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Universidades

Valéria Monteiro no Voto pela Educação

por Natália Plascak Jorge em 13/04/18 280 visualizações

Valéria Monteiro é jornalista e apresentadora de TV. Nasceu em 1965, em Belo Horizonte. Em 2018, anunciou sua filiação ao PMN (Partido da Mobilização Nacional), pelo qual é pré-candidata à presidência da República nas eleições de 2018.

Foi a quarta pessoa a ser entrevistada pelo projeto VOTO PELA EDUCAÇÃO e a mostrar suas propostas na área da Educação para a Revista Quero.

Data de realização da entrevista: 20/03/2018

Transcrição

Revista Quero: Olá, querobolsista e estudante que acessa a Revista Quero. Nós estamos de volta para mais uma entrevista dentro do projeto Voto pela Educação. Hoje, comigo, a pré-candidata à presidência da República, Valéria Monteiro, do PMN. Valéria, obrigado pela entrevista. A Revista Quero tem 2 milhões de leitores por mês. Nós falamos com jovens e adultos que ou estão entrando na faculdade ou que já estão procurando uma vaga se candidatando a uma vaga no Ensino Superior, e boa parte deles são bolsistas que entraram através do site Quero Bolsa com bolsas de estudo que a gente já conseguiu aí, nos últimos anos, colocar 300 mil pessoas no Ensino Superior. É para esse público que você vai falar hoje.

Valéria Monteiro: Que bom, eu queria agradecer a atenção dos internautas da Revista Quero e a oportunidade de falar com vocês hoje.

RQB: Legal. Valéria, bom, você está ingressando na política agora e você lançou a sua candidatura como uma candidatura independente inclusive procurando por um partido que aceitasse a sua candidatura. O que um candidato independente que não tem as amarras que os políticos tradicionais têm pode trazer de proposta para a educação?

VM: Nossa proposta se baseia em uma grande ameaça da transformação, da desindustrialização forte que nós temos passando por ela. Não só nós no Brasil, mas no mundo todo. Uma ameaça de perdermos 80% das profissões que nós conhecemos hoje e uma necessidade de uma requalificação que sabemos não vai ser na mesma velocidade que essa perda dramática. Nós temos que investir, na minha opinião, numa forma de utilizar essas ferramentas, essa tecnologia que por um lado é ameaçadora e por outro pode nos ajudar a democratizar a informação. Em levar essa informação mais perto, mais próxima de todos os brasileiros. Utilizar dessa informação para também requalificar os professores e transformar a educação numa forma que tenha sinergia com a sociedade.

RQB: Valéria, a gente vem há anos patinando nos rankings de qualidade do ensino no Brasil. O Brasil não consegue deslanchar. A gente continua ocupando as últimas posições nos rankings internacionais, muito em função da má qualidade do Ensino Fundamental. Como é que você atuaria para modificar a qualidade do Ensino Fundamental? No seu entender, onde é que estão os pontos críticos que merecem ser trabalhados para que a educação comece a funcionar a partir da base?

VM: Rui, eu acabei de convidar, e o convite foi aceito, estou muito feliz por isso, o diretor do Instituto Federal do Muzambinho, professor Luiz Carlos Machado Rodrigues, que vai nos ajudar a desenhar isso. Ele tem uma experiência muito profunda com educação, também já trabalhou no Ministério da Educação e tem sentido uma politização muito grande dos institutos, na reitoria dos institutos. E eu acredito que ele pode nos ajudar a desenvolver essa orientação que eu como jornalista mas não educadora não poderia falar aprofundadamente.

RQB: Ou seja, o ideal é que você tenha pessoas nas suas especialidades no seu entorno. E aí o professor Machado seria uma pessoa ideal para estabelecer essas políticas.

VM: O professor Machado é uma pessoa de grande experiência. Eu, sim, vou me apoiar em técnicos, em pessoas que estão preparadas para cada uma das matérias de cada um dos ministérios e é o professor Machado Rodrigues que está nessa missão de desenvolver o que seria uma reforma educacional, utilizando dessas novas tecnologias, porque na minha opinião nós não temos mais que colocar investimentos em tijolos e cimento como dizem os americanos, bricks and mortar. A gente tem que investir na qualificação dos professores, na forma como a informação e as aulas podem chegar aos alunos mesmo que estejam nos cantos mais longínquos do país. A gente tem um país de dimensões continentais enormes, e temos que nos utilizar dessas perspectivas para mudar, para transformar o acesso, aumentar o acesso à informação e à educação e também realmente podermos dar um controle nessa modificação estabelecida por essa desindustrialização que a gente está tendo. Porque hoje nós temos várias pessoas que estão educadas, que estão indo à universidade ou completando o mestrado e estão subempregadas. É uma outra preocupação além da educação. A educação é a mola mestra, é a única forma ou a forma mais potente de diminuir a desigualdade, que, na minha opinião, é o que é premente na nossa necessidade hoje.

RQB: A gente vê hoje que a educação, principalmente a educação fundamental, ela é uma educação em que as pessoas estudam em pequenos grupos de pares. Então, a escola da periferia só tem pessoas pobres. As escolas particulares caras só têm pessoas muito ricas, e essas pessoas quando se encontram, nem sempre se encontram, já se encontram adultas em um vestibular na tentativa de ingresso para o Ensino Superior. Não parece ser algo muito justo. A gente vê outros países mais desenvolvidos do que nós onde isso não acontece. Você acha que esse é um ponto delicado da questão da educação brasileira? Isso precisa ser combatido?

VM: E a educação não está restrita ao ambiente escolar, na minha opinião. A educação pode ser dada na convivência entre pessoas de diversas classes sociais. A gente marginalizar as classes sociais, inclusive na forma das moradias, por exemplo, quando os pobres, muito pobres, na margem das cidades, longe dos ricos, muito ricos, faz com que não haja essa troca de informação. Um vizinho que tenha o acesso à educação, que sabe sobre higiene pode ajudar um outro que não tem acesso a isso e poderia orientá-lo com solidariedade, que acho que é um outro valor que a educação também poderia tentar ajudar a retomar, orientando esse vizinho que, olha o lixo, ele não pode ser colocado assim. Ele tem que ser colocado dessa forma. Então, eu acho, eu acredito que a educação ela está além dos limites da escola em si. A família, a gente impulsionar ou incentivar que a mãe possa passar mais tempo dentro de casa e o pai também numa semana de trabalho, eu acho, eu acredito que seja muito importante porque está mais perto dos filhos e é um tipo de educação que não está sendo dada nas escolas. E não é a educação formal das escolas que a gente está acostumado. Além disso, tem outras formas de educação que estão sendo testadas na Finlândia e em outros países, Coréia. Talvez, a gente não com tanta pressão, né, mas um estímulo diferente à educação seria muito interessante que nós estudássemos isso.

RQB: Eu queria fazer algumas perguntas bastante simples e diretas para saber mais ou menos qual é a sua opinião sobre esses pontos que são bastante delicados. Um deles é: fala-se atualmente em cobrar a faculdade dos alunos que estudam em universidades públicas e que têm condições de pagar, cobrar a mensalidade deles. Sabendo que a instituição, as universidades públicas detêm hoje só 25% do total de alunos matriculados no Ensino Superior. Você acha correto cobrar de quem estuda em uma universidade pública? Você acha correto cobrar de quem pode pagar? Qual é a sua opinião sobre a gratuidade do ensino público superior?

VM: Eu acho que a gente deveria ter ao alcance de todos um ensino de boa qualidade. Acho que é função do Estado prover todos os cidadãos desse alcance.

RQB: Sobre a questão do sistema de cotas. O sistema de cotas tem mais menos 15 anos. Ele foi criado para inserir uma população marginalizada, que tinha muita dificuldade para acessar o Ensino Superior público através de, tratar os diferentes de forma diferente. Você acha que isso dá resultado? Manteria o sistema de cotas, ampliaria? O que você pensa sobre o sistema de cotas?

VM: Quando o sistema de cotas começou, eu não era necessariamente a favor. Mas fui mudando de opinião a respeito disso e acredito que enquanto nós tivermos uma sociedade muito desigual é uma forma de, mesmo que momentaneamente, temporariamente a gente conseguir compensar essa desigualdade. Mas eu acredito que nós temos mesmo que desenvolver uma forma de compensarmos, de evitarmos que essa desigualdade se aprofunde ainda mais e recuperarmos para que todo mundo possa, chegando na escola, inclusive, podendo frequentar aquela escola ter o alcance da melhor performance que aquela pessoa pode ter. Porque nós sabemos que numa casa em que os pais ficam muito preocupados e só preocupados prioritariamente em pagar as contas, esse filho, o filho dessa casa não vai ter a oportunidade de chegar ao melhor de si numa instituição de ensino. Então, mesmo que haja a possibilidade de estudar, não vai ser a melhor forma e a melhor performance. Então eu acredito que seja a desigualdade que a gente realmente tenha que dominar, diminuir para que um dia a gente possa deixar o sistema de cotas de lado.

RQB: Valéria, muito obrigado pela sua entrevista. Uma boa sorte para você.

VM: Obrigada.

RQB: A você, querobolsista e estudante, até a próxima.

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