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Aprenda como criar agentes de IA no ChatGPT, com instruções, arquivos de conhecimento, testes e configurações de visibilidade
Em resumo:
Se você está em busca de um assistente configurado para repetir um tipo de tarefa sem precisar reescrever o mesmo comando varias vezes, saiba que não precisa sair do ChatGPT para destravar essa funcionalidade.
Dentro da própria interface, é possível configurar um assistente, conhecido como GPT. Este guia mostra o melhor caminho para planejar, criar, testar e publicar o seu próprio agente.

Um GPT é um assistente personalizado dentro do ChatGPT, montado a partir de instruções escritas pelo criador.
Essas instruções definem o que o assistente deve fazer, como deve responder e quais limites deve respeitar, funcionando como uma configuração que fica salva e pode ser reutilizada sempre que alguém conversa com esse GPT.
Essa configuração é diferente do Operator, que age de forma proativa e usa um computador próprio para executar tarefas mais complexas, como navegar por várias páginas ou concluir um processo em várias etapas sem intervenção do usuário.
Um GPT, por outro lado, responde dentro do que as instruções do criador permitem, a menos que recursos específicos sejam ativados na própria interface de criação.
A vantagem de criar um GPT é não precisar repetir o mesmo contexto e as mesmas instruções em toda conversa.
Depois que o comportamento, os limites e o formato de resposta ficam configurados, qualquer pessoa autorizada a usar aquele GPT parte já do ponto certo, o que economiza tempo em tarefas e dúvidas que se repetem.
Além da economia de tempo, um GPT bem configurado tende a produzir respostas mais consistentes entre uma conversa e outra, porque o comportamento não depende de o usuário lembrar de incluir instruções toda vez.
Isso é especialmente útil para tarefas padronizadas, como responder dúvidas recorrentes de um time, orientar um processo interno ou aplicar sempre o mesmo formato de resposta.
As etapas abaixo seguem a ordem que costuma gerar menos retrabalho: primeiro planejar, depois configurar, testar e só então publicar.
Antes de abrir a tela de criação, vale escrever em poucas frases o que o GPT deve fazer, para quem ele é destinado e o que fica fora do escopo.
No exemplo, o objetivo seria responder perguntas da equipe sobre prazos, condições e exceções da política de reembolso, deixando claro que o GPT não deve opinar sobre casos que a política não cobre.
Criar um GPT exige um plano pago do ChatGPT ou um plano equivalente disponível para times e organizações.
Isso é diferente de usar um GPT já publicado, algo que não exige assinatura, como explicado mais adiante.
Com um plano compatível, o caminho para começar é clicar em “Explorar GPTs” no menu lateral do ChatGPT e, na tela seguinte, selecionar a opção “Criar”. Esse é o ponto de entrada para todas as configurações descritas nas próximas etapas.
O nome e a descrição aparecem para quem for usar o GPT, então funcionam como uma primeira explicação do que ele faz.
Para o assistente de reembolsos, o nome poderia ser “Assistente de Reembolsos” e a descrição indicaria, em uma frase, que o GPT responde dúvidas da equipe sobre a política interna de reembolso.
Esta é a etapa que mais influencia a qualidade das respostas. As instruções devem descrever o que o GPT deve fazer, o que ele não deve fazer e como a resposta deve ser formatada.
No exemplo, as instruções listariam as regras de reembolso relevantes, pediriam tom objetivo e deixariam explícito que, diante de uma dúvida fora da política, o GPT deve indicar que o caso precisa ser encaminhado a uma pessoa responsável.
Quando o assunto depende de um documento específico, é possível enviar arquivos de conhecimento para que o GPT consulte esse conteúdo ao responder.
Para o assistente de reembolsos, a pessoa adicionaria o documento oficial da política como arquivo de conhecimento, em vez de tentar descrever todas as regras apenas nas instruções de texto.
Essa etapa não é obrigatória para todo GPT: só faz sentido quando existe um material de referência que o assistente deve seguir.
A interface de criação apresenta recursos adicionais que podem ser ativados conforme o caso de uso.
A recomendação é revisar cada um e ativar somente o que o objetivo definido na primeira etapa realmente exige, evitando habilitar recursos “por garantia”.
O teste consiste em conversar de fato com o GPT recém-configurado, usando tanto as perguntas de exemplo quanto variações inesperadas.
No exemplo, a pessoa testaria perguntas reais que a equipe já recebeu antes, observando se as respostas seguem o tom definido e se o GPT reconhece quando um caso está fora do escopo da política.
É normal que o primeiro teste revele lacunas: uma resposta genérica demais, um limite que não foi respeitado ou um formato que não ficou claro.
Nesse momento, o ajuste é sempre nas instruções, não no teste. Se o GPT respondesse sobre um caso fora da política em vez de encaminhá-lo, a correção seria reforçar, nas instruções, o limite exato de quando o GPT deve se abster de responder.
Por fim, é preciso escolher quem pode acessar o GPT antes de salvar ou publicar a configuração.
Para o assistente de reembolsos, a decisão razoável seria mantê-lo restrito à própria equipe de suporte, já que ele foi construído em torno de uma política interna e não de um conteúdo aberto ao público.
Um erro recorrente é escrever instruções genéricas, do tipo “seja útil e responda bem”, sem detalhar tarefa, limites e formato esperado.
Outro problema comum é pular a etapa de conversas de exemplo e de teste, publicando o GPT direto após escrever as instruções.
Se falhas de tom aparecem depois que outras pessoas já usam o assistente, o ajuste passa por reunir as perguntas que expuseram o problema e incorporá-las ao teste antes de publicar uma nova versão.
Também é frequente confundir arquivo de conhecimento com instrução: enviar um documento extenso sem indicar, nas instruções, como e quando o GPT deve consultá-lo.
Se o assistente ignora partes relevantes do arquivo ou trata informações secundárias como centrais, a revisão precisa indicar qual material tem prioridade, em quais situações ele deve ser usado e qual resposta se espera.
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