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Habilidades socioemocionais ganham espaço na formação profissional. Entenda quais competências são valorizadas pelo mercado e como escolas e cursos profissionalizantes contribuem para desenvolvê-las.
Em resumo:
Veja mais informações a seguir!

O domínio de conhecimentos técnicos continua sendo importante para a formação profissional, mas não é o único fator considerado no desenvolvimento para o mercado de trabalho.
Em um cenário marcado por mudanças nas profissões e nas relações de trabalho, as habilidades socioemocionais também ganham espaço.
Essas competências estão relacionadas ao autoconhecimento, à gestão das emoções, à comunicação, ao relacionamento interpessoal e à capacidade de enfrentar desafios.
Na prática, podem influenciar a maneira como uma pessoa reage a situações de pressão, resolve conflitos, trabalha em equipe e toma decisões.
Segundo informações divulgadas pelo G1, o desenvolvimento dessas competências pode começar ainda na escola.
Para Katia Chedid, da Fundação Bradesco, projetos e atividades colaborativas contribuem para estimular habilidades como autorregulação, pensamento crítico, empatia e trabalho em equipe.
O mercado de trabalho tem ampliado a atenção sobre competências comportamentais que ajudam profissionais a lidar com mudanças e diferentes contextos de trabalho.
O The Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, aponta habilidades como resiliência, flexibilidade, liderança, influência social e aprendizagem contínua entre as competências consideradas relevantes pelos empregadores.
A adaptabilidade também ganhou importância diante da velocidade das transformações no ambiente profissional.
Para os trabalhadores, desenvolver essa competência significa estar preparado para aprender novos processos, lidar com mudanças e acompanhar diferentes demandas ao longo da carreira.
Entre as principais habilidades socioemocionais relacionadas à formação profissional estão:
A formação profissional pode combinar conhecimentos técnicos e desenvolvimento socioemocional.
Nesse modelo, atividades práticas, projetos em grupo, debates e situações que exigem tomada de decisão passam a fazer parte do processo de aprendizagem.
Cursos profissionalizantes também têm adotado essa abordagem.
O programa ProProfissão, do Instituto PROA em parceria com o Senac, por exemplo, associa a formação técnica ao desenvolvimento de competências como raciocínio lógico, liderança e comunicação corporativa, conforme informações divulgadas pelo Jornal Hora Extra.
A proposta é preparar os estudantes não apenas para executar atividades específicas, mas também para se comunicar, trabalhar em equipe, resolver problemas e lidar com situações do cotidiano profissional.
A escola tem participação importante na formação que antecede a entrada no mercado de trabalho.
Além dos conteúdos acadêmicos e técnicos, experiências realizadas no ambiente escolar podem estimular competências utilizadas em diferentes profissões.
Atividades colaborativas, debates, práticas de escuta e projetos são algumas das estratégias que podem favorecer o desenvolvimento de autonomia, comunicação e respeito às diferenças.
De acordo com Katia Chedid, da Fundação Bradesco, a aprendizagem socioemocional também pode contribuir para competências relacionadas à autorregulação emocional, ao controle de impulsos e à resolução de problemas.
Essa abordagem aproxima o processo educacional de situações encontradas na vida profissional, nas quais o conhecimento técnico precisa ser acompanhado pela capacidade de interagir com outras pessoas, tomar decisões e responder a diferentes desafios.
* Conteúdo veiculado primeiramente no Foqa News
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