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Sujeito

Alice Martins
Publicado por Alice Martins
Última atualização: 27/9/2018

Introdução

O sujeito é um dos termos essenciais da oração, juntamente com o predicado. Isso significa que toda oração tem um sujeito e um predicado.

O sujeito é toda sentença ou expressão que se refira diretamente ao verbo de uma oração, sem ser necessariamente uma pessoa. Também podemos dizer que o sujeito é aquele que executa a ação expressa pelo verbo. Por exemplo:

  • Aquele vaso chinês é muito delicado.

Nesse caso, o sujeito da oração é “aquele vaso chinês”, já que é a sentença que se refere ao verbo “ser”.

Como identificar o sujeito na oração

Um jeito fácil de encontrarmos qual é a expressão ou sentença que se refere diretamente ao verbo na oração é localizar o verbo e perguntar a ele “quem?” ou “o que?”. A resposta que o verbo nos der é o sujeito da oração. Veja o exemplo:

  • O gato do vizinho quebrou o vaso chinês.

Nesse caso, o verbo da oração é o verbo “quebrar”. Uma vez identificado o verbo, perguntamos: “quem quebrou o vaso chinês?”. A resposta imediata que encontramos é “o gato do vizinho”. Portanto, a sentença “o gato do vizinho” é o sujeito dessa oração.

O que sobra na oração depois que já identificamos o sujeito, incluindo o verbo, é chamado predicado. Nesse caso, o predicado é “quebrou o vaso chinês.”

Tipos de sujeito

O sujeito de uma oração pode ser classificado em cinco tipos: simples, composto, oculto, indeterminado ou inexistente, como veremos a seguir.

Sujeito simples

Sujeito simples é aquele que apresenta apenas um núcleo, isto é, apenas uma palavra considerada a mais importante do sujeito, aquela que dá sentido a ele. Geralmente, o núcleo costuma ser um substantivo, um pronome ou um adjetivo substantivado. Veja o exemplo:

  • Os gatos do vizinho entraram em casa.

Primeiro, achamos o verbo, que nesse caso é “entraram”, e perguntamos a ele quem fez a ação, para então acharmos o sujeito. Com isso, vemos que o sujeito dessa oração é “osgatos do vizinho”. A palavra mais importante desse sujeito é “gatos” e esse é, portanto, o único núcleo desse sujeito. (veja: talvez você fique em dúvida se o fato de ser “gatos” no plural não faz com que isso seja mais de um núcleo, mas observe que se trata de apenas uma palavra. “gatos” é uma única palavra e é a mais importante dentro do sujeito, por isso é chamada de núcleo do sujeito.)

Sujeito composto

Sujeito composto é aquele que tem dois ou mais núcleos, por exemplo:

  • Os gatos malandros e o cachorro sapeca entraram em casa.

Nessa frase, o verbo é o mesmo: entraram. O sujeito é “os gatos malandros e o cachorro sapeca”. Observamos que as palavras que dão sentido a esse sujeito são “gatos” e “cachorro”. Nesse caso, temos então duas palavras de maior importância no sujeito e, portanto, dois núcleos, o que o classifica como sujeito composto.

Sujeito oculto

O sujeito oculto, também chamado de elíptico, é aquele que não está expresso no texto, isto é, não aparece explicitamente na oração, mas pode ser facilmente depreendido pela desinência verbal. Exemplo:

  • Saímos mais cedo da aula.

O verbo nesse caso é “saímos”. Se perguntarmos a ele: “quem?”, a resposta será “nós”, que não aparece escrito explicitamente na oração, mas pode ser deduzido pela terminação do verbo.

Mas atenção: Quando o verbo estiver na 3ª pessoa do plural, é preciso estar atento ao contexto, por exemplo:

  • Meus colegas de classe não vão à escola hoje. Ficaram cansados com o passeio de ontem.

O verbo “ficaram” está na 3ª pessoa do plural, mas, pelo contexto, percebemos que estamos falando do mesmo sujeito da oração anterior: “Meus colegas de classe”. Nesse caso, o sujeito da segunda oração é um sujeito oculto, pois pelo contexto é possível determinar quem são. Veja como o próximo exemplo é diferente:

Fizeram piadas sobre o que aconteceu ontem.

Observe que nessa oração não se sabe quem fez piadas sobre o que aconteceu e não é possível determinar pelo contexto. Nesse caso, o sujeito é indeterminado, como veremos a seguir.

Sujeito indeterminado

Da mesma maneira que o sujeito oculto, o sujeito indeterminado é aquele que não se pode ou não se quer explicitar na oração. Mas atenção, não confunda: para ser sujeito indeterminado, o verbo deve estar na 3ª pessoa do plural sem que se refira a nenhum outro termo citado anteriormente no contexto. Exemplo:

  • Esqueceram de me entregar o pedido

A conjugação do verbo na terceira pessoa do plural dá a ideia de que o sujeito não foi explicitado propositalmente, porque não se sabe quem esqueceu de entregar o pedido e não há como determinar. O sujeito dessa oração é, portanto, indeterminado.

O sujeito indeterminado pode aparecer também com o verbo conjugado na 3ª pessoa do singular junto com a partícula “se”, por exemplo:

  • Acredita-se no futuro da nação.
  • Vende-se automóvel semi novo.

Nas duas orações acima também não se sabe quem é o sujeito, ele é indeterminado.

Sujeito inexistente ou oração sem sujeito

O sujeito é classificado como inexistente em três casos: quando o verbo da oração expressa um fenômeno da natureza, quando o verbo é “haver”, no sentido de existir, ou quando o verbo é “fazer” ou “haver”  indicando tempo ou clima. Nesses três casos, os verbos são impessoais e não há um sujeito possível. Exemplos:

Trovejou forte durante a madrugada.

um cinema abandonado na cidade. (“haver” no sentido de existir)

Faz anos que não vejo meu primo.

dois anos não vou à praia. (“haver” indicando tempo passado)

Atenção para não se confundir: você pode até pensar em perguntar “o que?” ao verbo “haver” na segunda oração, mas note que a resposta não é o sujeito da oração, mas o objeto direto, uma vez que o verbo haver no sentido de existir é um verbo impessoal e, portanto, temos uma oração sem sujeito.

Ordem da oração

Na Língua Portuguesa, as orações geralmente seguem uma ordem, que é: sujeito > verbo > complemento (objeto direto ou indireto) > adjunto adverbial. Por exemplo:

  • O menino chegou tarde em casa.

Se a oração aparecer nos moldes do exemplo acima, dizemos que ela está em ordem direta. Todavia, ela pode aparecer também em ordem inversa e, então, devemos dobrar a atenção para acharmos qual é o sujeito. Veja:

  • Chegou tarde em casa o menino.

A oração acima ainda faz sentido mesmo na ordem inversa, em que o sujeito aparece depois do predicado. O sujeito dessa oração pode ser identificado do mesmo jeito que já aprendemos, isto é, perguntando ao verbo “quem?” ou “o que?” faz a ação que ele expressa, mas essa tarefa fica mais fácil se pensarmos como a oração ficaria na ordem direta.


Exercícios

Exercício 1
(UFMG)

A propósito do trecho que segue, aponte a resposta correta na questão:

“O idealismo supõe a imaginação entusiasta que se adianta à realidade no encalço da perfeição.” (in “Perspectivas”)

O sujeito de supõe é:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

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