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11 comandos do Git mais usados no dia a dia

Aprenda os principais comandos Git, como git init, clone, status, add, commit, branch, pull e push, com exemplos práticos



Em resumo:

  • `git add` e `git commit` trabalham em conjunto: o primeiro prepara as mudanças, o segundo as registra no histórico.
  • `git log` é o comando que permite consultar todo o histórico de alterações de um projeto.
  • Uma tabela comparativa reúne função, momento de uso e cuidados de cada comando para consulta rápida.
  • O fluxo cotidiano mais comum se resume a verificar, preparar, registrar e sincronizar alterações.

O Git é um sistema de controle de versão distribuído, criado por Linus Torvalds em 2005, que permite registrar o histórico de alterações de um projeto e possibilita que várias pessoas colaborem no mesmo código sem sobrescrever o trabalho umas das outras.

Por ser distribuído, cada pessoa que clona um repositório mantém uma cópia completa do histórico em sua própria máquina, o que permite trabalhar offline e sincronizar as mudanças posteriormente.

Este guia reúne os principais comandos para quem deseja versionar, da configuração inicial até a sincronização com um repositório remoto.

Elementos visuais organizados para representar as principais etapas e funções dos comandos Git

Quais são os principais comandos Git?

Os comandos abaixo cobrem o fluxo de trabalho com Git: configurar a ferramenta, criar ou copiar um repositório, verificar o que mudou, preparar e registrar alterações, consultar o histórico, trabalhar com branches e sincronizar com um repositório remoto.

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Como configurar o Git antes do primeiro uso?

Antes do primeiro commit, é preciso informar ao Git quem está fazendo as alterações. Isso é feito uma única vez por máquina com os comandos `git config –global user.name “seu-nome”` e `git config –global user.email “seu-email@exemplo.com”`. Substitua `seu-nome` e `seu-email@exemplo.com` pelos dados reais que devem identificar os commits.

Como criar um repositório novo?

O comando `git init` transforma uma pasta comum em um repositório Git, criando a estrutura interna necessária para rastrear alterações. Ele é usado uma única vez, no momento em que um projeto começa a ser versionado, e não exige parâmetros adicionais para o uso básico.

Como copiar um repositório existente?

Para trabalhar em um projeto que já existe em um repositório remoto, o comando é `git clone endereco-do-repositorio`. O trecho `endereco-do-repositorio` deve ser substituído pelo link real do repositório, geralmente copiado da plataforma que o hospeda. Esse comando baixa todo o histórico e cria uma cópia local completa do projeto.

Como verificar o que foi alterado?

O comando `git status` mostra quais arquivos foram modificados, quais estão preparados para o próximo commit e quais ainda não estão sendo rastreados pelo Git. É o comando mais usado para se situar antes de decidir o próximo passo, e pode ser executado quantas vezes forem necessárias, sem qualquer risco, pois apenas exibe informações.

Como preparar e registrar alterações?

`git add` e `git commit` trabalham em conjunto e formam a unidade básica do versionamento: o comando `git add caminho-do-arquivo` move as alterações de um ou mais arquivos para a área de staging, que funciona como uma lista de mudanças prontas para serem registradas; o comando `git commit -m “sua-mensagem-descritiva”` grava essas mudanças no histórico do repositório, junto com uma mensagem explicando o que foi feito. Para adicionar todos os arquivos alterados de uma vez, usa-se `git add .`, mas revisar o que será incluído com `git status` antes evita registrar arquivos indesejados.

Como consultar o histórico de alterações?

O comando `git log` lista o histórico de commits do repositório, mostrando autor, data e mensagem de cada alteração registrada. Esse histórico é fundamental para auditar decisões, revisar o que foi feito em determinado ponto do projeto e entender como o código evoluiu ao longo do tempo. Para uma visão mais compacta, é comum usar `git log –oneline`, que resume cada commit em uma única linha.

Como trabalhar com branches?

Uma branch é uma linha paralela de desenvolvimento, útil para testar uma funcionalidade sem afetar o código principal. O comando `git branch nome-da-branch` cria uma nova branch, enquanto `git branch` sem argumento lista as branches existentes. Para mudar de uma branch para outra, usa-se `git checkout nome-da-branch`; em versões mais recentes do Git, o comando `git switch nome-da-branch` cumpre a mesma função de forma mais específica.

Como sincronizar com um repositório remoto?

Quando o repositório está conectado a um remoto (geralmente configurado no momento do `git clone`), duas ações mantêm o trabalho sincronizado: `git pull` busca e baixa as alterações mais recentes feitas por outras pessoas, integrando-as ao repositório local; `git push` envia os commits registrados localmente para o repositório remoto, tornando-os visíveis para quem colabora no projeto. Executar `git pull` antes de começar a trabalhar reduz a chance de conflitos ao tentar enviar alterações depois.

Tabela comparativa dos principais comandos Git

Composição organizada por grupos que resume as funções dos principais comandos Git

A tabela abaixo resume os comandos apresentados, incluindo o momento de uso e os cuidados que merecem atenção antes de serem executados.

ComandoFunçãoQuando usarAtenção
git configDefine nome e e-mail do autor dos commitsUma vez, na configuração inicial da máquinaSem risco; afeta apenas a identificação dos commits
git initCria um repositório Git em uma pastaAo iniciar o versionamento de um projeto novoNão sobrescreve arquivos já existentes na pasta
git cloneCopia um repositório remoto para a máquina localAo começar a trabalhar em um projeto já existenteRequer o endereço correto do repositório
git statusMostra o que foi alterado, preparado ou não rastreadoAntes de decidir o próximo passoApenas exibe informações, não altera nada
git addMove alterações para a área de stagingAntes de registrar um commitAdicionar tudo com um ponto pode incluir arquivos indesejados
git commitRegistra as alterações preparadas no históricoDepois do git add, ao concluir uma mudança lógicaMensagens vagas dificultam a consulta futura ao histórico
git logLista o histórico de commitsPara auditar ou entender a evolução do projetoHistórico extenso pode exigir o uso de –oneline para leitura rápida
git branchCria ou lista branchesAo iniciar uma linha de trabalho paralelaBranches esquecidas acumulam e dificultam a organização
git checkoutAlterna entre branches existentesAo mudar o foco de trabalhoAlterações não commitadas podem impedir a troca de branch
git pullBaixa e integra alterações do repositório remotoAntes de começar a trabalhar ou antes de um git pushPode gerar conflitos que exigem resolução manual
git pushEnvia commits locais para o repositório remotoAo concluir e querer compartilhar uma alteraçãoEnviar para a branch errada pode afetar outras pessoas do projeto

Perguntas frequentes sobre comandos Git

Qual a diferença entre git merge e git rebase?

`git merge` combina o histórico de duas branches criando um commit de merge que preserva a origem das alterações, enquanto `git rebase` reescreve o histórico da branch atual para posicioná-la como se tivesse sido criada a partir do ponto mais recente da branch de destino, resultando em um histórico linear. A escolha entre os dois depende de preferência de organização do histórico do projeto e de convenções da equipe.

Como desfazer um commit já registrado?

Depende do estágio do commit. Se ele ainda não foi enviado ao repositório remoto, `git reset` permite desfazer o commit mantendo ou descartando as alterações, dependendo da opção usada. Se o commit já foi enviado com `git push`, a alternativa mais segura costuma ser `git revert`, que cria um novo commit desfazendo as mudanças sem reescrever o histórico compartilhado.

O que significa estar em um detached HEAD?

Um detached HEAD ocorre quando o repositório está posicionado diretamente em um commit específico, em vez de estar na ponta de uma branch. Isso é comum ao usar `git checkout` apontando para um commit antigo em vez de uma branch. Qualquer novo commit criado nesse estado pode ser perdido se não for associado a uma branch antes de trocar de contexto.

É possível desfazer um git push?

É possível reverter o efeito de um `git push` usando um novo commit com `git revert` e enviando essa correção, mas apagar o histórico remoto diretamente com um push forçado é uma operação sensível, porque pode sobrescrever o trabalho de outras pessoas que já sincronizaram a versão anterior. Por isso, esse tipo de ação deve ser combinado com quem colabora no projeto antes de ser executada.

Qual a diferença entre git pull e git fetch?

`git pull` executa duas ações em sequência: primeiro busca as alterações do repositório remoto, o que também é feito isoladamente por `git fetch`, e depois integra essas alterações à branch local automaticamente. `git fetch`, por outro lado, apenas baixa as informações do remoto sem alterar o trabalho local, permitindo revisar o que mudou antes de decidir integrar.

Preciso usar git init se já vou usar git clone?

Não. `git clone` já cria um repositório Git completo, com todo o histórico do projeto original, incluindo a estrutura interna que o `git init` criaria manualmente. O `git init` só é necessário quando o projeto ainda não existe em nenhum repositório remoto e o versionamento começa do zero.

Como ignorar arquivos que não devem ser versionados?

Arquivos que não devem ser versionados podem ser listados em um arquivo chamado `.gitignore`, na raiz do repositório, com um padrão por linha, como nome de pasta, extensão de arquivo ou caminho específico. O Git passa a ignorar automaticamente qualquer arquivo que corresponda a esses padrões nas próximas verificações de status.

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