Tallis Gomes é um empreendedor brasileiro ligado à criação da Easy Taxi, da Singu e do G4. Sua carreira passa por um aplicativo de mobilidade, uma plataforma de serviços de beleza e uma empresa de formação e soluções para negócios — atividades que exigem formas diferentes de desenvolver produtos, organizar operações e atender clientes.
Em outubro de 2026, ele aparece entre os participantes anunciados do G4 Valley. A trajetória que antecede o evento inclui expansão internacional, transações empresariais e mudanças de liderança. Para compreendê-la, é preciso distinguir a criação de cada negócio dos acontecimentos posteriores à sua fundação.
Em resumo
Tallis participou da fundação da Easy Taxi em 2011, aplicativo para solicitar táxis.
Criou a Singu em 2015; a Natura anunciou investimento em 2020 e registrou a aquisição da empresa em seu relatório de 2023.
Cofundou o G4 em 2019, ao lado de empreendedores como Alfredo Soares e Bruno Nardon.
Deixou o cargo de CEO e a presidência do conselho do G4 em setembro de 2024; a empresa relata retorno ao conselho em 2025.
Quem é Tallis Gomes e como começou a empreender?
Origem, formação e primeiras experiências
Segundo sua biografia institucional no G4, Tallis nasceu em Carangola, em Minas Gerais, e se mudou para o Rio de Janeiro para estudar Publicidade e Propaganda na ESPM. O perfil informa que ele interrompeu a graduação antes de concluí-la.
A mesma biografia reúne relatos do empreendedor sobre experiências comerciais anteriores, como a revenda de celulares. Essas narrativas ajudam a situar seu interesse por vendas, mas os marcos empresariais mais relevantes para entender sua atuação são a criação da Easy Taxi, da Singu e do G4.
Quais empresas marcaram sua trajetória?
Início
Negócio
Participação de Tallis
Proposta inicial
2011
Easy Taxi
Cofundador
Conectar passageiros e taxistas pelo aplicativo
2015
Singu
Fundador
Intermediar serviços de beleza e bem-estar a domicílio
2019
G4
Cofundador
Formação e mentoria para gestores e empreendedores
Os anos identificam a origem dessas iniciativas. Eles não indicam que Tallis tenha mantido o mesmo cargo ou a mesma participação societária ao longo de toda a existência das empresas.
Como Tallis Gomes criou a Easy Taxi?
O problema de mobilidade que deu origem ao aplicativo
A Easy Taxi surgiu em 2011 com uma proposta de uso direto: permitir que uma pessoa solicitasse um táxi pelo celular e fosse conectada a um motorista. A biografia do empreendedor associa o início do projeto ao Startup Weekend realizado no Rio de Janeiro naquele ano.
O produto digital organizava o encontro entre duas partes que já existiam no mercado — passageiros e taxistas. A localização pelo aplicativo passava a integrar a solicitação do serviço. Para o passageiro, o ponto de partida era a necessidade de conseguir uma corrida; para o motorista, receber uma oportunidade de atendimento.
Esse exemplo ajuda a entender uma dimensão do empreendedorismo: transformar um problema de uso em uma proposta de produto. A viabilidade da empresa, porém, exige que o serviço também funcione para quem o presta.
Expansão e mudanças posteriores no negócio
A Easy Taxi expandiu sua atuação para outros países e passou por mudanças societárias. Uma reportagem da Exame publicada em 2020 situa a negociação com a Cabify em 2017.
Uma etapa diferente veio em janeiro de 2019, quando Cabify e Easy anunciaram a integração global das operações. A cobertura da Veja na época informa que os usuários da Cabify passaram a poder solicitar táxis da Easy e que ambas integravam o grupo Maxi Mobility.
Assim, a negociação empresarial e a integração dos serviços não devem ser condensadas em uma única data.
Qual foi a participação de Tallis Gomes na Singu?
Como funcionava o negócio da Singu?
Fundada por Tallis em 2015, a Singu levou a intermediação digital para serviços de beleza e bem-estar. A plataforma conectava clientes a profissionais para atendimentos a domicílio, como manicure, pedicure e massagem.
Em entrevista à Forbes publicada em 2018, Gomes descreveu o agendamento pelo aplicativo e a organização da disponibilidade das profissionais. O serviço mudava o local do atendimento: a cliente podia recebê-lo onde estivesse, em vez de se deslocar até um salão.
A proximidade com o modelo da Easy Taxi estava na conexão entre demanda e prestadores. As diferenças estavam no serviço entregue, na duração dos atendimentos e na necessidade de organizar uma agenda de beleza e bem-estar.
O que aconteceu na relação entre Singu e Natura?
A relação teve ao menos dois marcos documentados. Em agosto de 2020, a Natura anunciou um investimento na Singu com opção de adquirir a totalidade do negócio no futuro, conforme a reportagem contemporânea da Exame.
Posteriormente, o Relatório Integrado Natura &Co 2023, na página 119, registrou a aquisição da Singu em 2023. A companhia informou que, com a compra, passou a gerenciar a plataforma.
Essa cronologia esclarece a diferença entre investir, ter o direito de comprar e efetivamente realizar uma aquisição. O anúncio de 2020 não deve ser descrito como uma compra integral já concluída naquele momento. A passagem do relatório de 2023 também não informa o valor recebido por Tallis nem detalha sua participação pessoal na transação.
Como Tallis Gomes participou da criação do G4?
A origem do G4 e os demais cofundadores
Em 2019, Tallis participou da criação do G4, ao lado de Alfredo Soares e Bruno Nardon. A iniciativa surgiu como formação e mentoria para gestores, em uma fase na qual era identificada como Gestão 4.0.
A reportagem da Exame de setembro de 2020 descreve a transformação das trocas entre os empreendedores em um programa de ensino. A proposta reunia experiências de negócios diferentes: mobilidade e beleza, comércio eletrônico e operação de serviços digitais.
Nessa etapa, a atividade central de Tallis se aproximou da organização e transmissão de conhecimento empresarial. A experiência de conduzir uma operação passou a compor o conteúdo oferecido a outros gestores.
O que mudou na liderança do G4 em 2024?
Em setembro de 2024, Tallis deixou o cargo de CEO e a presidência do conselho do G4, então referido como G4 Educação. A Exame registrou em 21 de setembro que a mudança ocorreu após a repercussão negativa de comentários publicados por ele sobre mulheres em posições de liderança. Maria Isabel Antonini, conhecida como Misa Antonini, assumiu como CEO.
A biografia institucional de Tallis, consultada em 28 de outubro de 2026, afirma que ele permaneceu sócio-fundador e retornou ao conselho em 2025. Já a divulgação do G4 apresenta Misa como responsável pela gestão executiva.
São posições diferentes: ser fundador ou integrar um conselho não significa exercer a função de CEO. Por isso, a história do empreendedor no G4 inclui uma mudança de comando, e não uma permanência ininterrupta na direção executiva.
Quais livros e ideias integram a atuação pública de Tallis Gomes?
Pela apresentação editorial, a obra aborda a passagem de uma ideia para um produto, a formação de equipes e a expansão de negócios. É um registro da perspectiva do autor sobre sua experiência empresarial; essa descrição não equivale a uma validação independente de todas as recomendações do livro.
O que sua trajetória mostra sobre criação e expansão de negócios?
Uma leitura editorial das três fases revela que a experiência de criar um produto não elimina os desafios de um setor diferente. Na Easy Taxi, o aplicativo aproximava passageiros e motoristas. Na Singu, a conexão digital precisava se desdobrar em um serviço presencial agendado. No G4, o produto passou a incluir formação para pessoas responsáveis por outras empresas.
O ponto comum está em organizar uma oferta para um público; as condições de entrega variam. Um atendimento de beleza, por exemplo, exige disponibilidade da profissional e execução no local combinado. Já uma formação depende de conteúdo compreensível e pertinente ao contexto de quem participa.
Essas diferenças limitam a ideia de uma fórmula única de expansão. A passagem de um negócio a outro pode fornecer repertório, mas cada operação exige critérios próprios de qualidade, custos e atendimento. Essa síntese é uma interpretação da trajetória, não uma fala atribuída a Tallis.
Por que Tallis Gomes está relacionado ao G4 Valley 2026?
Participação anunciada e contexto do evento
Tallis aparece entre os nomes da divulgação oficial do G4 Valley, consultada em 28 de outubro de 2026. A edição presencial está marcada para 29 a 31 de outubro, no São Paulo Expo, conforme o calendário do local.
Sua ligação com a criação do G4 oferece contexto para esse anúncio. A confirmação de uma apresentação e de seu conteúdo depende dos registros do evento; não é possível antecipar uma fala apenas com base na trajetória do participante.
Perguntas frequentes
Quais empresas Tallis Gomes ajudou a fundar?
Entre os negócios de sua trajetória estão Easy Taxi, Singu e G4, criados em 2011, 2015 e 2019, respectivamente. Fundação, participação societária e cargo executivo são informações distintas.
Qual é a relação de Tallis Gomes com a Easy Taxi?
Tallis participou da criação da empresa, que conectava passageiros e taxistas por aplicativo. As mudanças posteriores envolvendo a Cabify fazem parte da história do negócio e não permitem inferir seu patrimônio pessoal.
A Natura comprou a Singu de Tallis Gomes?
A Natura anunciou investimento com opção de compra em 2020 e registrou a aquisição da Singu em seu relatório de 2023. O documento não permite afirmar quanto Tallis recebeu pessoalmente na operação.
Tallis Gomes continua na direção do G4?
Ele deixou o cargo de CEO em setembro de 2024. Na divulgação consultada em 28/10/2026, o G4 apresenta Misa Antonini como CEO e relata o retorno de Tallis ao conselho em 2025. Conselho e gestão executiva não são a mesma função.
Qual livro Tallis Gomes escreveu?
Ele escreveu Nada Easy, da Editora Gente, com edição registrada em 2017 e edição revista em 2020. A obra trata de criação e desenvolvimento de negócios a partir da perspectiva do autor.
Conclusão
A trajetória de Tallis Gomes reúne três formas de atuação: desenvolver um aplicativo de mobilidade, organizar serviços de beleza sob demanda e participar de uma empresa de educação para gestores. Cada fase mudou o público, a entrega e as responsabilidades envolvidas.
Entender esse percurso exige acompanhar também o que aconteceu depois da fundação: investimentos, aquisições, integração de serviços e mudanças de liderança. Essa leitura oferece um retrato mais preciso dos negócios e evita confundir a história de uma empresa com o cargo que seu fundador ocupa nela.