
Herbário da Ufac apresenta avanços em congresso nacional de botânica
| 26/10/26Herbário da Ufac apresenta projetos de expansão, digitalização de acervo e uso de novas tecnologias para preservar a flora amazônica.
Pressão por resultados, gestão de equipes e novas exigências regulatórias ampliam o debate sobre o bem-estar emocional dos gestores
Em resumo:
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A saúde mental das lideranças passou a ocupar uma posição mais relevante nas discussões corporativas. Pressão por resultados, conflitos internos, mudanças organizacionais e responsabilidade sobre as equipes estão entre os fatores que aumentam o risco de estresse e adoecimento entre gestores.
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Levantamento citado pelo portal THMais aponta que mais de 90% dos líderes enfrentam níveis elevados de estresse. Os gestores também aparecem entre os grupos mais afetados por problemas de saúde mental relacionados ao trabalho.
Além de entregar resultados, esses profissionais precisam administrar equipes, mediar conflitos, acompanhar mudanças e lidar com situações de sobrecarga. Em muitos casos, também são os primeiros a receber relatos de sofrimento emocional dos colaboradores.
A responsabilidade do gestor, no entanto, deve ter limites. Cabe à liderança acolher, ouvir e encaminhar o profissional aos canais adequados, sem assumir funções de diagnóstico ou tratamento, que devem ficar sob responsabilidade de especialistas em saúde.
A atualização da Norma Regulamentadora nº 1, conhecida como NR-1, ampliou a atenção sobre os riscos psicossociais no trabalho. Entre eles estão pressão excessiva, assédio, jornadas desgastantes, conflitos e falta de clareza sobre funções.
Com a mudança, as empresas precisam identificar esses fatores e adotar medidas para reduzir seus impactos. A exigência vale para toda a organização, incluindo colaboradores e lideranças.
O cumprimento da norma não deve se limitar à criação de documentos ou protocolos. As ações precisam fazer parte da rotina da empresa, com acompanhamento das condições de trabalho e participação de áreas como Recursos Humanos e Saúde e Segurança do Trabalho.
Ferramentas de avaliação também passaram a ser utilizadas para mapear riscos psicossociais. Plataformas como a MenteNR1, mencionada pelo G1, reúnem dados anônimos sobre o ambiente de trabalho e ajudam gestores e equipes de RH a identificar pontos de atenção.
Esses recursos podem apoiar a tomada de decisões, mas sua eficácia depende da aplicação das medidas recomendadas. O levantamento de dados, sozinho, não resolve problemas relacionados à sobrecarga, ao assédio ou à falta de apoio aos gestores.
Especialistas defendem uma mudança no modelo tradicional de liderança, historicamente concentrado na cobrança por desempenho. A tendência é que os gestores precisem equilibrar resultados, gestão de pessoas e cuidado com o ambiente de trabalho.
Para isso, as empresas podem oferecer capacitação, canais de apoio, metas realistas e espaços seguros para diálogo. Também é necessário reconhecer que líderes têm limites e não devem assumir sozinhos a responsabilidade pela saúde mental das equipes.
O cuidado com as lideranças deixou de ser apenas uma questão individual. Para as organizações, tornou-se parte da gestão de riscos e da construção de ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis.
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