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Verbos

Alice Martins
Publicado por Alice Martins
Última atualização: 27/9/2018

Introdução

Os verbos são palavras que expressam ações, estados e fenômenos da natureza. Exemplos:

  • Corri 2 quilômetros pela manhã

 “Correr” é um verbo que indica uma ação.

  • Estou muito distraído.

“Estar” é um verbo que expressa um estado.

  • Chove muito na minha cidade.

“Chover” é um verbo que exprime um fenômeno da natureza.

Estrutura dos verbos

A estrutura verbal se divide em radical, tema e desinências.

Radical

É a parte invariável do verbo, isto é, que não muda mesmo com as conjugações. É também a parte que expressa o significado essencial do verbo.

Por exemplo:

  • Correr

eu corri

ele correu

nós corremos

O radical do verbo correr é “corr”.

Tema

O tema é a junção do radical com a vogal temática do verbo. A vogal temática é a vogal que liga o radical a desinência e indica a qual conjugação o verbo pertence.

Exemplo:

  • Amar

Tu amas

Nós amamos

Eles amaram

Vocês amam

“am” = radical

“a” = vogal temática

“ama” = tema

Desinências

As desinências verbais são as terminações que indicam em que tempo, modo, pessoa e número está o verbo. Por exemplo:

  • Comprar

compr-o

compra-s

compra-mos

compra-m

compra-va

compra-va-s

Locuções verbais

Quando dois ou mais verbos juntos exercem a função de um verbo, temos uma locução verbal. As locuções verbais são formadas por um verbo auxiliar flexionado e um verbo principal (geralmente o último) no gerúndio, particípio ou infinitivo. Por exemplo:

  • Tenho andado distraído.

“tenho” = verbo auxiliar “ter” flexionado na primeira pessoa do singular; “andado” = verbo principal “andar” no particípio.

Conjugações verbais

As conjugações verbais são três:

  • 1ª conjugação: verbos terminados em “ar” ou com a vogal temática -A-, por exemplo: andar;
  • 2ª conjugação: verbos terminados em “er”ou com a vogal temática -E-, por exemplo: fazer;
  • 3ª conjugação: verbos terminados em “ir”ou com a vogal temática -I-, por exemplo: cair.

Observação: Verbos terminados em “or”, como “pôr” e suas derivações (compor, repor, sobrepor) pertencem à 2ª, pois vêm da forma arcaica “poer”.

Flexões verbais

As flexões de um verbo são indicadas pela desinência. Um verbo pode ser flexionado em:

  • Pessoa: a flexão em pessoa indica a qual das pessoas do discurso o verbo se refere. As pessoas do discurso são eu, tu, ele (singular) e nós, vós, eles (plural).
  • Número: a flexão de número indica se o verbo é singular ou plural. No singular, indica apenas um sujeito verbal, enquanto no plural indica mais de um sujeito verbal.
  • Tempo: a flexão de tempo relaciona o momento da ação verbal com o momento da fala: se a flexão do verbo dá a ideia de uma ação que aconteceu antes do momento da fala, dizemos que o verbo está no passado; se a ação acontece no momento da fala, está no presente; e se a ação é posterior ao momento da fala, o verbo está no futuro.
  • Modo: a flexão de modo relaciona-se à circunstância em que acontece a ação do verbo, isto é, se indicam realidade, possibilidade, ordem, etc. Os modos verbais podem ser indicativo, subjuntivo e imperativo, que veremos melhor mais adiante.

Modos verbais

Os modos verbais se referem aos vários sentidos ou circunstâncias que o verbo pode assumir. Os modos verbais são três: indicativo, subjuntivo e imperativo. Os modos verbais estão relacionados aos tempos verbais, que veremos a seguir.

Indicativo

Os verbos no indicativo expressam a certeza de um fato, uma realidade ou uma ação habitual, por exemplo:

  • Ela dirige sempre.
  • Ele é um bom médico.
  • Ela saiu mais cedo hoje.

Subjuntivo

O modo subjuntivo indica uma possibilidade, dúvida ou incerteza, por exemplo:

  • É possível que ele chegue mais cedo amanhã.
  • -Talvez eu ao parque hoje à tarde.
  • Se chovesse, os rios encheriam.
  • Quando eu chegar, resolveremos a situação.

Imperativo

Os verbos no modo imperativo são usados para dar uma ordem, um pedido ou um conselho, por exemplo:

Classificação dos verbos

A classificação dos verbos se dá de acordo com as flexões que sofrem ao serem conjugados, podendo ser classificados em regulares, irregulares, anômalos, defectivos e abundantes.

Verbos regulares

Os verbos regulares não apresentam mudança no radical quando conjugados e as desinências seguem um modelo de conjugação. Veja alguns exemplos de verbos regulares no presente do indicativo:

fal-obeb-opart-o
fal-asbeb-espart-es
fal-abeb-epart-e
fal-amosbeb-emospart-imos
fal-aisbeb-eispart-is
fal-ambeb-empart-em

Verbos irregulares

Os verbos irregulares são aqueles em que há mudança no radical, na desinência ou em ambos ao serem conjugados. Também são considerados verbos irregulares aqueles em que há modificação na grafia a fim de manter a uniformidade da pronúncia, como é o caso do verbo “vencer” (eu venço; ele vence). Vejamos alguns exemplos:

ouç-ofuj-o
ouv-esfog-es
ouv-efog-e
ouv-imosfuj-imos
ouv-isfug-is
ouv-emfog-em

Verbos anômalos

Os verbos “ser” e “ir” são dois exemplos de verbos anômalos: eles apresentam modificações significativas no radical e nas desinências. Vejamos:

souvou
ésvais
évai
somosvamos
soisides
sãovão

Verbos defectivos

Os verbos defectivos são aqueles que não têm todas as conjugações, isto é, que não podem ser conjugados em todos os tempos, modos, ou pessoas. A maioria dos verbos defectivos é pertencente à 3ª conjugação, como é o caso dos verbos “falir” e “abolir”. Veja:

--
-aboles
-abole
falimosabolimos
falisabolis
-abolem

Verbos abundantes

Os verbos abundantes apresentam mais de uma forma equivalente para a mesma pessoa, por exemplo:

  • Enxugar: enxuto/ enxugado
  • Limpar: limpo/ limpado
  • Fritar: frito/ fritado

Tempos verbais

Como vimos, os modos verbais são indicativo, subjuntivo e imperativo. Cada um desses modos verbais permite a flexão dos verbos nos tempos passado (ou pretérito), presente e futuro, da seguinte forma:

Tempos verbais do modo indicativo

O modo indicativo (que é o modo da certeza) tem os seguintes tempos verbais: presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente e futuro do pretérito. Vejamos:

Presente

o presente do indicativo é o tempo que narra uma ação na atualidade ou uma ação rotineira, por exemplo:

  • Eu pego carona toda sexta-feira.

Perceba: “eu pego” indica que esse é um hábito que eu tenho no momento presente da minha vida, não necessariamente que eu esteja fazendo isso agora, por isso não podemos confundir com a forma do verbo no gerúndio “eu estou pegando”.

Pretérito perfeito

“Pretérito” é um sinônimo de passado. Então, quando falamos de pretérito perfeito (do modo indicativo) estamos falando de uma ação que aconteceu no passado e já acabou, isto é, tem um fim definido, começou e acabou no tempo passado. Exemplo:

  • Eu peguei uma carona com a minha irmã ontem

Nesse exemplo, a ação de pegar carona já foi concluída.

Pretérito imperfeito

“Imperfeito” indica que esse tempo verbal expressa uma ação que se iniciou no passado mas ainda não teve fim ou que não é possível saber se tem um fim definido. Por exemplo:

  • Eu pegava carona até a faculdade com a minha irmã.

“Pegava” me dá a certeza de que a ação teve início no passado, mas não me permite ter certeza se é uma ação que ainda acontece ou se já acabou.

Pretérito mais que perfeito

O pretérito mais que perfeito expressa uma ação que teve início e fim no passado e é anterior a outra ação já concluída no passado. Por exemplo:

  • Quando cheguei da faculdade, minha irmã já lavara a louça.

No exemplo acima, a ação de lavar começou e acabou antes da ação de chegar. Ambas tiveram início e fim no passado, mas “lavara”, no pretérito mais que perfeito, aconteceu antes de eu chegar.

Futuro do presente

O futuro do presente indica uma ação que ainda vai acontecer em relação ao tempo presente, ou seja, uma ação que está para acontecer. Exemplo:

  • Chegarei mais cedo amanhã.

Futuro do pretérito

O futuro do pretérito indica uma ação que acontecerá depois de uma ação que já aconteceu no passado, da seguinte forma:

  • Eu chegaria mais cedo se tivesse podido sair da aula antes.

No momento em que eu falo, a ação de “poder” já acabou, agora eu não posso mais, mas me refiro a ação de “chegar” como algo que aconteceria depois da ação de poder, como sendo o que viria a seguir, no futuro da ação que já foi

Tempos verbais do modo subjuntivo

Os tempos verbais do modo subjuntivo são: presente, pretérito imperfeito e futuro. Vejamos:

Presente

Como o subjuntivo indica dúvida ou incerteza, o presente do subjuntivo expressa uma ação duvidosa ou incerta no momento presente, por exemplo:

  • É provável que eu chegue mais cedo da faculdade hoje.

Pretérito imperfeito

O pretérito imperfeito do subjuntivo exprime uma ação no passado dependente de outra ação também no passado, desta forma:

  • Se eu chegasse mais cedo, teria mais tempo de sono.

Futuro

O futuro do subjuntivo expressa uma ação no passado que é dependente de uma ação no futuro, assim:

  • Quando eu chegar, farei todas as minhas tarefas.

Modo imperativo

O modo imperativo é um pouco mais simples: ele pode ser afirmativo ou negativo.

  • Afirmativo: expressa uma ordem ou conselho de forma positiva, por exemplo:
  • Chegue mais cedo hoje à noite!
  • Negativo: indica uma ordem de forma negativa, assim:
  • Não chegue muito tarde hoje!

Exercícios

Exercício 1
(ENEM/2013)
Novas tecnologias Atualmente, prevalece na mídia um discurso de exaltação das novas tecnologias, principalmente aquelas ligadas às atividades de telecomunicações. Expressões frequentes como “o futuro já chegou”, “maravilhas tecnológicas” e “conexão total com o mundo” “fetichizam” novos produtos, transformando-os em objetos do desejo, de consumo obrigatório. Por esse motivo carregamos hoje nos bolsos, bolsas e mochilas o “futuro” tão festejado. Todavia, não podemos reduzir-nos a meras vítimas de um aparelho midiático perverso, ou de um aparelho capitalista controlador. Há perversão, certamente, e controle, sem sombra de dúvida. Entretanto, desenvolvemos uma relação simbiótica de dependência mútua com os veículos de comunicação, que se estreita a cada imagem compartilhada e a cada dossiê pessoal transformado em objeto público de entretenimento. Não mais como aqueles acorrentados na caverna de Platão, somos livres para nos aprisionar, por espontânea vontade, a esta relação sadomasoquista com as estruturas midiáticas, na qual tanto controlamos quanto somos controlados. 
(SAMPAIO A. S. A microfísica do espetáculo. Disponível em: http://observatoriodaimprensa.com.br. Acesso em: 1 mar 2013 [adaptado].)

Ao escrever um artigo de opinião, o produtor precisa criar uma base de orientação linguística que permita alcançar os leitores e convencê-los com relação ao ponto de vista defendido. Diante disso, nesse texto, a escolha das formas verbais em destaque objetiva:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

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