Veja também: Universipedia UVA
O estudante tem o papel de estudar com o material que ele mesmo busca e com o material que ele absorve através dos projetos, congressos e viagens divulgadas pela instituição. Afinal, se é privada, é paga para graduar, pós-graduar, “mestrar” e/ou “doutorar”, como diz o panfleto. É claro que depende do aluno conseguir a formação que escolheu, mas a demonstração do conteúdo básico de representatividade daquele curso é dever de ninguém menos que a instituição.
Eu não sei se essa minha reflexão é apenas uma fase ou se me define como uma cidadã inconformada por pagar pela educação e ter que aceitar o sistema privado do modo que ele é. Estou seguindo meu terceiro período com esses debates na minha cabeça e analisando a situação de uma forma em que eu consiga ver uma luz no fim do túnel.
Espero que nos próximos períodos eu consiga enxergar uma diferença no número de estágios disponíveis, no aumento de congressos divulgados, de feiras científicas sobre assuntos sociais relacionados à saúde pública, na preocupação da universidade em querer ver o aluno cada vez mais envolvido com a matéria de uma forma que não seja somente avaliando sua nota semestral. Afinal, a nota é só um papel, o conteúdo é o aluno.
Por mais que pareça que eu não quero mais cursar Biologia depois de todo esse desabafo virtual, ainda quero. E muito. Só preciso direcionar minha crença em algo que continue me fazendo querer ir até o final. Não é sobre o dinheiro ou o que você faz pela sua faculdade, mas o que a sua faculdade é capaz de fazer por você.