
RJ45 padrão A ou B: qual usar na montagem do cabo de rede?
| 01/10/26Entenda a diferença entre T568A e T568B, veja a sequência dos fios e saiba quando usar cabo direto ou crossover em uma rede Ethernet.
Entenda a diferença entre T568A e T568B, veja a sequência dos fios e saiba quando usar cabo direto ou crossover em uma rede Ethernet.
Em resumo:
Ao montar um cabo de rede com conector RJ45, surge quase sempre a mesma dúvida: usar o padrão T568A ou o T568B.
A pergunta é legítima, mas a resposta é mais simples do que parece, já que os dois padrões descrevem a mesma função elétrica do cabo, apenas organizando os fios em posições diferentes dentro do conector.

Na prática, qualquer um dos dois padrões funciona normalmente em uma rede Ethernet comum, desde que a mesma convenção seja respeitada nas duas pontas do cabo.
O problema real não é escolher A ou B, e sim misturar os dois sem intenção, o que pode gerar falha de conexão ou, no melhor caso, um comportamento inesperado da rede.
T568A e T568B são convenções de pinagem usadas para crimpar conectores de 8 posições e 8 contatos, popularmente chamados de RJ45, em cabos de par trançado usados em cabeamento estruturado.
Cada padrão define qual fio colorido deve ocupar qual pino do conector, para que o par de fios responsável por transmitir e o par responsável por receber dados fiquem posicionados de forma previsível.
Essa padronização existe porque um cabo de rede é montado com quatro pares de fios trançados, mas apenas alguns desses pares costumam ser usados ativamente, dependendo da velocidade da conexão.
Sem uma convenção fixa de posição, seria preciso verificar manualmente cada cabo para saber qual fio corresponde a qual função — o que tornaria instalações maiores inviáveis de manter.

A forma mais direta de entender a diferença entre os dois padrões é observar a posição de cada fio pino a pino.
Os pares azul e marrom ficam nas mesmas posições nos dois padrões; a diferença concentra-se na troca entre os pares laranja e verde.
Tabela: sequência de cores por pino nos padrões T568A e T568B.
| Pino | T568A | T568B |
|---|---|---|
| 1 | Branco/Verde | Branco/Laranja |
| 2 | Verde | Laranja |
| 3 | Branco/Laranja | Branco/Verde |
| 4 | Azul | Azul |
| 5 | Branco/Azul | Branco/Azul |
| 6 | Laranja | Verde |
| 7 | Branco/Marrom | Branco/Marrom |
| 8 | Marrom | Marrom |
Olhando a tabela, fica visível que os pinos 1, 2, 3 e 6 são os únicos que trocam de posição entre um padrão e outro.
Esse é o ponto que costuma gerar confusão na hora de crimpar o conector: um erro comum é montar uma ponta em T568A e, sem perceber, fechar a outra ponta em T568B, criando um cabo que mistura os dois padrões sem essa ser a intenção.
A decisão entre T568A e T568B normalmente não depende de uma regra técnica obrigatória, e sim da convenção já adotada no ambiente em que o cabo será usado.
Se a instalação existente — tomadas de parede, patch panels, outros cabos da mesma rede — já segue um dos dois padrões, a recomendação prática é manter a mesma convenção para todos os cabos novos, simplesmente para evitar inconsistência na documentação e em manutenções futuras.
Um ponto que gera dúvida é se a categoria do cabo influencia essa escolha. Categorias como Cat5e, Cat6 ou Cat6a definem características físicas do cabo, relacionadas à velocidade e à resistência a interferência.
Um cabo Cat6, por exemplo, pode ser crimpado tanto em T568A quanto em T568B sem perda de desempenho atribuível ao padrão escolhido.

Um cabo direto é aquele em que as duas pontas seguem o mesmo padrão de pinagem — as duas em T568A ou as duas em T568B.
É o tipo de cabo usado na grande maioria das conexões atuais, como ligar um computador a um switch ou a um roteador.
Um cabo crossover, por outro lado, é montado de propósito com padrões diferentes em cada ponta: uma ponta em T568A e a outra em T568B.
Essa inversão deliberada fazia com que os pares de transmissão e recepção se cruzassem entre os dois dispositivos conectados, o que era necessário em situações específicas, como ligar dois computadores diretamente entre si ou dois switches sem um dispositivo intermediário.
Para redes domésticas ou de pequeno porte, qualquer um dos dois padrões atende, desde que seja aplicado de forma consistente em todos os cabos e tomadas da instalação. Se não houver um padrão já estabelecido no local, a escolha pode ser feita livremente, priorizando manter o mesmo padrão em toda a rede.
Misturar os padrões sem essa ser a intenção cria, na prática, um cabo crossover acidental. Dependendo dos equipamentos conectados, isso pode resultar em falha de conexão, instabilidade ou, em alguns casos, funcionamento por acaso graças à detecção automática presente em equipamentos mais modernos — o que não torna a montagem correta, apenas tolerante ao erro.
Em grande parte dos cenários atuais, não é mais estritamente necessário, porque muitos equipamentos de rede identificam automaticamente a função de cada par de fios na outra ponta. Ainda assim, em equipamentos mais antigos ou sem esse recurso, um cabo crossover montado deliberadamente continua sendo a solução para conectar certos tipos de dispositivo diretamente entre si.
Sim. A categoria do cabo define características físicas e de desempenho, como velocidade e blindagem, mas a pinagem T568A ou T568B pode ser aplicada da mesma forma independentemente da categoria usada.
No padrão T568B, a sequência nos pinos de 1 a 8 é: branco/laranja, laranja, branco/verde, azul, branco/azul, verde, branco/marrom e marrom. A diferença em relação ao T568A está na posição dos pares laranja e verde, que aparecem trocados.
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