Logo que comecei o curso de Direito, consegui um estágio na área, de quatro horas diárias. Era perfeito para o meu dia, encaixava tudo direitinho: estudava de manhã, trabalhava à tarde e estudava mais um pouco à noite. Em 2017, mudei para um estágio com a mesma carga horária, mas em Relações Internacionais.
Esta foi minha rotina durante três anos. Se foi cansativo? Bastante! Mas deu para levar sem grandes problemas, até porque muitas matérias eu consegui aproveitar.
Como fiz o primeiro ano inteiro de RI antes de iniciar a outra graduação, consegui eliminar praticamente todas as disciplinas iniciais de Direito – exceto algumas específicas.
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Isso também foi possível porque ambos os cursos são na mesma instituição, não sendo necessária uma readaptação, que poderia ser exigida em outras faculdades.
As coisas só não andaram mais rápido por causa de uma regra do MEC: você não pode se formar em menos tempo do que o previsto para o curso – completar em quatro anos um curso programado para durar cinco.
Como já estava à frente do restante da turma de Direito e teria de “esperar” de qualquer maneira, fui com calma e cursei as matérias aos poucos.
Nove anos em cinco
Em resumo, terei duas graduações – de quatro e cinco anos cada –, como se estivesse fazendo os cursos separadamente.
Foi bem corrido, mas acho que valeu a pena aproveitar a oportunidade, já que, felizmente, tenho a possibilidade de estudar sem ter que trabalhar, para chegar aos 25 anos com os dois diplomas.
Na prática, cursar simultaneamente Relações Internacionais e Direito permitiu relacionar temas que isolados não fariam sentido.