
Como fazer uma boa redação no Encceja 2026?
Isabella Baliana | 31/07/26Confira dicas para escrever uma boa redação no Encceja 2026, veja os critérios de correção e o que faz zerar a nota.
Mudanças climáticas, inteligência artificial, conflitos internacionais, saúde pública e direitos humanos estão entre os assuntos apontados por educadores como possíveis temas do Enem 2026
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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 pode abordar temas de atualidades relacionados a questões ambientais, sociais, políticas, econômicas e científicas.
Embora a prova não cobre acontecimentos recentes de forma isolada, os assuntos do noticiário costumam aparecer como contexto para avaliar a capacidade dos estudantes de interpretar problemas contemporâneos e relacioná-los aos conteúdos aprendidos no ensino médio.
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“As atualidades não costumam aparecer no Enem como perguntas sobre datas, nomes ou acontecimentos isolados. Normalmente, elas são utilizadas como contexto para discutir temas mais amplos, relacionados à cidadania, meio ambiente, direitos humanos, ciência ou transformações sociais”, explica o professor de Filosofia e Sociologia do Ensino Médio do colégio Progresso Bilíngue, de Campinas (SP), João Gabriel Pelegrini.

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Para o professor Pelegrini, o exame valoriza a capacidade de estabelecer relações entre acontecimentos recentes e conceitos trabalhados durante a educação básica.
“Uma notícia sobre imigração, por exemplo, pode servir de base para uma questão sobre globalização; enquanto um evento climático extremo pode ser associado a conceitos de geografia, sustentabilidade e políticas públicas. É importante que o estudante compreenda que temas de diversas áreas são relevantes porque determinam o modo como vivemos em sociedade e o Enem espera essa forma de compreensão dos estudantes”, afirma.
Mais do que apenas memorizar notícias, é importante que os estudantes compreendam causas, consequências e relações entre diferentes áreas do conhecimento.
“Não é necessário passar horas por dia lendo notícias. O mais importante é manter uma rotina consistente de acompanhamento dos principais acontecimentos e procurar entender suas causas e consequências”, orienta o coordenador pedagógico do currículo brasileiro do Brazilian International School (BIS), de São Paulo (SP), Henrique Barreto Andrade Dias.
Segundo ele, uma estratégia eficiente é criar resumos temáticos e conectar os acontecimentos com conteúdos vistos em sala de aula: “quando o aluno relaciona uma notícia ao que aprende em sala de aula, a compreensão se torna muito mais profunda e duradoura”, destaca.
Além disso, acompanhar debates, projetos culturais e atividades formativas pode ampliar o repertório utilizado na redação.
“Essas experiências ajudam a enriquecer argumentos, ampliar referências e estabelecer relações mais consistentes entre os temas da atualidade e os conteúdos escolares”, afirma Dias.
A lista foi elaborada por educadores das escolas Progresso Bilíngue, Brazilian International School (BIS), Escola Internacional de Alphaville (EIA) e Escola Bilíngue Aubrick, considerando acontecimentos do primeiro semestre de 2026, período que costuma ser levado em conta na elaboração das questões do exame.
A confirmação de um El Niño muito forte em 2026 pode aparecer relacionada a discussões sobre secas, enchentes, ondas de calor, impactos na agricultura, abastecimento de água e mudanças climáticas.
O registro de 2025 como um dos anos mais quentes da história reforça debates sobre adaptação das cidades, produção de alimentos e impactos sociais provocados pelo aquecimento global.
Os minerais utilizados na fabricação de celulares, baterias, veículos elétricos e equipamentos tecnológicos ganharam importância geopolítica. O tema envolve transição energética, desenvolvimento tecnológico e disputa entre países.
As medidas de controle migratório norte-americanas permitem discutir direitos humanos, desigualdade econômica, deslocamentos populacionais e desafios enfrentados por imigrantes.
As tensões envolvendo os países podem ser relacionadas a temas como diplomacia, segurança internacional, energia e impactos econômicos globais.
A disputa entre as duas maiores potências econômicas do mundo envolve tecnologia, comércio internacional, cadeias produtivas e reorganização da ordem mundial.
O episódio abre espaço para debates sobre soberania nacional, democracia, sanções econômicas e influência internacional.
As disputas envolvendo religião podem ser associadas à liberdade de crença, intolerância religiosa e convivência em sociedades plurais.
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A redução de patrocínios empresariais em eventos ligados à diversidade gerou discussões sobre responsabilidade social, direitos civis e participação das empresas em pautas sociais.
O aumento dos casos de violência de gênero pode aparecer relacionado a políticas públicas, igualdade, segurança e direitos humanos.
A proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual envolve temas como privacidade, segurança online, redes sociais e cidadania digital.
O comportamento político e social dos jovens pode ser relacionado à influência das redes sociais, participação cidadã e formação de opiniões.
O debate sobre redução da jornada de trabalho envolve produtividade, qualidade de vida, saúde mental e direitos trabalhistas.
A expansão da inteligência artificial levanta discussões sobre automação, novas profissões, qualificação profissional e ética no uso da tecnologia.
A concentração de riqueza entre grandes empresários de tecnologia pode ser relacionada a desigualdade econômica, capitalismo e distribuição de renda.
O crescimento das plataformas digitais amplia discussões sobre direitos dos trabalhadores, proteção social e mudanças no mercado de trabalho.
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O tema envolve saúde pública, combate às fake news, importância da ciência e políticas de prevenção.
A descoberta científica relacionada à regeneração de tecidos permite discutir investimento em pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico.
A missão Artemis pode aparecer relacionada à exploração espacial, cooperação internacional e avanços científicos.
A realização do campeonato no Canadá, Estados Unidos e México pode ser relacionada à globalização, economia, cultura e integração internacional.
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Além das questões objetivas, acompanhar acontecimentos recentes pode ajudar diretamente na redação. Segundo o coordenador pedagógico da Escola Internacional de Alphaville (EIA), Peter Rifaat, temas contemporâneos podem contribuir para a construção de argumentos mais consistentes.
“Ter repertório atualizado ajuda o estudante a construir argumentos mais consistentes e demonstrar domínio sobre problemas contemporâneos que afetam a sociedade”, afirma.
Para ele, acompanhar notícias com senso crítico permite desenvolver melhores exemplos e propostas de intervenção.
“Quem acompanha as notícias com senso crítico amplia sua capacidade de contextualizar ideias, apresentar exemplos relevantes e propor soluções mais bem fundamentadas”, completa Rifaat.
Na hora da prova, porém, o estudante deve priorizar a interpretação dos textos apresentados pelo próprio Enem.
“Muitos candidatos erram uma questão por tentar responder apenas com base em conhecimentos prévios sobre o assunto, sem considerar as informações apresentadas no enunciado”, alerta o coordenador pedagógico da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP), Paulo Rogério Rodrigues.
Segundo Rodrigues, o diferencial do exame está justamente na capacidade de analisar informações e relacionar conhecimentos.
“As questões exigem interpretação, análise crítica e capacidade de estabelecer relações entre diferentes áreas do conhecimento. Mesmo quando o tema é conhecido, é fundamental observar o recorte proposto pela banca, identificar as evidências presentes nos textos de apoio e eliminar alternativas que apresentem generalizações, preconceitos ou conclusões incompatíveis com as informações fornecidas”, explica.
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