Alê Costa é o nome pelo qual ficou conhecido Alexandre Tadeu da Costa, empresário brasileiro que fundou a Cacau Show em 1988. Sua história começou com a produção de chocolates para atender a uma encomenda de Páscoa, quando ele tinha 17 anos. A empresa posteriormente desenvolveu uma rede de lojas e franquias e passou a investir também em atividades ligadas à produção de cacau e a experiências de consumo.
O fundador segue identificado como presidente e CEO da companhia em entrevistas de 2026. Sua presença foi anunciada entre os convidados do G4 Valley 2026, mas a trajetória de Costa vai além do evento: envolve mudanças na forma de fabricar, distribuir e comercializar chocolates no Brasil.
Em resumo
Alê Costa é Alexandre Tadeu da Costa, fundador da Cacau Show.
A empresa surgiu em 1988, quando ele tinha 17 anos; a primeira loja abriu no fim de 2001, segundo registro da Associação Brasileira de Franchising.
A expansão por lojas e franquias tornou-se parte central da presença nacional da marca.
Em 2026, Costa falou publicamente sobre o cultivo próprio de cacau e o projeto Cacau Park, ainda em desenvolvimento naquele momento.
Quem é Alê Costa e como começou sua carreira?
O empresário nasceu no universo comercial antes de construir uma grande rede de chocolates. Um registro da Associação Brasileira de Franchising (ABF), publicado em 2010, relata que Alexandre Tadeu da Costa começou a revender produtos de uma indústria em 1988. O episódio que marcou a origem da Cacau Show foi uma encomenda de ovos de Páscoa que o fornecedor não conseguia entregar nas especificações combinadas.
Em lugar de simplesmente cancelar o pedido, Costa decidiu organizar uma produção própria. Essa passagem é importante porque diferencia duas atividades que parecem semelhantes, mas exigem capacidades distintas: revender um produto pronto e responder pela fabricação, pelo prazo e pelo padrão de qualidade de algo vendido ao cliente.
No primeiro caso, o comerciante depende do fabricante. No segundo, precisa encontrar ingredientes, mão de obra, equipamentos e um processo que permita entregar o que prometeu. Foi essa segunda situação que o jovem empreendedor enfrentou no episódio descrito pela ABF.
O que aconteceu com a encomenda de dois mil ovos de chocolate?
Segundo o relato histórico apresentado no evento da ABF, a encomenda era de 2 mil ovos de Páscoa de 50 gramas. A indústria com a qual ele trabalhava não conseguia produzir aquela versão do produto. Costa comprou matéria-prima e contratou uma pessoa experiente na fabricação artesanal de chocolates para atender o pedido.
A associação registra que o trabalho de produção durou três dias e que o lucro obtido serviu como capital inicial do negócio. A relevância desse episódio está no problema concreto que ele precisou resolver: assumir a entrega de um produto que o canal de fornecimento original não disponibilizava.
A história costuma aparecer em textos sobre empreendedorismo com uma interpretação motivacional. O fato documentado é mais específico: houve uma encomenda, uma dificuldade de abastecimento e uma mudança de revenda para fabricação própria. Não é possível deduzir, apenas a partir desse acontecimento, que todos os passos posteriores da empresa já estivessem planejados em 1988.
Como a Cacau Show cresceu com lojas e franquias
Depois do início ligado à produção de chocolates, a Cacau Show construiu sua expansão pelo varejo. Ainda de acordo com a ABF, a primeira loja foi inaugurada no fim de 2001, cerca de 13 anos após a fundação da empresa.
Esse intervalo ajuda a compreender a diferença entre criar uma marca e operar uma rede de pontos de venda. A abertura de lojas envolve uma relação direta com o consumidor, escolha de local, abastecimento, apresentação dos produtos e manutenção de padrões comerciais. Ao adotar franquias, a companhia ampliou esse modelo com empreendedores responsáveis por unidades da rede, sujeitos às regras da marca.
A página institucional de franquias da Cacau Show informa que a rede reúne milhares de lojas no Brasil e apresenta formatos diferentes de operação. Como esses números e formatos podem ser atualizados, eles não devem ser tratados como características imutáveis da biografia de seu fundador.
Qual foi a importância do modelo de franquias?
No franchising, a empresa responsável pela marca e os operadores das unidades cumprem funções diferentes. A rede precisa estabelecer produtos, identidade visual, treinamento e diretrizes de operação. Já a gestão local envolve equipe, atendimento, estoque e execução comercial dentro do modelo contratado.
Essa distinção importa para interpretar o crescimento da Cacau Show. Dizer que o negócio passou a ter milhares de lojas não significa que Alê Costa tenha administrado pessoalmente cada unidade. Tampouco permite atribuir todos os resultados a uma única pessoa: uma rede dessa dimensão depende de fornecedores, funcionários, franqueados e equipes de gestão.
A passagem da produção inicial para uma operação em escala ajuda a explicar por que Costa se tornou conhecido no setor de franquias. Sua trajetória reúne uma origem no produto e, posteriormente, uma transformação do modo de distribuição e venda.
O que Alê Costa faz na Cacau Show em 2026?
Em entrevistas concedidas ao longo de 2026, Alê Costa continuou falando como fundador e dirigente da Cacau Show, mas os temas não estavam restritos a abertura de lojas. A cadeia de suprimentos do cacau e as experiências associadas à marca passaram a integrar suas declarações públicas.
Em março de 2026, por exemplo, o empresário explicou ao UOL Economia que a empresa buscava ampliar a produção própria de cacau. O projeto envolve fazendas, plantio e conhecimento sobre a matéria-prima utilizada na fabricação dos chocolates.
É importante entender o alcance da declaração. Buscar autossuficiência não significa já ter alcançado autossuficiência. Na própria entrevista, Costa disse que a produção das fazendas representava uma parcela minoritária da necessidade da companhia. A informação é relevante como estratégia de abastecimento, não como resultado já concluído.
Por que o cultivo de cacau entrou na estratégia?
O cacau é um insumo decisivo para o negócio de chocolates. Quando seu preço e sua disponibilidade mudam, fabricantes precisam rever compras, custos e planejamento de produção. Produzir parte da matéria-prima pode permitir testar variedades, estudar produtividade e desenvolver conhecimento agrícola, mas também exige investimento, tempo e capacidade de gestão em uma atividade diferente do varejo.
A entrevista ao UOL mostra que a discussão sobre o futuro da Cacau Show passa também pela origem do ingrediente. A informação não autoriza concluir que plantar cacau eliminará a exposição da companhia aos mercados agrícolas. O ponto documentado é a existência do projeto e o objetivo declarado por Costa.
O que é o Cacau Park e qual é a relação com Alê Costa?
Outro projeto apresentado publicamente pelo fundador é o Cacau Park, parque temático associado à marca em Itu, no interior paulista. Em uma entrevista ao Melhores Destinos, publicada em julho de 2026, Costa falou sobre a implantação do empreendimento e descreveu propostas de atrações e ambientação.
Segundo a entrevista publicada em julho de 2026, o parque estava em construção e tinha previsão de abertura no fim de 2027. Trata-se de um cronograma anunciado naquele momento, não de inauguração confirmada ou data garantida.
Para quem acompanha a carreira do empresário, o Cacau Park é um exemplo de tentativa de ampliar a relação entre consumidor e marca para além da compra de chocolates. Isso é diferente da expansão tradicional de lojas: um parque envolve operação de entretenimento, manutenção, segurança de visitantes e serviços que não fazem parte do funcionamento cotidiano de uma franquia de chocolates.
Não há necessidade de presumir que essa diversificação terá sucesso para reconhecer que se trata de uma iniciativa relevante da gestão de Costa. O fato verificável é a existência do empreendimento em construção e a participação pública do fundador em sua apresentação.
Ilustração produzida com IA; não representa projeto arquitetônico oficial.
Por que Alê Costa foi anunciado no G4 Valley 2026?
A organização do G4 Valley incluiu Alê Costa entre os convidados anunciados para a edição de 2026, identificando-o como fundador e CEO da Cacau Show. O vínculo é coerente com a trajetória empresarial descrita pelas fontes, mas o anúncio não informa, por si só, qual conteúdo ele efetivamente apresentou ao público.
O leitor que procura datas e formato do encontro pode consultar o artigo da Revista Quero sobre o G4 Valley 2026. Aqui, o foco é compreender quem é o empresário e quais decisões e acontecimentos são verificáveis em sua história profissional.
Perguntas frequentes
Qual é o nome completo de Alê Costa?
O nome é Alexandre Tadeu da Costa. Alê Costa é a forma pela qual o empresário é conhecido publicamente. O nome completo aparece em registros da Associação Brasileira de Franchising.
Em que ano foi fundada a Cacau Show?
A Cacau Show foi fundada em 1988, de acordo com a história apresentada pela ABF e pela própria empresa. A primeira loja física foi aberta no fim de 2001, segundo a ABF. São dois marcos diferentes da trajetória do negócio.
Alê Costa ainda é CEO da Cacau Show?
Nas entrevistas e materiais consultados de 2026, Alê Costa é identificado como fundador, presidente ou CEO da empresa. Como cargos executivos podem mudar, o vínculo deve ser atualizado antes de uma republicação posterior.
O Cacau Park já foi inaugurado?
Não havia sido inaugurado na entrevista de julho de 2026 consultada para esta biografia. Na ocasião, era um projeto em obras, com previsão de abertura em 2027. A situação efetiva deve ser verificada novamente em atualizações futuras.
Alê Costa participa do G4 Valley 2026?
Seu nome foi anunciado pela organização na lista de convidados do evento. Essa confirmação não equivale a um registro de palestra concluída nem comprova tema ou horário de apresentação individual.
Conclusão
A biografia de Alê Costa pode ser compreendida por três marcos documentados: a fundação da Cacau Show em 1988, a abertura de sua primeira loja em 2001 e a expansão posterior da marca em uma rede de franquias. Em 2026, o empresário também aparecia associado a projetos de cultivo de cacau e entretenimento, que envolvem desafios diferentes dos enfrentados na fabricação inicial de chocolates.
Essa sequência torna a história mais precisa do que reduzi-la ao episódio de uma encomenda de Páscoa. O fato de ter começado jovem é parte do percurso; a transformação de um negócio de produção em uma organização com diferentes atividades é o que explica a relevância profissional duradoura de Alê Costa.