
O que aprendi com Rony Meisler e Alexandre Costa sobre construir uma trajetória profissional
| 30/09/26Lições de Rony Meisler e Alexandre Costa ensinam a reaproveitar repertório, alinhar valores e transformar a intenção de mudar de área em prática
Lições de Rony Meisler e Alexandre Costa ensinam a reaproveitar repertório, alinhar valores e transformar a intenção de mudar de área em prática
Rony Meisler (CEO da Rebel Ventures) contou na B55 Conference que sua experiência com engenharia de produção e sistemas ganhou utilidade quando passou a empreender no varejo de moda.
Mapear processos, entender problemas e organizar informações se tornaram capacidades relevantes em um contexto diferente daquele em que ele havia começado.
Foi uma das ideias que levei do painel com ele e Alexandre Costa (founder da Cacau Show): nossa trajetória pode reunir experiências que só mais tarde aprendemos a conectar.
Para quem está estudando, entrando no mercado ou pensando em mudar de área, essa reflexão ajuda a olhar com mais atenção para o que já sabe e para o que ainda precisa desenvolver.

Uma mudança profissional costuma trazer dúvidas sobre o valor da experiência anterior. Eu começaria descrevendo o que aprendi a fazer, além do nome do cargo que ocupei.
Organizar uma rotina, explicar uma informação, investigar uma falha, atender uma pessoa ou coordenar uma entrega são capacidades que podem aparecer em trabalhos distintos. O próximo passo é verificar como elas se aplicam à atividade que você deseja realizar.
Isso exige conhecer o novo contexto. Eu procuraria exemplos de tarefas reais e conversaria com profissionais da área. Assim, conseguiria distinguir o que já posso aproveitar daquilo que preciso estudar e praticar.
A história de Rony me fez pensar no repertório que se constrói ao longo do caminho. A utilidade desse repertório depende de aprender a adaptá-lo.
O painel também tratou da importância dos valores. Rony falou sobre ambição, abertura para ouvir e compromisso com as pessoas. Alexandre destacou a necessidade de comunicar o sentido do trabalho a quem participa da construção.
Na carreira, minha aplicação seria definir o que importa nas decisões. Que tipo de contribuição quero oferecer? O que preciso encontrar em um ambiente para trabalhar bem? Que práticas não estou disposto a adotar?
Essas perguntas ganham utilidade quando ajudam a comparar possibilidades concretas. Uma oportunidade pode parecer atraente e exigir uma rotina incompatível com suas condições. Outra pode oferecer aprendizado importante, desde que as expectativas estejam claras.
Eu também consideraria renda, tempo e responsabilidades pessoais. Planejar uma trajetória exige lidar com essas condições enquanto se busca desenvolver novas possibilidades.

Rony destacou o valor da humildade intelectual e da convivência com pessoas de competências complementares. Levo disso uma atitude simples: reconhecer quando preciso da experiência de alguém.
Em um curso ou projeto, eu procuraria entender como outra pessoa chegou à solução. O que ela observou? Que informação utilizou? O que faria diferente na minha tentativa?
Uma conversa assim costuma ser mais útil do que pedir uma avaliação genérica. Também permite discordar com fundamento, comparando critérios e resultados.
No trabalho em equipe, capacidades diferentes podem melhorar a entrega. Para isso, é preciso combinar responsabilidades e abrir espaço para ouvir o que cada pessoa sabe.
O encerramento do painel reforçou a importância de executar e aprender durante o caminho. Minha aplicação para a carreira seria escolher um passo pequeno que produza informação útil.
Se você pensa em mudar de área, pode começar por uma atividade introdutória, um projeto ou uma conversa sobre a rotina da profissão. Depois, avalie: gostei das tarefas? O que foi difícil? Que conhecimento preciso adquirir? Consigo dedicar tempo ao próximo passo?
Essa lógica também conversa com o BD&V que estamos construindo na Qeevo. No negócio, buscamos entender necessidades e testar oportunidades antes de ampliar investimentos. Na carreira, a aproximação é investigar um caminho e aprender com a experiência antes de assumir um compromisso maior.
O objetivo de um teste é esclarecer a decisão. Se ele mostrar que você prefere outra direção, essa informação também tem valor.
Qual capacidade você já possui e ainda não aprendeu a usar no caminho que deseja seguir?
Eu escolheria uma, buscaria uma situação para praticá-la e pediria retorno sobre a entrega. A partir daí, definiria o próximo aprendizado.
Levo do painel a importância de construir uma trajetória com intenção e abertura para rever escolhas. Experiência, estudo e conversa com outras pessoas ajudam a transformar uma possibilidade em um caminho mais claro.
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