
Estudantes do Acre conquistam bronze na Olimpíada Nacional de História
| 22/09/26Três estudantes do Ifac, em Tarauacá, conquistaram a medalha de bronze na 18ª Olimpíada Nacional de História do Brasil, em Campinas.
Levantamento da Função Itaú aponta que a maioria dos jovens brasileiros trabalham, mas enfrentam dilemas para conciliar estudos e conquistar novas oportunidades
Em resumo:
A inserção da juventude brasileira no mercado de trabalho segue em uma crescente, mas ainda esbarra em obstáculos estruturais.
Segundo a pesquisa “Juventudes e o Mundo do Trabalho”, realizada pelo Observatório Fundação Itaú com apoio do Datafolha e do Instituto Locomotiva, 70% dos jovens entre 16 e 29 anos no Brasil trabalham ou fazem estágio.
No entanto, apenas 32% conseguem conciliar a carga horária profissional com uma rotina de estudos, porcentagem especialmente baixa entre os grupos de menor renda.

O levantamento, que ouviu 1.816 jovens em todo o país, detalhou como essa parcela da população divide seu tempo. Atualmente, 32% dos entrevistados conseguem conciliar emprego e estudos, enquanto 39% dedicam-se exclusivamente ao trabalho.
Uma parcela menor, de 16%, apenas estuda, e 13% estão fora do mercado e das salas de aula.
Contudo, a possibilidade de manter a dupla jornada de trabalho e estudo está diretamente ligada à renda. Os dados evidenciam abismos sociais:
Outro fator de sobrecarga que afeta diretamente o desenvolvimento profissional é a divisão desigual das tarefas de cuidado.
Metade dos entrevistados é responsável pelos afazeres domésticos, mas o peso é desproporcional entre os gêneros: 60% das mulheres realizam os cuidados da casa, contra 40% dos homens.
Mesmo com um alto índice de ocupação geral, a busca por novas oportunidades é desafiadora. Seis em cada dez jovens procuraram emprego no último ano e 20% seguem em busca de uma vaga atualmente.
Ao elencar os principais obstáculos para conseguir um trabalho, os jovens apontam:
Para contornar a falta de experiência, o chamado “QI” (Quem Indica) e o foco no ensino prático ganham força. A pesquisa revelou que 77% dos jovens que já trabalharam conseguiram a vaga por indicação.
Além disso, 91% consideram os cursos técnicos e profissionalizantes a rota mais rápida para o mercado de trabalho, e nove em cada dez acreditam que aprendem mais na prática do que no modelo educacional tradicional.
A pesquisa também mediu as expectativas e os temores da juventude em relação ao futuro das profissões.
A tecnologia desponta como a principal ameaça para o grupo: 90% dos jovens temem que a inteligência artificial elimine muitos empregos nos próximos anos, e metade tem receio de perder oportunidades diretas para a IA.
Apesar das incertezas tecnológicas, o interesse pelas áreas de Saúde (25%) e Tecnologia (22%) lidera as projeções de carreira dos entrevistados.
Outro dado que chama a atenção é a mudança de perfil de contratação desejada. A estabilidade inicial da carteira assinada é o desejo atual de 30% dos jovens. Porém, ao projetarem suas carreiras para os próximos cinco anos, o interesse pelo vínculo formal cai pela metade (16%).
Para os especialistas do Observatório Fundação Itaú, o movimento não representa uma rejeição ao modelo formal, mas sim um projeto de construção de vida, em que os jovens buscam estabilidade para investir em autonomia no futuro.
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