Info Icon Help Icon Como funciona Ajuda
Whatsapp Icon 0800 123 2222
Envie mensagem ou ligue
Filosofia

Hegel

Natália Cruz
Publicado por Natália Cruz
Última atualização: 15/10/2018

Introdução

George Wilhelm Friederich Hegel nasceu em Stuttgart, Alemanha, em 1770. Foi educado em casa por tutores e sua mãe, que dedicaram-se principalmente aos estudos de ciências e da filosofia clássica grega.

Por volta de 1794 Hegel volta seu trabalho intelectual e filosófico para a análise das obras de Immanuel Kant e Johann Fichte, autores que influenciam a maneira de pensar hegeliana e os escritos filosóficos do alemão.

Hegel dedica boa parte da vida aos estudos da dialética, compreensão do homem em sua totalidade e o funcionamento do Estado. Leciona na faculdade de Heidelberg até o ano de sua morte, em 1831.

Hegelianismo

Bom conhecedor da filosofia clássica grega, no decorrer da vida Hegel desenvolve seus próprios métodos filosóficos, influenciado principalmente pelos pensamentos clássicos gregos e escritos de pensadores alemães contemporâneos.

Em suas obras, Hegel procura entender o homem em sua totalidade e explicar que toda a vivência humana acontece através de um único sistema. Ou seja, para Hegel todo o universo, incluindo o tempo e a história, é entendido como um único organismo em constante mudança. O homem é então apenas uma parte desse sistema, e não necessariamente a parte mais importante.

Na concepção sistêmica o Estado funcionaria de forma mecânica, como uma engrenagem da qual os homens fazem parte. A organização estatal e os homens funcionando em conjunto, na visão de Hegel, é algo necessário para o convívio dos homens em sociedade.

Para a construção do hegelianismo, o alemão usa ideias e concepções filosóficas distintas, tanto dos clássicos gregos quanto de alguns filósofos europeus contemporâneos. As principais ideias influenciadoras do pensamento hegeliano são:

  • Heráclito de Éfeso: Hegel toma a ideia da dialética como estrutura da realidade e do pensamento;
  • Aristóteles: faz uso da noção dos três capitais. O capital universal, imanente e não transcendente. O capital do movimento, como passagem do que possa vir a ser para algo que, de fato, será. E por fim, a relação entre razão e experiência, que marca a importância do pensamento racional como forma de suprir necessidades internas;
  • René Descartes: a principal contribuição está ligada ao racionalismo cartesiano. Hegel toma as ideias sobre a racionalidade do real, da coisa pensante e a racionalidade ligada às coisas materiais;
  • Baruch Spinoza: Hegel usa a ideia spinoziana de que qualquer afirmação é uma negação;
  • Immanuel Kant: colabora com a distinção entre o entendimento e a razão e a lógica transcendental, que remete a origem de todo o conhecimento;
  • Johann Fichte: faz uso da dialética como processo de afirmação, negação e síntese;
  • Friederich Schelling: Idealismo objetivo, ao ligar a identidade tanto do sujeito quanto do objeto a consciência do absoluto.

A partir do pensamento desses autores Hegel desenvolveu a filosofia hegeliana, uma das mais expressivas dos séculos XVIII e XIX, e que serviu posteriormente de base para o desenvolvimento de teorias no século XIX e XX, como as desenvolvidas por Marx e Engels.

Dialética

Influenciado pelo conceito de dialética de Johann Fichte, Hegel aprimora o conceito, afirmando que a dialética pode ser entendida como uma lei, uma regra que estabelece a auto afirmação de uma outra ideia absoluta.

Hegel afirma que trata-se de um movimento em que uma ideia, a tese, sai de si mesma e transforma-se em uma outra ideia, a antítese, uma ideia que pode ir contra a tese (anti tese) ou ser favorável a primeira ideia, e por fim, esse conjunto torna-se concreto, sintetizado. Em outras palavras:

Tese + anti tese = síntese

Hegel entende a dialética não apenas como um método, mas é ela mesma um próprio sistema filosófico, uma vez que não é possível a separação do objeto e do método. A dialética hegeliana foi a principal influência para a construção da dialética marxista, que compreende o mundo como a sucessão de ideias, ideias contrárias e alcance da verdade, em outras palavras, o mesmo conceito de tese e antítese dando origem a uma síntese.


Exercícios

Exercício 1
(Ueg/2010)

Hegel, prosseguindo na árdua tarefa de unificar o dualismo de Kant, substituiu o eu de Fichte e o absoluto de Schelling por outra entidade: a ideia. A ideia, para Hegel, deve ser submetida necessariamente a um processo de evolução dialética, regido pela marcha triádica da:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, shorts e tênis acenando

Inscreva-se abaixo e receba novidades sobre o Enem, Sisu, Prouni e Fies:

Carregando...