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História do Brasil

Coluna Prestes

Guilherme Ferreira
Publicado por Guilherme Ferreira
Última atualização: 18/10/2018

Introdução

A Coluna Prestes foi um movimento político realizado por militares e teve Luís Carlos Prestes como seu principal líder. Ocorrida entre os anos de 1925 e 1927, a Coluna Prestes teve como principal objetivo a derrubada da representação oligárquica e da elite agrária presente no governo do país no período da Primeira República (República Velha).

Antecedentes

Desde 1920, a relação entre uma parcela do corpo do Exército e o governo começou a se desgastar. Surgiu nesse período o movimento político-militar tenentista, integrado por jovens tenentes do exército que contestavam as determinações sociais e políticas dos representantes das oligarquias cafeeiras.

O Movimento Tenentista defendia reformas políticas e questionavam a integridade do governo brasileiro da época, acusando-o de corrupto.

Dentre as principais reivindicações do movimento tenentista destacam-se o fim do voto de cabresto, reformas políticas e sociais e o voto secreto.

Os tenentistas foram responsáveis por revoltas que pretendiam derrubar os governos liderados pela oligarquia cafeeira nacional, como a Revolta do Forte de Copacabana (1922), a Comuna Manaus (1924) e a Revolta Paulista (1924).

Durante esta última, a Revolta Paulista, os tenentistas defenderam a derrubada do poder de Artur Bernardes, então presidente, além de suas já conhecidas reivindicações por reformas. Durante três semanas as forças tenentistas instalaram-se em São Paulo mas acabaram expulsas pelas tropas do governo e debandaram em direção ao Sul.

Formação da Coluna Prestes

Os tenentistas que estavam em São Paulo rumaram em direção a região Sul. Ao chegarem ao Paraná, reuniram-se com os tenentistas rebelados do Rio Grande do Sul, liderados por Luís Carlos Prestes.

Deu-se início assim à chamada Coluna Prestes, em 1925. Os cerca de 1500 homens que se encontraram no Rio Grande do Sul iniciaram uma marcha em defesa de seus ideais e posicionamentos políticos revolucionários.

A Coluna Prestes chegou a percorrer cerca de 25 mil quilômetros no território brasileiro e durou dois anos e meio. Além disso, onze estados foram visitados, dentre eles, os estados da Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins e Piauí. A Coluna foi recebida com muita euforia em algumas cidades e com extrema desconfiança e indiferença em outras.

Os integrantes do movimento pararam nas cidades do país, conversavam diretamente com os habitantes e faziam campanha contra o governo federal da época, argumentando sobre as injustiças sociais cometidas por este.

Fim da Coluna Prestes e consequências políticas

Com os anos finais do governo de Artur Bernardes e a tentativa falha de mobilização da população em torno de um projeto de tomada de poder, os integrantes da marcha começaram a prever seu fim.

Em 1927, a Coluna chegou oficialmente ao término e seus integrantes dividiram-se entre o exílio no Paraguai e na Bolívia. Luís Carlos Prestes passou um tempo na Bolívia e em seguida foi estudar o comunismo na Argentina. A Coluna rendeu-lhe o apelido de “Cavaleiro da Esperança”.

Apesar do Movimento Tenentista e da Coluna Prestes não terem chegado a derrubar o poder oligárquico da forma que previam, contribuíram em muito para enfraquecer a política da Primeira República (República Velha) e sendo assim, tornaram-se uma das forças fundamentais que levaram à Revolução de 1930.


Exercícios

Exercício 1
(UEG/2010)


Historicamente, o motivo dos “ziguezagues” da Coluna Prestes pelo interior do país é explicado pela

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

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