Diferença entre remédio similar e genérico: como reconhecer e quando perguntar ao farmacêutico
Entenda como identificar genéricos e similares, o que os diferencia do medicamento de referência e por que a substituição de um similar deve ser verificada.
A diferença entre remédio similar e genérico está na identificação e na verificação da possibilidade de substituição: o genérico traz o nome do princípio ativo e a tarja amarela com a letra G; o similar tem nome comercial. Ambos reproduzem princípio ativo, dose, forma farmacêutica, via de administração e indicação terapêutica do medicamento de referência, mas não se deve presumir que qualquer similar seja intercambiável com ele.
Na compra, confira a receita e a caixa oferecida antes de comparar preços. O farmacêutico é o profissional a quem levar a dúvida sobre a categoria do produto e a possibilidade de substituição, respeitando a prescrição.
O medicamento de referência é a base de comparação para genéricos e similares.
O genérico tem nome do princípio ativo e tarja amarela com G; o similar tem marca própria.
Uma marca na caixa, sozinha, não distingue similar de referência.
Só o similar aprovado como intercambiável pela Anvisa pode substituir o referência; a troca entre genérico e similar não é possível.
Compare preços entre as opções confirmadas como adequadas à receita.
Medicamento de referência: a base da comparação
O medicamento de referência é o inovador que serve de base para a comparação com genéricos e similares. Ele também é comercializado com nome fantasia, isto é, uma marca.
Pela Lei 9.787/1999, que criou o medicamento genérico, o medicamento de referência é o produto inovador registrado na Anvisa e comercializado no país, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente por ocasião do registro. É em relação a esse produto que se comparam as características das outras duas categorias.
Por isso, dizer apenas que um remédio é “de marca” não basta para identificar sua categoria. Tanto o referência quanto o similar têm nome comercial.
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Medicamento genérico: mesmo princípio ativo, sem nome comercial
Segundo o Instituto PENSI, na comparação entre medicamento genérico e similar, o genérico contém o mesmo princípio ativo, a mesma dose, forma farmacêutica, via de administração e indicação terapêutica do medicamento de referência. Ele também passou por testes de bioequivalência em relação ao medicamento de referência.
Na caixa, o nome do medicamento é apresentado pelo princípio ativo, sem nome fantasia. Pela norma de rotulagem da Anvisa, a RDC nº 768/2022, a embalagem traz uma faixa amarela com a letra G estilizada e as palavras “Medicamento Genérico”. Isso não significa que a caixa contenha somente esse nome: confira também a dose e a forma farmacêutica indicadas na receita.
Medicamento similar: nome comercial e características do referência
O similar segue os mesmos critérios de comparação com o medicamento de referência: princípio ativo, dose, forma farmacêutica, via de administração e indicação terapêutica. Diferentemente do genérico, ele é vendido com nome comercial.
Há características que podem variar. Pela Lei 9.787/1999, o similar pode diferir do referência somente em aspectos como tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículos. O formato físico do comprimido, portanto, não se confunde com a forma farmacêutica, que integra os critérios de comparação com o referência. Segundo a Anvisa, os similares também precisam apresentar estudos que comprovem sua segurança, eficácia e qualidade.
Referência, genérico e similar lado a lado
Comparação entre medicamento de referência, genérico e similar
Critério
Referência
Genérico
Similar
Identificação
Nome fantasia ou marca
Nome do princípio ativo e tarja amarela com G
Nome comercial próprio
Princípio ativo, dose, forma farmacêutica, via e indicação
Produto usado como base de comparação
Os mesmos do referência
Os mesmos do referência
Substituição do referência
É o produto ao qual os outros são comparados
Considerado intercambiável com seu referência, respeitando a prescrição
Somente se for aprovado como intercambiável pela Anvisa; exige verificação
Preço relativo
Costuma custar mais que genéricos e similares
Costuma custar menos que o referência
Costuma custar menos que o referência
O que conferir na embalagem antes de pagar
Identificação da categoria: nome do princípio ativo e tarja com G no genérico; confirmação do farmacêutico para distinguir similar de referência.
Correspondência do princípio ativo com a receita.
Dose e forma farmacêutica indicadas na prescrição.
Fabricante e prazo de validade legíveis na caixa.
Posso aceitar a troca no balcão? Intercambialidade e orientação farmacêutica
Para conferir, a Anvisa orienta usar o sistema de consultas de medicamentos da agência, selecionando “Similar” no campo “Categoria Regulatória”. Segundo a agência, os similares intercambiáveis trazem na bula a frase “MEDICAMENTO SIMILAR EQUIVALENTE AO MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA”. Peça ao farmacêutico que confira a informação e explique a possibilidade de substituição, respeitando sua receita.
A intercambialidade é sempre com o medicamento de referência. Segundo a Anvisa, a troca entre um genérico e um similar não é possível, porque os testes comparativos entre eles não foram apresentados à agência. Também não presuma a troca entre dois similares: ter o mesmo princípio ativo e a mesma dose não dispensa a verificação do produto específico.
Passo a passo antes de aceitar uma troca
Mostre a receita ao farmacêutico e peça que confira o medicamento prescrito.
Veja a caixa oferecida e compare princípio ativo, dose e forma farmacêutica com a prescrição.
Se a opção for um similar, pergunte: “Este produto é intercambiável com seu medicamento de referência? A substituição atende à minha receita?”
Se restar dúvida, converse com o médico que prescreveu antes de decidir.
Compare os preços somente entre as opções confirmadas como adequadas.
Preço, orçamento e segurança do tratamento
Genéricos e similares costumam custar menos que os medicamentos de referência. A Veja Saúde explica que eles não trazem embutidos os custos de pesquisa e desenvolvimento para colocar um produto novo no mercado. O preço menor, portanto, não é uma afirmação de inferioridade entre categorias.
Compare o preço final das opções que o farmacêutico confirmar como adequadas à receita, sem pressupor um desconto fixo. Se o custo estiver dificultando seguir a prescrição, converse com o médico ou o farmacêutico sobre alternativas. Não altere o medicamento ou a dose por conta própria para reduzir o gasto.
O Quero Card informa descontos em farmácias conforme o plano. É um cartão de benefícios, não um plano de saúde. Consulte na página as condições atuais, os estabelecimentos participantes e os medicamentos contemplados antes de considerar o benefício no orçamento.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre remédio genérico e similar?
Ambos reproduzem os critérios do medicamento de referência, como princípio ativo, dose e forma farmacêutica. O genérico é identificado pelo princípio ativo e pela tarja amarela com G; o similar tem nome comercial. Segundo a Anvisa, a troca entre um genérico e um similar não é possível.
O que é medicamento de referência?
É o medicamento inovador usado como base de comparação para genéricos e similares. Ele tem nome comercial, mas a presença de uma marca na caixa não basta para distingui-lo de um similar.
Por que alguns médicos não receitam genéricos?
Pergunte ao médico por que aquele medicamento foi escolhido e se existem alternativas para sua receita. A Veja Saúde observa que, em alguns casos, o problema de saúde pode ser mais bem atendido por fármacos que ainda não têm opções mais baratas no mercado. Isso não explica, por si só, a decisão de um médico específico.
Como saber se o similar pode substituir o medicamento prescrito?
Peça ao farmacêutico que confira a intercambialidade daquele similar com seu medicamento de referência e verifique se a substituição respeita a receita. A consulta pode ser feita no sistema de consultas de medicamentos da Anvisa, e o similar intercambiável traz na bula a frase “MEDICAMENTO SIMILAR EQUIVALENTE AO MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA”. Se a dúvida persistir, converse com o médico.
Como identificar um genérico ou um similar na embalagem?
O genérico traz o nome do princípio ativo, sem nome fantasia, e a tarja amarela com G. O similar tem nome comercial, assim como o referência. Para distinguir esses dois últimos, peça ao farmacêutico que confirme a categoria.
Genérico e similar são mais baratos que o de referência?
Em geral, sim. Segundo a Veja Saúde, eles não incorporam os custos de pesquisa e desenvolvimento de um produto novo. Isso não significa um desconto fixo nem permite concluir qual das duas categorias será mais barata na sua compra.
Na farmácia, confirme a opção antes de comparar o preço
Com a receita e a caixa em mãos, confira princípio ativo, dose e forma farmacêutica. Pergunte ao farmacêutico qual é a categoria do medicamento e se a opção oferecida atende à prescrição. Se a dúvida continuar, consulte o médico que prescreveu. Assim, a comparação de preços fica restrita às alternativas confirmadas para aquela receita.