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Biografias

Milton Santos

Gabriela Costa Costa
Publicado por Gabriela Costa Costa
Última atualização: 9/12/2019

Introdução

Milton Santos foi um geógrafo e intelectual brasileiro considerado uma das principais figuras do país.

O pensador exerceu grande influência nos estudos de geografia urbana, se tornou muito reconhecido por seus trabalhos com o tema da globalização e ampliou os debates da geografia descritiva, atentando-se para as relações do homem com os ambientes que entra em contato e, em especial, que habita.

Milton Santos é considerado um dos principais pensadores brasileiros.

Trajetória 

Milton Almeida dos Santos nasceu no dia 3 de maio de 1926, em Brotas de Macaúbas, na Bahia. Seus avós maternos e seus pais, Francisco Irineu dos Santos e Adalgisa Umbelina de Almeida Santos, eram professores primários. Portanto, foram responsáveis pela alfabetização de Milton, que com eles, mudou-se para Salvador.

Aos dez anos de idade ingressou em um internato, e ali estudou por cerca de 10 anos. Com 15 anos dava aula no próprio internato, em especial de geografia. Aos 18 anos ingressou no curso de Direito da Universidade Federal da Bahia. Tanto no período do internato como na faculdade, Milton Santos iniciou sua militância na esquerda.

Mesmo formado em Direito, não abandonou seu interesse pela Geografia e prestou um concurso para professor no Colégio Municipal de Ilhéus. Foi em Ilheus, inclusive, que Milton atuou como jornalista no jornal “A Tarde”, e conheceu sua esposa Jandira Rocha. 

Trabalhos

Em 1956, Milton Santos vai para a Universidade de Estrasburgo, onde conclui o Doutorado com a tese “O Centro da Cidade de Salvador” em dois anos, sob orientação de Jean Tricart. Em 1960 torna-se livre-docência da Universidade Federal da Bahia, onde se formou. Mantém intercâmbio com professores franceses e realiza importantes trabalhos nesse período.

Em 1961, aceita o convite do presidente Jânio Quadros para ser subchefe da casa civil da Bahia. E em 1963, Milton Santos é nomeado presidente da Comissão de Planejamento Econômico (CPE), onde realiza trabalhos voltados ao planejamento regional e social.

Com o golpe militar em 64, é levado preso e parte para o exílio, na França, após sua soltura. Neste período o pensador recebe o título de professor Honoris Causa pela Universidade Toulouse-Le Mirail. Durante os 13 anos fora do Brasil, Milton Lecionou na Sorbonne e atuou como diretor de pesquisas voltadas para planejamento urbano no Institut d’Étude du Developpement Économique et Social.

Em 1971 vai para o Canadá. Depois, realiza trabalho como pesquisador no MIT, período em que escreve o livro O Espaço Dividido. Retorna ao Brasil em 1977, onde leciona primeiro na Universidade Federal do Rio de Janeiro e, posteriormente, na Universidade de São Paulo, onde permaneceu até sua aposentadoria.

Milton Santos recebeu muitos prêmios, entre eles o Prêmio Internacional de Geografia Vautrin Lud, o maior prêmio da Geografia. Além disso, recebeu o título de Professor Emérito da Universidade de São Paulo. No dia 24 de junho de 2001, em São Paulo, Milton morre após seu câncer ter evoluído, deixando um grande legado de conhecimento para o Brasil.

Abordagens e métodos 

Na produção de seus trabalhos, propôs um afastamento do pensamento neopositivista predominante. Em seu livro “Por uma Geografia Nova”, propõe uma crítica das relações de poder, marcada pelo pensamento marxista.

De suas análises e críticas à globalização, Milton Santos propôs, também, análises do território, pensando sempre as relações de produção do espaço associadas ao contexto de globalização.

Referências

SANTOS, Milton. Encontros, Milton Santos. Editora Beco do Azougue, 2007.


Exercícios

Exercício 1
(UFPI)

Para o geógrafo Milton Santos paisagem é “o domínio do visível, aquilo que a vista abarca. Não é formada apenas por volumes, mas também de cores, movimentos, odores, sons (...). A dimensão da paisagem é a dimensão da percepção, o que chega aos sentidos.” (Metamorfose do Espaço Habitado. São Paulo: Hucitec, 1996, p.61-62).

Considerando essa afirmação, analise as sentenças a seguir:

  • A simples observação da paisagem não nos traz explicações sobre as funções das edificações, da organização dos sistemas de produção e de tecnologias empregadas.
  • Apenas os elementos naturais são suficientes para entendermos o espaço geográfico, visível através das paisagens.
  • Ao considerarmos os elementos naturais, as funções dos espaços construídos, as relações e as estruturas econômicas, sociais e políticas, estamos tratando do espaço geográfico e não apenas das paisagens.
  • As paisagens geográficas envolvem não somente os aspectos naturais, mas também os aspectos visíveis da cul
    Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

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