
Administração semipresencial vale a pena? Veja prós e contras
Isabella Baliana | 22/06/26Veja se a faculdade de Administração semipresencial é uma boa escolha e confira duração, custos, diploma, estágio e bolsas de estudo.
Em resumo:
Migrar de carreira pode ser uma decisão difícil, especialmente para profissionais já consolidados no mercado. A troca de estabilidade por incerteza e da garantia pela aposta pode assustar à primeira vista, mas, em alguns casos, é a única via para garantir ganhos superiores e a tão sonhada valorização profissional.
Se você se sente estagnado em sua profissão atual ou deseja colocar em prática uma vocação reprimida, a transição é a escolha certa. E fique tranquilo: ela não precisa envolver noites em claro, boletos acumulados ou insegurança latente.
Mudar de forma segura e gradual é o caminho certo para evitar dilemas pessoais e financeiros. Aprenda a colocar esse plano em ação a seguir com as dicas da Revista Quero.

Muitas vezes, a escolha da profissão acontece cedo demais ou baseada apenas na necessidade de subsistência. Com o passar dos anos, a conta chega, acompanhada de:
Se você se identifica com esses sinais, está na hora de virar a chave. Veja como mudar de carreira de forma segura.
Dar o primeiro passo rumo a uma nova profissão exige estratégia e muita cautela. Você não precisa (e nem deve) pedir demissão do dia para a noite.
Uma transição bem-sucedida é aquela que segue um projeto de longo prazo. Você deve mapear o terreno que você deseja pisar, entender as exigências dos recrutadores e construir uma ponte segura entre o seu emprego atual e a sua nova vocação.
Para que você não se perca nesse processo, veja dicas que não podem ser ignoradas:
Antes de investir tempo e dinheiro, descubra o que as empresas realmente cobram do cargo pretendido.
Em muitas transições, será preciso iniciar uma graduação ou uma pós-graduação formal para validar o seu conhecimento.
Ao entender exatamente o peso das qualificações que os recrutadores buscam, você consegue montar um cronograma realista, sabendo desde o primeiro dia se precisará dedicar meses a um curso técnico ou anos a um novo diploma de nível superior.
Mudar de carreira geralmente significa dar um passo atrás para, depois, dar dois passos à frente. É muito provável que, ao entrar em um novo setor, você precise aceitar um cargo de nível inferior ao que ocupa hoje.
Para contornar os efeitos adversos, crie uma reserva de emergência. Calcule o seu custo de vida mensal e tente acumular o equivalente a, no mínimo, seis meses de despesas pagas antes de fazer a transição definitiva.
A transição mais segura é a jornada dupla. Mantenha o seu emprego atual, que é a sua fonte de sobrevivência, e use as noites ou os finais de semana para estudar a nova profissão.
Essa fase é cansativa e exige sacrifícios, mas é o preço da segurança. O objetivo aqui é se familiarizar com a nova área antes de jogar a sua carreira antiga para o alto.
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O maior obstáculo da mudança é o paradoxo da experiência: como ser contratado sem experiência na nova área?
A saída mais realista é criar os seus próprios projetos. Se quer migrar para tecnologia, desenvolva pequenos sistemas. Se o foco for finanças ou design, crie projetos autorais ou ofereça consultorias para amigos e pequenos negócios locais.
Ter exemplos reais do que você é capaz de executar vale muito mais do que um diploma na gaveta.
Quem você conhece importa tanto quanto o que você sabe, mas durante a transição, a discrição é essencial.
Você não precisa anunciar no seu ambiente de trabalho atual que está de saída. Comece a frequentar eventos da nova área, participe de fóruns e puxe assunto com profissionais da área.
Muitas vezes, a sua primeira oportunidade real na nova carreira não virá de um anúncio de emprego, mas sim de uma indicação interna.
Antes de buscar a contratação formal, teste o terreno fazendo trabalhos como freelancer ou assumindo projetos pontuais.
Plataformas de serviços independentes são laboratórios para quem está em transição. Pegar pequenos serviços nas horas vagas permite que você sinta a pressão dos prazos, lide com clientes reais e entenda a dinâmica do novo setor sem precisar sair do seu emprego fixo.
Quando chegar a hora de finalmente enviar currículos, o seu documento antigo não vai servir. Você precisará reescrevê-lo, mas sem apagar a sua história.
Mostre ao recrutador que, embora a sua nomenclatura de cargo esteja mudando, você carrega anos de experiência, inteligência emocional e vivência corporativa que um jovem recém-formado no novo setor ainda demorará para adquirir.
A segurança total é uma ilusão, mas a transição de carreira está longe de ser um salto no escuro. O que torna o processo perigoso é a impulsividade. Pedir as contas após um dia ruim no escritório sem ter um plano B é a receita para o desastre.
No entanto, quando você estuda o mercado, constrói uma rede de contatos, guarda dinheiro para emergências e investe em qualificação muito antes de dar o adeus ao antigo chefe, os riscos são minimizados.
Sim, é possível. A ideia de que profissionais com mais de 30 anos são obsoletos é um mito. Você ainda pode aprender e se adaptar a novas funções.
A grande questão prática é o recomeço. Você terá que aceitar ser iniciante novamente, reportar-se a gestores mais novos e dar um passo atrás no salário.
Se estiver disposto a pagar o preço de voltar a estudar e competir por vagas de entrada, a sua idade não será uma barreira.
O medo do arrependimento é o principal fantasma que assombra quem pensa em mudar de rumo.
Se o novo cenário não corresponder às suas expectativas, a primeira coisa que você precisa entender é que o seu conhecimento original não desapareceu.
Muitos tentam uma nova área, percebem que não gostam, e retornam para o setor de origem ainda mais valorizados, assumindo cargos que unem as duas expertises.
Mas lembre-se, a transição segura, seguindo as dicas apresentadas, raramente culmina em arrependimento. Isso porque o profissional só rompe o vínculo atual após adquirir a bagagem e a certeza para mudar.
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