
Renato Mendes: trajetória na Netshoes e na 4equity
| 20/10/26Conheça a trajetória profissional de Renato Mendes, sua passagem pela Netshoes, os registros sobre a Orgânica e a atuação na 4Equity e na B55 Conference 2026.
Conceitos de Go-to-Market expostos por Renato Mendes mostram por que entender o seu momento profissional é o passo mais importante antes de se matricular em um novo curso
Às vezes, uma pessoa começa a procurar um curso antes de conseguir explicar o que espera mudar na própria vida profissional. Pode ser vontade de crescer, insatisfação com o trabalho ou a sensação de que precisa aprender algo novo. Tudo isso merece atenção, mas cada situação pede uma escolha diferente.
Na palestra de Renato Mendes sobre Go-to-Market na B55 Conference, ouvi uma discussão que me fez pensar nesse processo. Ele mostrou como as pessoas chegam a uma decisão com níveis diferentes de compreensão sobre o problema, as soluções disponíveis e o produto que estão avaliando.
Levo dessa aula uma aplicação para educação e carreira: reconhecer a fase atual ajuda a buscar a informação certa e a evitar uma decisão apressada.

Essa lógica também conversa com o BD&V que estamos construindo na Qeevo, uma forma de descobrir e validar oportunidades de negócio a partir das necessidades do público. A intenção é entender a demanda, testar uma proposta e usar o aprendizado para decidir os próximos investimentos.
Renato explicou que uma pessoa pode sentir uma dificuldade sem ainda compreender sua origem. Só depois começa a investigar alternativas para resolvê-la.
Na carreira, minha tradução seria começar por perguntas concretas. Você quer exercer uma nova profissão? Precisa desenvolver uma competência para o trabalho atual? Quer assumir uma responsabilidade para a qual ainda não se sente preparado?
Cada resposta muda a investigação. Se a dificuldade está em apresentar ideias nas reuniões, vale entender o que acontece: falta domínio do assunto, organização do raciocínio ou prática de comunicação? Um curso pode ajudar, mas escolher seu conteúdo depende de reconhecer essa necessidade.
Eu escreveria o objetivo em uma frase e procuraria uma situação real que o represente. Isso permite sair de uma intenção ampla, como melhorar profissionalmente, para algo que consiga acompanhar.
Conhecer alternativas antes de escolher uma oferta

Na aula, Renato diferenciou conhecer um problema, conhecer as soluções e conhecer um produto específico. Essa sequência ajuda a organizar a pesquisa.
Minha aplicação seria investigar quais caminhos atendem ao objetivo. Dependendo da necessidade, pode fazer sentido uma formação mais longa, um curso específico, prática acompanhada ou uma combinação dessas possibilidades.
Antes de decidir, eu compararia o conteúdo, os conhecimentos exigidos para começar, as atividades propostas e o apoio disponível. Também conversaria com pessoas que conhecem a área, procurando entender o que a formação permite aprender e o que depende de experiência posterior.
Quanto mais clara a necessidade, mais fácil avaliar uma oferta além do nome do curso ou de um desconto.
Também na B55 Conference: Leia sobre a apresentação de Uri Levine, no blog da Allevo.
Outro ponto da palestra foi a importância de conectar o que se comunica, o que se vende e o que se entrega.
Quem compra vive uma experiência contínua, mesmo que várias equipes participem dela.
Para quem vai estudar, isso significa olhar também para a rotina após a inscrição. Você entende como vai acessar as aulas? Sabe a carga de dedicação esperada? Consegue identificar onde pedir ajuda e como receber retorno sobre as atividades?
Eu colocaria essas perguntas ao lado das condições de pagamento. Uma escolha precisa caber no orçamento e na vida que a pessoa realmente leva. Se a rotina de estudo não estiver clara, vale esclarecer antes de assumir o compromisso.

Renato alertou sobre o risco de copiar estratégias de empresas que funcionam de formas muito diferentes. Vejo uma aplicação dessa ideia nas referências que usamos para planejar a carreira.
A trajetória de alguém pode inspirar, mas é preciso entender o contexto. Quanto tempo essa pessoa tinha para estudar? Que experiência já possuía? Qual era seu objetivo? Que apoio recebeu?
Eu procuraria referências variadas e observaria quais condições consigo reproduzir. Isso ajuda a transformar inspiração em um próximo passo possível, sem exigir que trajetórias diferentes tenham o mesmo ritmo.
+ Na B55 Conference, saiba “O que aprendi sobre formar pessoas e dar condições para uma empresa crescer“
Complete três frases: quero desenvolver esta capacidade; vou usá-la nesta situação; preciso de uma formação que ofereça estas condições.
Depois, escolha duas ou três alternativas e compare as informações disponíveis com o que escreveu. Onde faltar clareza, pergunte. Ao tomar a decisão, defina também como vai perceber que está aprendendo: uma tarefa que conseguirá realizar, um projeto que poderá construir ou um problema que passará a resolver.
O aprendizado que levo da palestra é que uma boa escolha começa antes da oferta. Entender o que precisamos e fazer as perguntas adequadas dá mais direção ao investimento de tempo e dinheiro na nossa formação.
Leia mais sobre a apresentação de André Street (Stone), Nelson Sirotsky (RBS), Thiago Maffra (XP Inc), Mateus Scherer (Stone) e Guilherme Benchimol (XP Inc) na B55 Conference.
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Conheça a trajetória profissional de Renato Mendes, sua passagem pela Netshoes, os registros sobre a Orgânica e a atuação na 4Equity e na B55 Conference 2026.

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