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O que aprendi sobre consistência, comunicação e carreira com João Adibe, Erich Shibata e Toguro

Lições de João Adibe, Erich Shibata e Toguro na B55 Conference mostram como transformar conceitos de vendas, rotina e comunicação em ferramentas para o desenvolvimento profissional



Uma meta pode dar direção, mas é na rotina que descobrimos o que conseguimos realizar. Pensei nisso ao acompanhar o painel com João Adibe, Erich Shibata e Toguro na B55 Conference, em São Paulo, sobre a construção de um time de vendas que bate meta.

A conversa passou por disciplina, colaboração, comunicação e conhecimento do público. Levo desses temas algumas aplicações para quem está estudando, começando a trabalhar ou buscando evoluir profissionalmente.

Criar uma rotina que ajude a avançar

João falou de ritmo, rotina e ritual e explicou como acompanha o time comercial. O que retiro dessa experiência é a importância de reservar momentos para orientar o trabalho, perceber dificuldades e ajustar o caminho.

Para os estudos, eu transformaria um objetivo amplo em uma atividade concreta. Em vez de apenas querer aprender mais, escolheria um conteúdo e uma tarefa que ajudasse a verificar a compreensão: resolver um exercício, explicar uma ideia ou aplicar um conceito em um projeto.

Depois, definiria um horário possível de manter e um momento para revisar o progresso. A rotina precisa caber na vida real, incluindo trabalho, deslocamento e descanso. O horário usado por uma empresa é uma escolha daquele contexto, não uma medida de comprometimento de todas as pessoas.

Avaliar a qualidade do que você entrega

No painel, João destacou a importância da margem, além do volume vendido. Na carreira, minha aplicação dessa ideia é observar o efeito do trabalho, incluindo o esforço necessário para corrigir ou completar a entrega.

Enviar muitas propostas, responder muitas mensagens ou concluir muitas tarefas pode indicar atividade. Eu também perguntaria se essas ações ajudaram alguém a resolver o que precisava.

Em um trabalho em grupo, por exemplo, entregar sua parte no prazo ajuda. Entregá-la de forma clara, com informações conferidas e alinhada ao restante do projeto ajuda ainda mais. Quem recebe precisa conseguir continuar o trabalho.

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Um retorno específico de um colega ou professor pode mostrar o que melhorar na próxima tentativa.

Saber pedir ajuda e destravar o próximo passo

João relatou situações em que vendas dependia de contratos, crédito e decisões de outras áreas. Isso me lembrou que desempenho profissional também envolve compreender dependências.

Quando uma tarefa trava, eu procuraria explicar qual é o impedimento, de quem preciso e qual decisão permitirá avançar. Avisar cedo dá às pessoas mais chance de ajudar.

Também vale fazer o exercício do outro lado: alguém está esperando uma informação minha? Deixei claro o que precisa ser feito? A combinação de responsabilidade individual e colaboração melhora a capacidade de concluir o trabalho.

Aprender a comunicar para quem está ouvindo

Erich e Toguro trouxeram experiências sobre marca e comunicação digital. A conversa mostrou a necessidade de adaptar a linguagem ao público e ao ambiente em que a mensagem chega.

Na carreira, isso aparece em situações comuns. Explicar um projeto a um colega da área é diferente de apresentá-lo a alguém que está conhecendo o assunto. Um currículo precisa mostrar informações relevantes para aquela oportunidade. Uma apresentação precisa respeitar o tempo e as dúvidas de quem acompanha.

Eu começaria perguntando o que a pessoa já sabe e o que precisa compreender ao final. Depois, usaria um exemplo concreto da minha experiência ou do trabalho realizado, sem exagerar resultados.

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Testar um caminho antes de ampliar o compromisso

Essa disposição para aprender com a prática também se conecta ao BD&V que estamos construindo na Qeevo. No negócio, buscamos entender a demanda e testar oportunidades antes de ampliar investimentos.

Para a carreira, minha aproximação seria conhecer uma atividade antes de tomar uma decisão maior. Conversar com quem trabalha na área, participar de um projeto ou fazer uma atividade introdutória pode ajudar a entender as competências exigidas e o interesse pelo caminho.

O teste precisa produzir aprendizado. Ao terminar, eu registraria o que consegui fazer, onde tive dificuldade e qual seria o próximo passo para evoluir.

Uma aplicação para esta semana

Escolha uma entrega importante, reserve um tempo realista para trabalhar nela e identifique de quem depende. Ao concluir, peça a alguém que avalie sua clareza e utilidade.

O aprendizado que levo do painel é que consistência se constrói com prática, comunicação e ajustes. Quero usar a rotina para perceber o que está funcionando e melhorar a qualidade da próxima entrega.

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