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Psicólogos pressionam Senado para aprovar jornada de 30 horas semanais sem redução de salário

Texto aprovado pelos deputados federais aguarda despacho da presidência do Senado; Conselho Federal de Psicologia articula mobilização para evitar que a pauta fique travada



Em resumo:

  • O PL 1.214/2019 propõe uma jornada de trabalho para psicólogos de até 30 horas semanais sem redução salarial.
  • A proposta tramita desde 2019 e teve sua redação final aprovada pela Câmara dos Deputados no dia 1º julho.
  • O avanço da matéria agora depende do presidente do Senado, que precisa despachar o texto para as comissões temáticas.

O projeto de lei que estabelece a jornada de trabalho máxima de 30 horas semanais para profissionais de psicologia entrou em uma fase decisiva no Congresso Nacional.

Após ter a sua redação final aprovada pela Câmara dos Deputados no início de julho, o texto foi encaminhado ao Senado Federal.

Agora, a categoria articula uma mobilização para pressionar os parlamentares e garantir a votação da pauta. O ponto central da proposta é a garantia de que a diminuição da carga horária não resultará em cortes salariais.

Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

O longo caminho até a aprovação na Câmara

O Projeto de Lei (PL) nº 1.214/2019, que propõe a alteração da Lei nº 4.119/1962 (responsável por regulamentar a profissão), tramita no Legislativo há cinco anos. A proposta original foi protocolada pelas deputadas federais Erika Kokay e Natália Bonavides.

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O avanço mais significativo ocorreu em maio deste ano, quando a matéria foi aprovada de forma unânime pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara.

Após passar por diversas comissões temáticas, a redação final foi concluída, sendo o primeiro item votado em uma pauta de 46 matérias. O texto foi enviado oficialmente ao Senado um dia antes do início do recesso parlamentar.

Pressão no Senado e os próximos passos da lei

Para que o projeto comece a tramitar na Casa revisora, o texto precisa ser formalmente despachado pela presidência do Senado, atualmente sob o comando do senador Davi Alcolumbre, para as comissões competentes.

Diante da espera, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) assumiu a frente das articulações institucionais. A autarquia orienta profissionais de todo o país a manterem a pressão sobre os senadores e a própria presidência da Casa para que a pauta não fique travada.

Se o projeto for analisado pelas comissões do Senado e aprovado no Plenário sem sofrer alterações, o texto seguirá diretamente para a sanção presidencial, transformando-se em lei.

No entanto, caso os senadores decidam modificar o conteúdo original, a matéria precisará retornar obrigatoriamente à Câmara dos Deputados para uma nova rodada de deliberações.

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