
Quais vacinas o cachorro deve tomar? Veja o calendário
| 20/10/26Entenda as vacinas essenciais para cães, o calendário de filhotes, os reforços e a orientação anual contra a raiva, com avaliação veterinária.
Entenda as vacinas essenciais para cães, o calendário de filhotes, os reforços e a orientação anual contra a raiva, com avaliação veterinária.
As vacinas essenciais, recomendadas para todos os cães, protegem contra cinomose, adenovírus canino e parvovírus. No Brasil, a vacinação antirrábica também integra os cuidados de prevenção: o Instituto Pasteur, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, recomenda a primeira dose a partir dos 3 meses de idade, com revacinação a cada 12 meses, e o Ministério da Saúde orienta a vacinação anual.
Para as essenciais, a RSPCA Australia apresenta como referência o início entre 6 e 8 semanas, doses a cada 2 a 4 semanas até pelo menos 16 semanas e um reforço aos 6 meses. Depois do esquema inicial e do reforço, os intervalos são de 1 a 3 anos, conforme a vacina utilizada. Outras vacinas dependem do risco de exposição. O médico-veterinário define o calendário individual após avaliar a saúde, a idade e o histórico do cão.
Em resumo:
A RSPCA Australia, com base nas diretrizes de vacinação da WSAVA de 2024, apresenta dois grupos: vacinas essenciais e não essenciais. As vacinas essenciais para cães segundo a RSPCA protegem contra cinomose, adenovírus canino e parvovírus e são recomendadas para todos os cães.
“Essencial” é uma classificação técnica de recomendação. Ela não determina, por si só, a obrigatoriedade legal de uma vacina. A escolha do produto e do calendário é uma decisão clínica, discutida com o médico-veterinário.
V8 e V10 são denominações comerciais usadas no Brasil para vacinas polivalentes, que reúnem proteção contra várias doenças. Esses nomes não substituem a avaliação da composição do produto nem correspondem às categorias essencial e não essencial. Também não estabelecem um calendário universal para todos os seus componentes.
Já as vacinas não essenciais são indicadas conforme localização, estilo de vida e risco de exposição. O nome não significa que sejam dispensáveis: a indicação resulta da avaliação das condições de cada animal.
Segundo a RSPCA, a série das vacinas essenciais do filhote começa entre 6 e 8 semanas, com novas doses a cada 2 a 4 semanas até pelo menos 16 semanas de idade. Essa referência não corresponde a um número fixo de doses para qualquer cão.
O marco de 16 semanas considera os anticorpos recebidos da mãe, que podem interferir na resposta à vacina. Ao recomendar a última dose da série com 16 semanas ou mais, espera-se que esses anticorpos tenham diminuído.
| Fase | Vacinas de referência | Intervalo ou periodicidade | Observação |
|---|---|---|---|
| Filhote: início | Essenciais contra cinomose, adenovírus e parvovírus | Primeira dose entre 6 e 8 semanas | Referência da RSPCA, baseada nas diretrizes WSAVA 2024 |
| Filhote: continuidade | Essenciais | Doses a cada 2 a 4 semanas até pelo menos 16 semanas | O marco final considera a possível interferência dos anticorpos maternos |
| 6 meses de idade | Essenciais | Um reforço recomendado pela RSPCA | O veterinário pode avaliar a necessidade com auxílio de sorologia |
| Adulto, após o esquema inicial e o reforço | Essenciais | A cada 1 a 3 anos | Referência da RSPCA; para vacinas de vírus vivo modificado, a WSAVA 2024 indica revacinar aos 3 anos de idade e, depois, não mais que a cada 3 anos |
| Antirrábica no Brasil | Antirrábica | Primeira dose a partir dos 3 meses de idade; revacinação a cada 12 meses | Informe Técnico 01/2025 do Instituto Pasteur (SES-SP); o Ministério da Saúde orienta a vacinação anual |
| Conforme o risco | Não essenciais na classificação da RSPCA; a leptospirose é essencial, segundo a WSAVA 2024, onde a doença canina é endêmica | Geralmente anuais, quando indicadas | Indicação e calendário individualizados |
A RSPCA recomenda esse reforço para favorecer uma resposta protetora em cães que possam não ter respondido ao esquema inicial. Trata-se de uma nova administração de vacina, não de um exame para verificar a resposta anterior.
A referência também apresenta a possibilidade de o veterinário realizar um teste sorológico pelo menos 4 semanas após a última dose do filhote. Esse teste pode ajudar na avaliação da necessidade do reforço aos 6 meses. A decisão é clínica, sem dispensa automática da dose.
Após a conclusão da série do filhote e do reforço, a RSPCA indica intervalos de 1 a 3 anos para as vacinas essenciais, conforme a duração da imunidade do produto utilizado. Para as essenciais de vírus vivo modificado, a WSAVA 2024 recomenda revacinar aos 3 anos de idade e, depois, não mais frequentemente do que a cada 3 anos. Esse intervalo não se estende automaticamente à antirrábica nem a todos os componentes de uma vacina polivalente.
As não essenciais, quando indicadas pelo veterinário, geralmente são aplicadas anualmente, segundo a mesma referência. A vacina contra leptospirose exige revacinação anual, segundo a WSAVA 2024, e a antirrábica segue a orientação anual dos órgãos de saúde no Brasil. Assim, a carteira de vacinação reúne datas diferentes: cada vacina precisa ter seu próximo reforço registrado, em vez de receber uma data única para todas.
A orientação do Ministério da Saúde sobre vacinação antirrábica é anual para cães e gatos. O órgão informa que essa vacinação é eficaz na prevenção da raiva nos animais e, por consequência, da raiva humana.
O Informe Técnico 01/2025 do Instituto Pasteur, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, recomenda administrar a vacina antirrábica em cães e gatos a partir dos 3 meses de idade e revacinar a cada 12 meses. O médico-veterinário confirma as datas da primeira dose e dos reforços do seu cão.
A referência da RSPCA trata do contexto australiano. Por isso, o calendário brasileiro da antirrábica é apresentado separadamente, com a orientação dos órgãos de saúde do Brasil.

Na classificação apresentada pela RSPCA para o contexto australiano, os exemplos de vacinas não essenciais incluem leptospirose, parainfluenza canina e Bordetella bronchiseptica. A indicação considera localização, rotina e exposição do animal.
Para a leptospirose, a RSPCA, com base nas diretrizes WSAVA 2024, destaca a recomendação de vacinação em áreas de risco, com acesso a água parada ou contato com animais de produção e roedores. A doença também pode atingir pessoas. As diretrizes de vacinação da WSAVA de 2024 passaram a considerar essencial a vacina contra leptospirose em países ou regiões onde a leptospirose canina é endêmica, os sorogrupos envolvidos são conhecidos e há vacinas adequadas disponíveis.
Na consulta, descreva onde o cão passeia, se tem acesso a água parada e com quais animais convive. Essas informações ajudam o veterinário a avaliar o risco e a selecionar as vacinas pertinentes. A classificação internacional não substitui essa avaliação no contexto brasileiro.

A RSPCA destaca a avaliação de saúde antes da vacinação. O calendário considera a vacina escolhida, a idade do cão e seu histórico vacinal. Para organizar a conversa com o profissional:
Se o histórico estiver incompleto ou for desconhecido, informe isso ao veterinário. Não preencha datas por estimativa nem use o calendário de outro cão como substituto para a avaliação.
O Tele Vet, serviço de televeterinária incluído no plano Pro Max do Quero Card, pode apoiar a busca de orientação. Para consultar as condições, acesse o site do Quero Card. Esse apoio não substitui a avaliação veterinária.
Segundo a RSPCA, com base nas diretrizes WSAVA 2024, as essenciais protegem contra cinomose, adenovírus canino e parvovírus. São recomendadas para todos os cães, com calendário individualizado pelo veterinário.
A referência da RSPCA indica início entre 6 e 8 semanas, doses a cada 2 a 4 semanas até pelo menos 16 semanas e reforço aos 6 meses. No Brasil, a antirrábica é recomendada a partir dos 3 meses de idade. O veterinário define as datas do filhote e avalia a pertinência de sorologia.
O nome V10 é uma denominação comercial, não uma classificação de obrigatoriedade legal. Da mesma forma, classificar uma vacina como essencial não determina, por si só, uma obrigação legal. A escolha do produto e do calendário é discutida com o veterinário.
A recomendação da RSPCA busca favorecer uma resposta protetora em cães que possam não ter respondido ao esquema inicial. O veterinário pode avaliar a necessidade com auxílio de sorologia, realizada pelo menos 4 semanas após a última dose do filhote.
Após o esquema inicial e o reforço, a referência para as essenciais é de 1 a 3 anos, conforme a vacina utilizada. No Brasil, a orientação para a antirrábica é anual. A vacina contra leptospirose exige revacinação anual, segundo a WSAVA 2024, e as não essenciais, quando indicadas, geralmente têm aplicação anual.
Sim. O Ministério da Saúde orienta a vacinação anual de cães e gatos contra a raiva. O Informe Técnico 01/2025 do Instituto Pasteur recomenda a primeira dose a partir dos 3 meses de idade e a revacinação a cada 12 meses. Registre na carteira a data dos próximos reforços.
A RSPCA cita leptospirose, parainfluenza canina e Bordetella bronchiseptica como exemplos de não essenciais no contexto australiano. Já a WSAVA 2024 considera essencial a vacina contra leptospirose onde a doença canina é endêmica. A indicação individual considera localização, estilo de vida e exposição, com avaliação veterinária.
Marque uma consulta e informe que não há histórico vacinal. Para cães com 26 semanas ou mais e histórico desconhecido ou incompleto, a RSPCA afirma que uma dose da vacina essencial provavelmente oferece proteção adequada, mas exige avaliação veterinária. Essa observação se restringe às essenciais discutidas pela entidade, não à antirrábica nem a todos os componentes de uma polivalente.
A base do calendário reúne as essenciais contra cinomose, adenovírus e parvovírus, a antirrábica a partir dos 3 meses de idade, com revacinação anual no Brasil, e as vacinas indicadas conforme o risco. Os intervalos não são iguais para todas elas.
Reúna a carteira de vacinação e confirme, na consulta, quais doses estão registradas e quais são as próximas datas. O acompanhamento veterinário ajuda a organizar o calendário e os reforços de acordo com a idade, o histórico e as necessidades do cão.


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