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Física

Hipermetropia

Miguel Bertelli
Publicado por Miguel Bertelli
Última atualização: 7/5/2019

Introdução

Hipermetropia é uma doença oftalmológica que afeta a visão de objetos próximos, ou seja, uma pessoa com hipermetropia tem dificuldade para ver nitidamente objetos que estão perto.

Essa dificuldade para ver imagens nítidas próximas ocorre porque a imagem é formada depois da retina.

Para corrigir esse defeito de visão, são usadas lentes convergentes, aproximando o raio de luz e fazendo com que a imagem se forme na retina.

Anatomia do olho

Para entendermos a hipermetropia, vamos dividir o olho em quatro regiões principais: cristalino, pupila, retina e músculo ciliar.

Cristalino

O cristalino se encontra na parte frontal do olho, é transparente e gelatinoso. Ele funciona como uma lente, sendo biconvexa e convergente.

Pupila

A pupila é um orifício que se encontra na parte frontal do olho. Esse orifício tem um diâmetro regulável, funcionando como um diafragma, de forma a controlar a quantidade de luz que entra pelo olho. Como não há nenhum tipo de iluminação dentro dos olhos, o orifício aparenta ser preto.

Retina

Na retina temos os cones e bastonetes, que são células foto-receptoras. O cristalino vai projetar a imagem na retina, e assim a imagem vai ser enviada para o cérebro.

Músculo ciliar

O músculo ciliar é um anel de músculo que comprime o cristalino. Quando isto acontece, a distância focal é alterada.

Causas da hipermetropia

A hipermetropia ocorre quando a imagem é formada depois da retina, e isso pode ocorrer por duas formas:

  • diâmetro horizontal é menor que o normal, ou seja, a distância entre o cristalino e a retina é menor, fazendo com que a imagem não se forme na retina;
  • Córnea ou cristalino mais planos também podem causar hipermetropia.

Sintomas da hipermetropia

Na hipermetropia, pela imagem se formar depois da retina, existe uma dificuldade de enxergar com nitidez objetos próximos. Essa dificuldade provoca vista cansada e dores de cabeça.

Através de um processo chamado acomodação, o cristalino consegue corrigir esse defeito diminuindo sua distância focal, mas, em casos mais graves, isso não é possível.

Tratamento da hipermetropia

A hipermetropia tem três formas de tratamento, são elas:

  • Óculos: nos óculos ocorre o uso de lentes convergentes, nas quais os raios de luz vão se aproximar antes de entrar no olho, e depois vão entrar pela pupila e convergir, tendo a imagem formada na retina.
  • Lentes de contato: São lentes rígidas ou gelatinosas que também corrigem a distância focal.
  • Cirurgia refrativa: É um tipo de cirurgia que corrige os erros de refração no olho, assim, corrige a distância focal, e, consequentemente, a hipermetropia.

Lentes convergentes

Esquema de uma lente convergente.

As lentes convergentes são lentes que possuem uma curvatura externa, ou seja, o centro da lente é mais grosso que as bordas. Por aproximarem os raios de luz, são  utilizadas no tratamento de hipermetropia.

Os raios de luz são aproximados pela lente convergente, após isso, o cristalino vai convergir esses raios de luz, projetando a imagem na retina.

Tipos de lentes divergente

Temos 3 tipos de lentes divergentes:

  • Biconvexa: Possui as duas faces convexas;
  • Plano convexa: Possui uma face plana e uma face convexa;
  • Côncava-convexa: Possui uma face côncava e outra face convexa.

Grau de uma lente divergente

O quanto uma lente consegue desviar a luz se chama vergência, e é dada pela seguinte fórmula:

Onde:

  • V é a vergência;
  • F é o foco da lente;

A unidade é dada por dioptria (di), que equivale ao inverso do metro. No dia a dia, contudo, a unidade que usamos é o grau.

Por utilizar lentes convergentes, na hipermetropia, o grau vai ser sempre positivo.

Fórmulas


Exercícios

Exercício 1
(PUC-MG/1997)

O tipo de lente da história do Bidu é usado para corrigir: 

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

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