
- domínio de softwares específicos da profissão;
- idiomas, com indicação do nível de proficiência;
- metodologias de gestão de projetos;
- ferramentas de comunicação e colaboração.
O ponto principal é não incluir uma habilidade apenas porque ela parece interessante para o currículo. Se você afirma ter Excel avançado ou inglês fluente, por exemplo, precisa ter de fato esse nível de conhecimento e estar preparado para demonstrá-lo durante o processo seletivo.
O mesmo cuidado vale para características comportamentais. Em vez de preencher o currículo com termos como “comunicativo”, “proativo” e “organizado” sem contexto, procure tornar a informação mais específica.
Por exemplo, em vez de apenas escrever:
Organização.
Você pode usar:
Organização de demandas, definição de prioridades e cumprimento de prazos.
Da mesma maneira, “comunicação” pode se tornar:
Boa comunicação verbal e escrita, com experiência em atendimento ao público e apresentação de informações.
O currículo fica mais informativo porque explica como aquela capacidade aparece na prática.
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Qual a diferença entre habilidade e competência no currículo?
Embora os dois termos sejam frequentemente utilizados juntos (e nem sempre recebam exatamente a mesma definição), existe uma diferença útil para entender o que apresentar no currículo.
Uma habilidade está relacionada à capacidade de executar determinada atividade. Saber utilizar Excel, produzir relatórios, negociar, programar ou se comunicar com clareza são exemplos.
Já uma competência envolve mobilizar conhecimentos, habilidades e atitudes para conseguir atuar adequadamente em determinada situação profissional.
Imagine, por exemplo, alguém que sabe utilizar Excel. Esse domínio é uma habilidade técnica. Se essa pessoa consegue organizar informações, analisar os dados de uma planilha e utilizá-los para apoiar uma decisão, há uma aplicação mais ampla daquele conhecimento em um contexto profissional.
No currículo, entretanto, não é necessário criar uma divisão rígida entre “habilidades” e “competências”. Para facilitar a apresentação, é comum também falar em hard skills e soft skills.
As hard skills são conhecimentos técnicos que podem ser aprendidos e demonstrados, como idiomas, softwares, programação, edição de imagens, análise de dados ou utilização de equipamentos.
As soft skills estão relacionadas à forma como a pessoa trabalha e se relaciona, como comunicação, colaboração, adaptabilidade, organização e resolução de problemas.
Um currículo pode combinar os dois tipos, priorizando aqueles que têm relação com a vaga pretendida.