
Mercado de trabalho brasileiro não indica recessão, aponta estudo
| 14/09/26Estudo baseado na regra de Sahm aponta desaceleração do mercado de trabalho, mas não identifica sinais de recessão na economia brasileira.
Estudo baseado na regra de Sahm aponta desaceleração do mercado de trabalho, mas não identifica sinais de recessão na economia brasileira.
Em resumo:
Veja mais informações a seguir!

O mercado de trabalho brasileiro perdeu ritmo nos últimos meses, mas os dados disponíveis ainda não apontam para uma recessão.
A conclusão é de um estudo conduzido pelo economista Bruno Imaizumi, da consultoria 4intelligence, divulgado pela Folha de S.Paulo.
A análise utiliza uma adaptação da regra de Sahm, indicador criado nos Estados Unidos para identificar sinais iniciais de recessão a partir do comportamento da taxa de desemprego.
No Brasil, o indicador registrou 0,12 ponto percentual em julho, ante 0,13 p.p. em junho. O resultado permanece abaixo do limite de 0,3 p.p. estabelecido para identificar um possível cenário recessivo.
Segundo Imaizumi, os dados mostram que o mercado de trabalho está desacelerando, mas ainda apresenta resistência.
“O mercado de trabalho está em desaceleração, mas segue ainda resiliente, ainda forte”, afirmou o economista.
A regra de Sahm considera a média móvel de três meses da taxa de desemprego e a compara com o menor nível registrado nos 12 meses anteriores.
Nos Estados Unidos, o indicador utiliza um limite de 0,5 ponto percentual. Para o Brasil, o estudo adota um limite menor, de 0,3 ponto percentual, seguindo uma recomendação do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Universidade de São Paulo (Made/USP).
A adaptação considera uma característica importante do mercado de trabalho brasileiro: o elevado nível de informalidade.
Em períodos de desaceleração econômica, parte dos trabalhadores pode deixar empregos formais e migrar para atividades informais. Com isso, a taxa de desemprego pode não apresentar uma alta tão rápida quanto em mercados com menor informalidade.
O estudo utiliza uma série histórica com dados dessazonalizados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1995.
O indicador baseado na regra de Sahm permaneceu negativo até fevereiro e começou a se aproximar do limite nos meses seguintes.
Apesar disso, houve uma estabilização recente. O indicador passou de 0,13 p.p. em junho para 0,12 p.p. em julho, permanecendo distante do nível considerado compatível com uma recessão.
De acordo com o estudo, a última vez que o indicador ultrapassou o limite ocorreu durante a pandemia de Covid-19, entre o primeiro e o segundo trimestre de 2020.
Outro dado que ajuda a explicar a resiliência do mercado de trabalho é a taxa de desemprego.
Segundo dados do IBGE citados pelo estudo, a taxa ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho. Esse foi o menor índice para o período desde 2012.
Os números indicam que, embora haja uma perda de ritmo na geração e manutenção de empregos, ainda não existe evidência de uma contração generalizada da atividade econômica.
A força do mercado de trabalho também contribui para sustentar o consumo das famílias no curto prazo. Ao mesmo tempo, empresários e comerciantes demonstram maior cautela diante do cenário econômico.
**As informações foram veiculadas primeiramente pelo Foqa News.
Nele você encontra notícias do Brasil e do mundo e fica por dentro do que acontece em tempo real.
Acompanhe o que realmente importa, sem perder tempo!


Estudo baseado na regra de Sahm aponta desaceleração do mercado de trabalho, mas não identifica sinais de recessão na economia brasileira.

Diretrizes do Ministério da Educação orientam redes de ensino a alinharem o recesso de julho ao período da competição

Pesquisador de segurança da criadora do Claude aponta falta de controle sobre sistemas de superinteligência e defende a regulação global