
Crescer na carreira também exige mudar o jeito de trabalhar
| 29/09/26Insights da B55 Conference mostram como desenvolver competências, ouvir feedbacks e melhorar a colaboração pode ajudar na evolução da carreira.
Insights da B55 Conference mostram como desenvolver competências, ouvir feedbacks e melhorar a colaboração pode ajudar na evolução da carreira.

Hoje acompanhei na B55 Conference, em São Paulo, o painel com David Vélez (Nubank), André Street (Stone), Guilherme Benchimol (XP) e Cris Faé (B55). E fiquei pensando em quanto daquela conversa também poderia ajudar quem está construindo sua carreira.
Os exemplos eram sobre empresas e liderança. A aplicação ao desenvolvimento profissional é a minha leitura: o próximo desafio pode exigir competências diferentes daquelas que nos trouxeram até aqui.
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Um ponto do painel foi a mudança de papel do empreendedor. Em determinado estágio, não basta dominar a operação. É preciso aprender a selecionar pessoas, desenvolver o time, construir cultura e estabelecer incentivos.
Trazendo isso para a carreira, a pergunta que eu faria é: estou desenvolvendo a competência que meu próximo desafio exige ou apenas aperfeiçoando aquilo que já faço bem?
Para quem quer assumir uma liderança, por exemplo, vale transformar essa reflexão em prática: conduzir um projeto compartilhado, aprender a dar feedback e combinar responsabilidades com clareza. Não apenas assumir mais tarefas individualmente.
Meu exercício seria escolher uma competência e uma situação real para praticá-la nesta semana. Algo específico o suficiente para depois avaliar o que funcionou e o que precisa melhorar.
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Outro aprendizado foi o equilíbrio entre ouvir e pensar por conta própria. O painel trouxe tanto a importância de questionar argumentos quanto o custo de ignorar conhecimentos que outras pessoas já desenvolveram.
Minha síntese é: não descarte um feedback porque incomodou, nem aceite uma opinião só porque veio de alguém importante.
Na próxima conversa de desenvolvimento, uma pergunta prática pode ajudar: “Você consegue me dar um exemplo concreto disso?”. Depois, vale avaliar o que faz sentido mudar e o que precisa ser mais bem compreendido.
Eu também acrescentaria uma pergunta para mim: estou analisando o argumento ou apenas reagindo a quem o apresentou?
A discussão sobre desempenho não ficou restrita às metas. Comportamento e contribuição para a cultura também entraram na avaliação.
Para mim, isso vira uma revisão simples ao concluir um projeto: entreguei o combinado?
Compartilhei informações? Sinalizei dificuldades a tempo? Facilitei ou compliquei o trabalho de quem estava comigo?
Não basta perguntar “o que eu entreguei?”. Também vale perguntar “como foi trabalhar comigo?”.
É uma reflexão que não depende de cargo. Pode começar no próximo trabalho em grupo, projeto ou conversa com um colega.
Meu convite é escolher um desses pontos e aplicá-lo em uma situação real nesta semana. Ao final, verificar o que mudou e o que ainda precisa ser exercitado.
O aprendizado que quero levar desse painel não termina na anotação: precisa aparecer na próxima decisão, conversa ou entrega.
Empreender no Brasil exige mais do que promessas milagrosas: exige método, execução prática e troca direta entre quem está na arena.
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