
UFMG inaugura supercomputador com inteligência artificial para mapear o Brasil
| 05/11/26UFMG inaugura o supercomputador Soberano, que utiliza inteligência artificial para acelerar o mapeamento do Brasil e apoiar a prevenção de desastres naturais.
UFMG inaugura o supercomputador Soberano, que utiliza inteligência artificial para acelerar o mapeamento do Brasil e apoiar a prevenção de desastres naturais.
Em resumo:
Veja mais informações a seguir!

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) inaugurou, em 27 de outubro de 2026, o supercomputador Soberano, desenvolvido para processar grandes volumes de dados e ampliar o uso da inteligência artificial (IA) na cartografia.
Instalado no Instituto de Geociências (IGC), no campus Pampulha, em Belo Horizonte, o equipamento integra o projeto GeoIDE, voltado à extração de informações geográficas com inteligência artificial para aplicações ambientais e de defesa.
A iniciativa também inclui uma câmera hiperespectral instalada na Escola de Engenharia da universidade. Os equipamentos poderão contribuir para o monitoramento ambiental, a fiscalização territorial e o planejamento de políticas públicas.
O Soberano foi projetado para processar grandes quantidades de informações e executar cálculos necessários ao treinamento e à utilização de sistemas de inteligência artificial.
A infraestrutura conta com:
Toda a infraestrutura foi projetada, instalada e configurada por equipes brasileiras, de acordo com a UFMG.
O objetivo é utilizar algoritmos de IA para analisar imagens de satélites, radares, drones e sensores, identificando padrões e extraindo informações geográficas de maneira automatizada.
Com isso, os pesquisadores poderão acelerar a elaboração de mapas detalhados e ampliar a capacidade de análise do território nacional.
Um dos principais objetivos do projeto GeoIDE é ampliar a produção cartográfica do Brasil na escala 1:25.000, que permite representar características do território com maior nível de detalhamento.
Segundo dados divulgados pela UFMG, apenas cerca de 8% dos 8,5 milhões de quilômetros quadrados do território brasileiro estão mapeados nessa escala.
Esse tipo de informação é importante para atividades como:
A inteligência artificial poderá automatizar parte do trabalho de interpretação de imagens e extração de dados geográficos, contribuindo para aumentar a velocidade de produção dos mapas.
A expectativa é que a tecnologia ajude a ampliar a cobertura cartográfica brasileira e forneça informações para pesquisadores e gestores públicos.
Além de acelerar a produção de mapas, o Soberano poderá contribuir para o monitoramento ambiental e a identificação de atividades ilegais.
Entre as aplicações previstas estão:
As informações produzidas também poderão auxiliar na formulação de políticas públicas e no planejamento de ações de prevenção de desastres.
O projeto possui aplicações ambientais e de defesa. Isso significa que a mesma infraestrutura cartográfica poderá ser utilizada tanto para monitorar problemas ambientais quanto para apoiar o planejamento estratégico e a proteção do território nacional.
Além do supercomputador, a UFMG inaugurou a câmera hiperespectral Hyper-Cam Mini XLW, instalada na Escola de Engenharia.
O equipamento registra informações da luz em centenas de faixas estreitas do espectro eletromagnético. Essa capacidade permite identificar diferenças entre materiais que podem parecer semelhantes em fotografias convencionais.
Na prática, a câmera pode auxiliar na análise de características de:
A tecnologia pode ampliar as possibilidades de pesquisa em sensoriamento remoto, área que utiliza dados obtidos a distância para estudar a superfície terrestre.
Integrada ao supercomputador e aos algoritmos de inteligência artificial, a câmera poderá fornecer informações complementares para a produção de mapas e a análise de características ambientais.
A UFMG é responsável pela execução do projeto GeoIDE, que conta com a participação do Instituto Militar de Engenharia (IME) e da Diretoria de Serviço Geográfico (DSG) do Exército Brasileiro.
A aquisição dos equipamentos ocorreu no âmbito de uma chamada da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), de 2023.
A infraestrutura terá uso compartilhado entre pesquisadores, programas de pós-graduação e instituições parceiras, ampliando as possibilidades de desenvolvimento de pesquisas científicas e tecnológicas.
A iniciativa também busca fortalecer a capacidade brasileira de produzir e processar informações geográficas estratégicas em instituições nacionais.
A cartografia utiliza técnicas e tecnologias para representar e analisar o espaço geográfico. Com o avanço da inteligência artificial, parte das tarefas de interpretação de imagens e identificação de padrões pode ser automatizada.
Essa combinação permite processar grandes volumes de dados obtidos por diferentes fontes, como satélites, radares e drones, e transformá-los em informações úteis para a compreensão do território.
No caso do Brasil, a aplicação da IA à cartografia pode contribuir para ampliar a disponibilidade de mapas detalhados, melhorar o monitoramento ambiental e fornecer dados para decisões relacionadas à infraestrutura, à prevenção de desastres e à gestão territorial.
Com o supercomputador Soberano, a UFMG amplia sua infraestrutura de pesquisa e cria novas possibilidades para o desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas a desafios brasileiros.
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