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Filosofia

Escolástica

nicholas cysne
Publicado por nicholas cysne
Última atualização: 21/8/2018

Introdução

A Filosofia Escolástica é um ramo da Filosofia Medieval, surgida no século IX d.C. É principalmente representada por São Tomás de Aquino, “o Príncipe da Escolástica”, apesar deste nunca se identificar como filósofo.

A Escolástica, apesar de ser parte da Filosofia, é mais frequentemente definida como uma forma de pensamento crítico, sendo baseada na filosofia de Aristóteles e Platão, com certos fundamentos cristãos.

São Tomás de Aquino

São Tomás de Aquino possui a maior cadeira na Escolástica, por seus estudos relacionados à harmonização da fé com a razão. Estabeleceu, por meio destes estudos, as bases que determinariam a metodologia Escolástica da lógica e razão.

O santo teve destaque nas áreas da Teologia, Origem do Universo e do Homem, Metafísica, Epistemologia e Ética, todas utilizando tal metodologia.

Ele defendia sempre a conciliação da fé com a razão, tentando mostrar que uma não exclui outra, mas sim aperfeiçoa e completa. Assim, tem grande parte na Teologia dos próximos séculos, em que se defende a junção da Filosofia com a Teologia.

Apesar dessa tentativa, São Tomás acabou entrando em algumas discordâncias com a Igreja Católica, pois seus estudos levaram-no a diversas proposições que iam contra os preceitos da Igreja.

Exemplificando uma dessas desavenças, São Tomás defendia que o Universo era infinito, sem início nem fim, e por tal ele sempre existiu, e apenas os humanos vieram a existir em determinado ponto do tempo.

A Igreja, por sua vez, defendia que o Universo foi criado juntamente com os humanos. Assim, cada um seguia uma interpretação da bíblia cristã. Esta interpretação dúbia dos textos bíblicos é uma de outras semelhantes.

As universidades medievais

A Escolástica virou a base fundamental das universidades medievais da época, como Oxford e a Universidade de Paris. Utilizavam sua rígida metodologia baseado na razão e lógica para ensinar.

Era fortemente baseada na dialética para a discussão de questões relacionadas principalmente com a fé, não querendo diminuí-la em relação à razão, mas sim buscar harmonizar a razão e a fé.

A filosofia grega clássica não havia discutido temas - como divindade e valores espirituais e morais - que a Igreja Católica, dominante na época, pregava e determinava como absolutos. Esta foi uma tentativa de enxergar estas questões do ponto de vista filosófico.

O ensino era dividido em dois grupos de estudos, dirigidos nas universidades medievais:

  • Trivium: estudos relacionados com gramática, dialética e retórica. Ensinadas no primeiro momento de entrada na Universidade. Mais tarde a palavra “trivium” deu origem à trivial, algo básico.
  • Quadrivium: Aritmética, Geometria, Música e Astronomia. Completando as sete matérias ensinadas no período básico da universidade, consideradas as ciências naturais e necessárias ao homem.

Completado este ciclo básico, o aluno era considerado preparado para os estudos mais avançados da Escolástica. Eram realizados grandes debates entre os estudantes, seguindo a rígida metodologia escolástica, sempre regidas pela razão e lógica.

Por ser baseada na pura lógica, a Escolástica era diretamente contra conhecimentos não baseados na ciência. Um exemplo é a astrologia, em que se diz poder prever o futuro pelas estrelas. Aos escolásticos era recomendado permanecer longe de tais ensinamentos.

Neste período, surgiu um grande choque cultural, advindo dos povos não cristãos habitantes da região, bárbaros e muçulmanos, que abraçaram a escolástica. A Igreja Católica, que não aceitava ter seus valores - tidos como absolutos - discutidos.

Com o desenvolvimento cada vez maior da Escolástica, surgiram dois grupos:

  • os Tradicionais (Agostianos e Platônicos): não aceitavam uma filosofia desvinculada da Teologia;
  • os Modernos Aristotelistas: fascinados com o conhecimento por si só, buscavam uma ciência independente da religião, o que deu luz à ciência moderna mais tarde.

A Escolástica perdeu força após começar a discutir temas apenas pela dialética, e não em busca do conhecimento.

Neste momento, a Renascença assume seu lugar cultural na sociedade. Entretanto, mesmo neste período de decadência, surgiram o jusnaturalismo e a ideia de direito universal.


Exercícios

Exercício 1
(ENEM/2015)

Ora, em todas as coisas ordenadas a algum fim, é preciso haver algum dirigente, pelo qual se atinja diretamente o devido fim. Com efeito, um navio, que se move para diversos lados pelo impulso dos ventos contrários, não chegaria ao fim de destino, se por indústria do piloto não fosse dirigido ao porto; ora, tem o homem um fim, para o qual se ordenam toda a sua vida e ação. Acontece, porém, agirem os homens de modos diversos em vista do fim, o que a própria diversidade dos esforços e ações humanas comprova. Portanto, precisa o homem de um dirigente para o fim.

AQUINO. T. Do reino ou do governo dos homens: ao rei do Chipre. Escritos políticos de São Tomás de Aquino. Petrópolis: Vozes, 1995 (adaptado).

No trecho citado, Tomás de Aquino justifica a monarquia como o regime de governo capaz de

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, shorts e tênis acenando

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