
Tarjas de remédio: o que significam e quais cuidados tomar
| 20/10/26Entenda o que indicam as tarjas de remédio, quando a receita é retida, por que a faixa amarela identifica genéricos e quais cuidados tomar.
Entenda o que indicam as tarjas de remédio, quando a receita é retida, por que a faixa amarela identifica genéricos e quais cuidados tomar.
As tarjas vermelha e preta indicam exigências de prescrição e controle de venda dos medicamentos; a faixa amarela identifica genéricos. Medicamentos sem tarja vermelha ou preta são isentos de prescrição, mas isso não significa ausência de contraindicações.
A embalagem ajuda a reconhecer as regras de compra. Para saber se um remédio é adequado ao seu caso, consulte a bula e busque orientação médica ou farmacêutica: a cor, sozinha, não responde a essa pergunta.
Em resumo:
As cores das faixas e sua ausência fazem parte das regras de rotulagem. O BiblioSUS, do Ministério da Saúde, explica o significado das tarjas nas embalagens e cita a RDC nº 71/2009 da Anvisa como referência normativa. Essa resolução foi revogada: desde 3 de julho de 2023, as regras de rotulagem de medicamentos estão na RDC nº 768/2022 da Anvisa. O BiblioSUS destaca que essas informações ajudam o farmacêutico a conferir se o medicamento entregue corresponde ao prescrito.
Essas informações se complementam com a bula e a orientação profissional. Além de reconhecer a faixa, é necessário esclarecer contraindicações e dúvidas sobre o uso de outros remédios ao mesmo tempo.

Medicamentos sem tarja são chamados de medicamentos isentos de prescrição, ou MIP. A venda dispensa receita médica. Segundo o BiblioSUS, eles constam da Lista de Medicamentos Isentos de Prescrição (LMIP) e são indicados para doenças não graves e de evolução lenta ou inexistente. Essa descrição não substitui a avaliação dos sintomas por um profissional.
Medicamentos sem tarja não são isentos de contraindicação. Portanto, a liberação da venda sem receita não autoriza o uso sem critério. A leitura da bula e os cuidados com o medicamento continuam necessários.
Isso também vale para um genérico isento de prescrição: ele traz a identificação amarela, mas não tem faixa vermelha ou preta. Nesse contexto, “sem tarja” se refere à ausência dessas faixas de controle, e não à ausência de qualquer cor na caixa.
A tarja vermelha identifica medicamentos que exigem prescrição de um profissional de saúde. O BiblioSUS os descreve como de risco intermediário de efeitos adversos. Essa descrição não mede a segurança do uso para uma pessoa específica.
Existem duas subcategorias:
Pela RDC nº 768/2022, a faixa vermelha traz a frase “VENDA SOB PRESCRIÇÃO”. Nos medicamentos com retenção, a frase na faixa informa também que a venda exige a retenção da receita.
Assim, é incorreto afirmar que toda embalagem com faixa vermelha exige que a receita fique na farmácia. Para esclarecer qual documento é necessário no seu caso, converse com o prescritor ou com o farmacêutico.
A tarja preta identifica medicamentos que exigem controle maior para a comercialização, segundo o BiblioSUS. Geralmente, eles afetam o sistema nervoso central, podem causar dependência ou levar à morte e exigem prescrição médica retida pelo farmacêutico. Esses riscos não significam que os desfechos sejam inevitáveis.
Pela RDC nº 768/2022, a faixa preta é usada em medicamentos à base de substâncias das listas A1, A2, A3, B1 e B2 da Portaria nº 344/1998. Ela traz a frase “VENDA SOB PRESCRIÇÃO” e frases de alerta definidas pela Anvisa conforme a lista de controle. A faixa, portanto, reforça a necessidade de acompanhamento e de respeito às orientações de uso.
O controle não significa que o medicamento seja proibido nem que a pessoa que o utiliza esteja fazendo algo errado. Siga as orientações de quem prescreveu e converse com esse profissional antes de mudar o uso. Para saber mais sobre receita e cuidados nessa categoria, veja o guia sobre medicamento tarja preta.
A faixa amarela identifica medicamentos genéricos. Ela não é um grau de risco e não determina, sozinha, se a venda exige receita.
Pela RDC nº 768/2022, a faixa amarela contém apenas o logotipo do genérico: a letra G estilizada e as palavras “Medicamento Genérico”. Como explica a Farmacon Jr. ao tratar das classificações dos medicamentos genéricos, eles podem ser isentos de prescrição ou exigir apresentação e retenção de receita.
O BiblioSUS também esclarece que a embalagem de um genérico pode trazer a faixa vermelha ou preta, conforme o controle exigido. Pela norma da Anvisa, a faixa amarela fica logo acima da vermelha ou logo abaixo da preta; nos genéricos isentos de prescrição, ocupa o lugar que seria da faixa vermelha. Por exemplo, em uma caixa com faixas amarela e vermelha, a primeira identifica o genérico; a segunda informa a exigência de prescrição. A identificação amarela não dispensa essa exigência.
Para comparar as categorias, observe duas informações: se a compra exige prescrição e se a receita fica na farmácia. A tabela organiza essas diferenças sem estabelecer uma escala numerada de risco.
| Categoria | O que a embalagem indica | Exige prescrição | Retenção da receita |
|---|---|---|---|
| Sem tarja vermelha ou preta | Medicamento isento de prescrição; admite identificação amarela de genérico | Não | Não se aplica |
| Tarja vermelha sem retenção | Venda sob prescrição | Sim | Não |
| Tarja vermelha com retenção | Venda sob prescrição com retenção da receita, como em medicamentos de controle especial das listas C1 e C5 e antimicrobianos | Sim | Sim, a farmácia fica com a receita |
| Tarja preta | Venda sob prescrição e controle maior | Sim | Sim, a farmácia fica com a receita |
A faixa amarela não ocupa uma linha exclusiva porque identifica genéricos nas diferentes categorias. Ela não substitui as informações sobre prescrição e retenção.

O uso frequente, abusivo ou combinado de medicamentos pode trazer riscos, especialmente para quem tem doenças crônicas ou já utiliza remédios de uso contínuo. Esse alerta também se aplica aos isentos de prescrição.
Esses cuidados também ajudam quem organiza os medicamentos da família. A cor é uma informação de conferência, não um critério suficiente para escolher ou compartilhar um tratamento.

Consulte a bula e leve suas dúvidas ao farmacêutico ou ao profissional que prescreveu. A informação sobre o rótulo ajuda a entender o medicamento, mas não substitui a avaliação individual nem serve para autodiagnóstico ou automedicação.
Para dúvidas sobre a embalagem, a exigência de receita e a dispensação (a entrega do medicamento pela farmácia), converse com o farmacêutico. Para esclarecer se é necessário continuar, ajustar ou interromper um tratamento, procure quem o prescreveu.
O Quero Card é um cartão de benefícios, não um plano de saúde, e oferece descontos em farmácias conforme o plano contratado. Consulte as condições no site oficial antes de contar com o benefício.
Um desconto não altera a exigência de receita nem substitui orientação profissional. Comprar por um preço menor não é motivo para adquirir um medicamento sem necessidade ou usá-lo sem indicação.
Uma forma prática de comparar é pelas exigências de venda: sem tarja, sem receita; vermelha, com prescrição e duas situações de retenção; preta, com controle maior e prescrição retida. A amarela identifica genéricos e não é um degrau dessa comparação.
Tarja vermelha é uma identificação da embalagem, não o nome de um tipo de receituário. Não deduza o documento exigido pela cor da caixa. Confirme com o prescritor ou com a farmácia qual receita é necessária para o medicamento. Para entender os tipos de receita e seus prazos, veja os prazos de validade da receita médica por tipo.
Não. Ela informa que a venda dispensa receita, mas o medicamento tem restrições de uso que precisam ser observadas. Leia as contraindicações e advertências da bula e esclareça dúvidas com um profissional de saúde.
A faixa amarela identifica medicamentos genéricos, com a letra G e as palavras “Medicamento Genérico”. Ela não classifica o controle de venda. Um genérico pode ser isento de prescrição ou trazer também a faixa vermelha ou preta.
As duas exigem prescrição. Sem retenção, a farmácia não fica com a receita. Com retenção, a prescrição fica na farmácia; é o caso, por exemplo, de medicamentos de controle especial das listas C1 e C5 e de antimicrobianos, cuja faixa informa a retenção.
Segundo o BiblioSUS, esses medicamentos geralmente afetam o sistema nervoso central e podem causar dependência ou levar à morte. A venda exige prescrição médica retida pelo farmacêutico, e o uso requer acompanhamento e respeito às orientações profissionais.
Consulte a bula e o rótulo. Converse com o farmacêutico sobre a embalagem e a dispensação e com o prescritor sobre o tratamento. Informações institucionais, como as do BiblioSUS, ajudam a entender as categorias, sem substituir essa orientação.
Ao conferir uma caixa, separe a identificação do genérico das exigências de venda: a amarela informa que o medicamento é genérico; a vermelha e a preta indicam controles de prescrição. Mesmo sem essas faixas de controle, os cuidados continuam necessários. Leia a bula e esclareça com o farmacêutico ou com quem prescreveu qualquer dúvida antes de usar ou mudar um tratamento.


Entenda o que indicam as tarjas de remédio, quando a receita é retida, por que a faixa amarela identifica genéricos e quais cuidados tomar.

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