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Biografias

Marie Curie

Gabriela Botelho
Publicado por Gabriela Botelho
Última atualização: 5/4/2019

Introdução

Marie Skłodowska Curie foi uma importante cientista polonesa que atuou no fim do século XIX e começo do século XX.

Em um período em que os homens eram considerados os principais produtores de ciência, Marie Curie destacou-se, ganhando até mesmo o Prêmio Nobel de Física. Foi a primeira mulher a ser condecorada com este prêmio.

Marie Curie (1867 – 1934), a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel.

Pioneira não apenas entre as mulheres, mas entre os cientistas em geral, Marie Curie foi precursora de pesquisas pioneiras sobre radioatividade. Além disso, também descobriu importantes elementos químicos, ainda desconhecidos.

Trajetória

Marie Curie nasceu em Varsóvia, na Polônia, em 1867, filha de um professor de Física e Matemática do ginásio de Varsóvia, e de uma pianista. Aos dez anos ficou órfã de mãe.

Nessa época, a Polônia era parte da Rússia czarista, de modo que, contra tentativas de revolta, o governo impunha restrições aos poloneses. O pai de Marie Curie era a favor da independência da Polônia e, após falar abertamente de seu posicionamento, perdeu seu emprego como professor.

No entanto, como precisava sustentar seus filhos, o pai de Maire Curie abriu uma escola, de modo que ele pudesse exercer a profissão.

Marie completou o curso ginasial com louvor e honrarias. Aos 17 anos, para ajudar a pagar a formação de medicina da irmã mais velha, Curie começa a trabalhar como governanta e professora.

Depois de formada, a irmã de Marie Curie a ajudaria a realizar seu sonho de estudar em Sorbonne, na França. Sua estadia em Paris, até a conclusão do curso, não foi fácil. Curie viveu em um sótão quase sem ar e com pouco orçamento para as refeições.

Em 1893, graduou-se em Física e, em 1894, em Matemática. Ficou em primeiro lugar no exame para o mestrado em Física e, no ano seguinte, ficou em segundo lugar no mestrado em Matemática.

Em 1895, preparava sua tese de doutorado, quando conheceu Pierre Curie, que trabalhava em pesquisas elétricas e magnéticas. Casaram-se e desenvolveram uma carreira em conjunto.

Trabalhos

Marie e Pierre Currie perceberam variações de radiação de sais de urânio. Eles começaram a purificar o urânio. Faziam isso fervendo o elemento em grandes recipientes.

Desse processo, descobriram um elemento que Marie Curie batizou de polônio, em homenagem à sua terra natal. O casal continuou seus trabalhos, percebendo que o material que tinham em mãos poderia resultar em algo.

Dando continuidade ao processo de purificação, encontraram outro elemento, muito mais radioativo que o urânio e que o polônio: o rádio.

As descobertas do casal Curie repercutiram no mundo científico, impulsionando estudos em diversas áreas, inclusive na Medicina.

Em 1903, Marie recebe o Prêmio Nobel de Física com seu marido, em virtude de suas descobertas. Nesse mesmo ano, defende sua tese de doutorado.

Três anos depois, com a morte de Pierre Currie, Marie passa a lecionar em seu lugar na Universidade da Sorbonne, tornando-se a primeira mulher a fazê-lo.

Em 1911, Marie Curie ganha seu segundo Prêmio Nobel, por suas investigações sobre as propriedades do rádio e as características dos seus compostos.

Marie Curie morre no dia 4 de julho de 1934, com a saúde já debilitada devido à exposição constante à radioatividade, devido a suas pesquisas.

Na época, não se sabia os efeitos da radioatividade no corpo humano, de modo que nem ela, nem seu marido, usavam proteção.

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, shorts e tênis acenando

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