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Biografias

Martin Luther King

Natália Cruz
Publicado por Natália Cruz
Última atualização: 11/10/2018

Introdução

Martin Luther King Jr. foi um ativista estadunidense que lutou pelos direitos dos civis negros nos Estados Unidos.

Nascido no dia 15 de janeiro de 1929, filho e neto de pastores, Luther King decide seguir os mesmos passos dos familiares. Em 1951, forma-se em teologia pela Universidade de Boston e é enviado para atuar como pastor na cidade de Montgomery, uma das cidades na qual a segregação racial e a violência contra o negro era mais intensa.

Além de atuar pelo direito dos negros e contra a discriminação racial nos Estados Unidos, Martin Luther King também lutou por salários dignos, melhores condições de trabalho, direito das mulheres e pelo fim da guerra do Vietnã.

Luta pelo direito dos negros

Martin Luther King cresceu em meio ao segregacionismo e preconceito de brancos contra negros. Muito jovem, tomou consciência da diferença e do modo de vida dos negros. No ano de 1955, inspirado pelo método de luta pacífica de Mahatma Gandhi e pela Teoria da Desobediência Civil de Thoreau, Luther King iniciou efetivamente sua luta pelos direitos civis dos negros.

A luta do pastor foi motivada pela detenção da costureira negra Rosa Parks, que foi presa e multada por se recusar a dar lugar no ônibus a uma senhora branca. Os negros só poderiam sentar no fundo dos ônibus e não deviam em hipótese alguma sentar nos lugares reservados aos brancos.

O silencioso, mas simbólico, protesto de Parks chamou atenção do Conselho Político Feminino, que prontamente apoiou a costureira e organizou um boicote aos ônibus urbanos. Luther King também se juntou ao boicote e em pouco tempo reuniu milhares de negros que se recusar a andar nos coletivos.

Todos os dias, os negros guiados por Martin Luther King seguiam a pé para o trabalho, em uma grande marcha de protesto, causando prejuízos às empresas de transporte. O boicote aos ônibus durou 382 dias e terminou apenas em 13 de novembro de 1956, quando a corte americana decretou o fim da segregação racial nos ônibus.

Os movimentos e caminhadas pacíficas com resultados efetivos, inspiraram muitos líderes negros ao redor dos Estados Unidos. Os protestos provocaram também a ira de grupos racistas e da Klu Klux Klan, que passaram a ameaçar ostensivamente Martin Luther King.

No ano de 1957, o ativista fundou a Conferência da Liderança Cristã do Sul, movimento integrado por negros ligados com a igreja. A Conferência organizava passeatas, movimentos e campanhas pelos direitos civis dos negros. Em 1960, as lutas da Conferência garantiram a liberdade de acesso dos negros a parques públicos, lanchonetes e bibliotecas públicas. Em 1964, Luther King recebeu o prêmio Nobel da Paz por suas ações.

Marcha sobre Washington

Em agosto de 1963, Martin Luther King organizou a Marcha em Washington pelo Emprego e Liberdade. A manifestação foi organizada juntamente com o líder trabalhista Phillip Randolph com a intenção de pressionar o governo Kennedy a agir em defesa do direito civil dos negros.

A passeata contou com a participação de cerca de 300 mil pessoas e foi o local onde Luther King fez o célebre discurso “I have a Dream” (“Eu tenho um Sonho”), no qual manifestava seu desejo por igualdade de condições entre brancos e negros.

A morte do líder

Em 4 de abril de 1968, Martin Luther King foi assassinado com um tiro enquanto se preparava para uma marcha no Tennessee. Sua morte marcou a entrada do pastor como símbolo da defesa dos direitos civis dos negros e inspirou diversos líderes ao redor do mundo.

O assassino Earl Ray afirmou ter disparado o tiro por acreditar que Luther King agia como um traidor, reunindo milhares de pessoas para lutar e enfraquecer a política e economia estadunidense. Após a confissão, o mesmo negou o crime. No entanto, foi condenado a 100 anos de prisão.

A imagem de Martin Luther King ganhou força entre os excluídos e o desejo de que os homens fossem julgados apenas por seu caráter e não pela cor de sua pele, influenciou vários líderes e defensores dos direitos civis iguais para brancos e negros.

Martin Luther King.Martin Luther King.


Exercícios

Exercício 1
(ENEM/2012)

Nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça.

KING Jr., M. L. Eu tenho um sonho, 28 ago. 1963. Disponível em: www.palmares.gov.br. Acesso em: 30 nov. 2011 (adaptado).

O cenário vivenciado pela população negra, no sul dos Estados Unidos nos anos 1950, conduziu à mobilização social. Nessa época, surgiram reivindicações que tinham como expoente Martin Luther King e objetivavam

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, shorts e tênis acenando

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