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Redação

Texto narrativo

Bianca Ferraz
Publicado por Bianca Ferraz
Última atualização: 15/10/2018

Introdução

Desde crianças, ouvimos histórias serem contadas e, muitas vezes, criamos novas histórias. Essas histórias seguem uma certa estrutura, possuem personagens e apresentam um clímax, ou seja, um momento de decisão, no qual se define o desfecho daquilo que está sendo contado. O texto que é composto, de modo geral, por essas características, é chamado de texto narrativo.

Para contar, ou melhor, narrar uma história, é necessário explorar quem está envolvido com ela, ou seja, quais são os personagens, bem como o cenário e o período em que o episódio contado ocorre, caracterizando, respectivamente, o espaço e o tempo da narrativa. Além disso, o texto narrativo deve ter um enredo e um narrador, elementos que ajudam a configurar esse tipo de texto.

Os textos narrativos podem assumir diferentes gêneros, de acordo com a maneira como são elaborados, por exemplo: fábulas, lendas, novelas, contos e romances. A seguir, veremos mais detalhadamente cada um dos elementos que fazem parte da composição do texto narrativo.

Elementos característicos do texto narrativo

O texto narrativo tem como objetivo contar uma história. Para fazer isso, apresenta uma sequência de acontecimentos e seus desdobramentos. Esse tipo de produção pode ser usada como meio informativo, mas também como fonte de entretenimento. Veja algumas características do texto narrativo:

  • Foco narrativo: o texto pode ser escrito tanto na1ª pessoa quanto na 3ª, tudo depende do ponto de vista que se deseja adotar de acordo com a finalidade da narrativa;
  • Espaço: é o cenário em que ocorrem os fatos narrados;
  • Tempo: o tempo do texto narrativo pode ser cronológico ou psicológico. Tempo cronológico é aquele marcado pelo relógio, caracterizados por marcadores externos, que indicam o período do dia, os horários, entre outros. Já o tempo psicológico pode sofrer distorções de acordo com a memória dos personagens, não sendo, necessariamente, apresentado na ordem tradicional;
  • Narrador: o narrador pode ser personagem – isto é, quando ele faz parte da história e há, portanto, marcas de 1ª pessoa; pode ser observador – quando ele conta a história sem participar dela, usando a 3ª pessoa; ou, ainda, onisciente – quando ele usa a 3ª pessoa, mas tem conhecimento de tudo que se passa no interior das personagens;
  • Enredo: é a sequência de acontecimentose fatos que compõem a história contada;
  • Personagens: são os participantes da história. O protagonista é aquele que tem o maior destaque; o antagonista é o personagem responsável por causar um conflito com o protagonista, e os personagens secundários, são aqueles que, embora contribuam para o desenrolar da história, recebem menos destaque;
  • Modo: pode ser linear ou alinear. No modo linear, primeiramente, tem-se a apresentação dos personagens e, depois disso, ocorre um conflito, que origina o clímax e, posteriormente, o desfecho. No modo alinear, essa sequência pode ser alterada, o clímax pode aparecer logo no início do texto, por exemplo;
  • Discurso: Nos textos narrativos, podem ser usados o discurso direto, o discurso indireto ou, ainda, o discurso indireto livre. No discurso direto, as falas das personagens aparecem sinalizadas pelo travessão, é a própria personagem quem fala. No discurso indireto, o narrador é quem apresenta o que o personagem diz. Já no discurso indireto livre, o discurso direto e o indireto fundem-se.

Estrutura do texto narrativo

  • Introdução: apresentação dos personagens;
  • Conflito: desenvolvimento da sequência de fatos;
  • Clímax: é o ápice da história, pois é a parte em que ocorre o conflito e o protagonista deve resolver o problema que está enfrentando;
  • Desfecho: é a conclusão, mostra o que aconteceu diante do conflito apresentado no texto;
  • Observação: vale lembrar que essa estrutura é válida para textos lineares. Em textos não lineares, essas partes do texto podem aparecer mescladas, em uma ordem diversa.

Exercícios

Exercício 1
(UFRJ/2011)

Autorretrato falado

Venho de um Cuiabá garimpo e de ruelas entortadas.

Meu pai teve uma venda de bananas no Beco da Marinha,

onde nasci.

Me criei no Pantanal de Corumbá, entre bichos do

chão, pessoas humildes, aves, árvores e rios.

Aprecio viver em lugares decadentes por gosto de estar

entre pedras e lagartos.

Fazer o desprezível ser prezado é coisa que me apraz.

Já publiquei 10 livros de poesia; ao publicá-los me sinto

como que desonrado e fujo para o Pantanal onde

sou abençoado a garças.

Me procurei a vida inteira e não me achei – pelo que

fui salvo.

Descobri que todos os caminhos levam à ignorância.

Não fui para a sarjeta porque herdei uma fazenda de

gado. Os bois me recriam.

Agora sou tão ocaso!

Estou na categoria de sofrer do moral, porque só faço

coisas inúteis.

No meu morrer tem uma dor de árvore.

Uma obra literária pode combinar diferentes gêneros, embora, de modo geral, um deles se mostre dominante. O poema de Manoel de Barros, predominantemente lírico, apresenta características de um outro gênero. Qual?

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, shorts e tênis acenando

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