Segundo a universidade, a inteligência artificial pode ser utilizada em diferentes atividades, desde tarefas de rotina até aplicações mais complexas.
Entre os exemplos estão:
- elaboração de resumos;
- revisão gramatical;
- apoio a atividades acadêmicas;
- desenvolvimento de simuladores profissionais;
- criação de tecnologias assistivas.
A UFV orienta que o uso da inteligência artificial seja explicitado, especialmente quando a ferramenta fizer parte da realização de uma atividade.
A proposta é utilizar a tecnologia como apoio sem substituir a autonomia intelectual dos estudantes, pesquisadores e demais integrantes da comunidade universitária.
UFV alerta para riscos do uso de IA
O documento também chama atenção para os riscos associados ao uso de ferramentas de inteligência artificial.
Um dos pontos destacados é a possibilidade de reprodução de preconceitos e vieses presentes nos dados utilizados para treinar sistemas de IA. Por isso, a universidade recomenda supervisão humana e uso moderado dessas tecnologias.
As diretrizes também abordam questões relacionadas a:
- proteção de dados;
- privacidade;
- autoria;
- direitos autorais;
- inclusão;
- pensamento crítico;
- dependência tecnológica;
- qualidade do aprendizado;
- credibilidade da pesquisa.
A preocupação da UFV é que o uso indiscriminado de ferramentas de IA possa afetar processos de aprendizagem, pesquisa e gestão.
Inteligência artificial já é utilizada na UFV
De acordo com a pró-reitora de Ensino, Cristiane Baquim, a inteligência artificial já está presente em diferentes práticas nos três campi da universidade.
A UFV também adquiriu o Gemini, assistente de inteligência artificial do Google, ampliando a presença dessas ferramentas no ambiente universitário.
Para a instituição, esse cenário torna necessário discutir não apenas os aspectos tecnológicos da IA, mas também questões relacionadas à ética, proteção de dados, autoria, inclusão e pensamento crítico.
Diretrizes começaram a ser elaboradas em 2024
A construção das diretrizes teve início em 2024, a partir de uma comissão e de grupos de trabalho coordenados pela Pró-reitoria de Ensino.
Em janeiro de 2026, a universidade realizou uma consulta pública para receber contribuições da comunidade acadêmica sobre o texto-base das orientações.
O documento final considera discussões e recomendações sobre o uso ético e responsável da inteligência artificial em instituições de ensino.
Quais são os próximos passos da UFV?
A universidade prevê novas ações para acompanhar a evolução das tecnologias de inteligência artificial.
Entre os próximos passos estão:
- criação de estruturas de governança;
- investimentos em infraestrutura;
- capacitação de estudantes;
- formação continuada de servidores;
- acompanhamento das novas demandas relacionadas à IA.
A intenção é atualizar as práticas institucionais conforme as ferramentas e os usos da inteligência artificial evoluírem.
Com as novas diretrizes, a UFV passa a contar com um conjunto de orientações para discutir o uso da IA em suas atividades acadêmicas e administrativas, conciliando as possibilidades da tecnologia com princípios como ética, transparência, autonomia intelectual e pensamento crítico.
** A publicação foi veiculada primeiramente pelo Foqa News.
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