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Profissões

Ansiedade e depressão afetam estudantes de Medicina

por Natália Plascak Jorge em 24/10/18 2,3 mil visualizações

Todo mundo já deve ter passado por algum momento difícil na vida em que a ansiedade ou a depressão apareceram e deram a entender que não seria fácil superar aquela fase, não é mesmo?

Isso não é diferente na vida dos estudantes. Para alguns, as noites mal dormidas enfrentando as batalhas internas podem parecer intermináveis quando se está vivendo um período como esse, assim como o julgamento de que isso pode ser frescura.

O estudo de doutorado da psicóloga Fernanda Brenneisen Mayer, apresentado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, analisa essa situação justamente entre estudantes de Medicina.

Com o título “Sintomas de depressão e ansiedade em estudantes de Medicina – Um estudo multicêntrico”, a tese verificou a frequência e os fatores que indicam os sintomas de depressão e ansiedade entre os futuros médicos.


A pesquisa contou com uma amostra de 1350 estudantes do curso de Medicina de 22 escolas médicas de todo o país.  

A forma de medir isso tudo foi considerando a ansiedade estado, ou seja, o estado ansioso, alguma coisa de momento; e ansiedade traço, um aspecto encontrado na personalidade da pessoa. Assim, foram estudados:

  • fatores pessoais (Idade, sexo, moradia, bolsa de estudos);
  • fatores institucionais (ano da formação médica, status legal da escola, localização e serviço de apoio).

O resultado disso tudo é outro ponto que chama atenção:

  • os sintomas depressivos foram encontrados em 41% dos estudantes;
  • 81,7% tinham ansiedade estado;
  • 85,6% apresentaram ansiedade traço;
  • as mulheres mostraram os maiores índices de sintomas de ansiedade e depressão;
  • estudantes de escolas que estão nas capitais sofrem mais com esses sintomas do que os alunos de outras regiões;
  • estudantes bolsistas têm maior prevalência de ansiedade estado, e não tanto sintomas de ansiedade traço ou depressão;
  • o cansaço, a autocobrança, a irritabilidade e o distúrbio do sono também foram citados com frequência.

Como e quando surgiu o interesse pelo tema


Segundo a professora Fernanda, o que a incentivou estudar mais profundamente sobre o assunto foi que as preocupações com a saúde mental dos universitários existem há décadas e, atualmente, há evidências consistentes de que a falta de saúde mental em estudantes de Medicina é um problema global e de proporção significativa.

“Um aspecto que me motivou é a minha preocupação com as consequências da falta de saúde mental de estudantes de Medicina durante a formação médica. Tem-se evidência de que a saúde mental, além de ser um preditor de futuro distresse em médicos formados, pode colocar em risco a segurança do paciente e a qualidade do cuidado. Um outro aspecto que motivou meu estudo foi que, no Brasil, embora exista uma crescente literatura sobre a prevalência de sintomas de depressão e ansiedade, assim como sobre os potenciais fatores associados, havia poucos estudos com grande amostra, aleatorizada, com foco em ambos os sintomas, ansiedade e depressão, em um desenho multicêntrico.” Fernanda Brenneisen Mayer, psicóloga e autora do estudo “Sintomas de depressão e ansiedade em estudantes de Medicina – Um estudo multicêntrico”

Para quem vive isso na pele

Leticia Ferretti, estudante do 4° ano de Medicina da Unifesp/EPM (Escola Paulista de Medicina), já viveu essa experiência na pele. “Os momentos de depressão e ansiedade foram inúmeros. Desde a competição interna às vésperas das prova até o ambiente tóxico que o curso médico pode proporcionar (tradição, conservadorismo, hierarquia, machismo, violências simbólicas e concretas) vão te adoecendo, principalmente conforme você amadurece e percebe as questões envolvidas na manutenção das relações daquele espaço que agora você faz parte. Comecei com uma depressão leve no final do primeiro ano da faculdade, e isso foi se intensificando com o tempo. No terceiro ano, a situação se tornou insustentável e amigos procuraram ajuda médica para mim. Cheguei ao ponto de precisar ser afastada por um mês no segundo semestre do terceiro ano porque era difícil conseguir sair da cama. A ajuda profissional vem sendo essencial, mas não conserta aquilo que foi quebrado no meio do caminho”, lembra a estudante.

De acordo com ela, a faculdade oferece acompanhamento psiquiátrico para os alunos, mas longe de ser o ideal, já que acaba sendo um tratamento pontual com remédios e não um tratamento longitudinal, que seria o ideal. “Acho que vale ressaltar que a minha faculdade é federal e faltam investimentos e interesse em instaurar um programa que atenda melhor às necessidades dos alunos, apesar do esforço de várias pessoas. No meu caso, meus amigos conseguiram acompanhamento psiquiátrico gratuito para mim com uma médica formada que se ofereceu para me acompanhar e tem sido muito importante. Terapia seria essencial no meu quadro, que é de depressão e transtorno do pânico (um transtorno de ansiedade exacerbada), mas, infelizmente, a faculdade não oferece esse serviço, e as consultas particulares têm um custo elevado. Fora isso, ocorrem debates da direção sobre a saúde mental dos alunos, mas pouco consegue se concretizar em prol disso. Um ponto positivo é a reformulação do currículo nas próximas turmas da graduação e que, aparentemente, tem se moldado de modo a considerar essas questões”, afirma Leticia.

A escolha da futura médica foi, para ela, uma justaposição de afinidade pela área, expectativa de cumprir uma função social pela profissão, com o desejo de uma vida estável. “Esperava que a prática fosse algo realizador, quando na verdade acabou se tornando o contrário com a deterioração da minha saúde mental. A ideia de abandonar o curso foi constante por um tempo, principalmente no terceiro ano, mas sempre persistia pensando no esforço dos meus pais. Agora, no fim do quarto ano, não penso mais em desistir e começo a gostar muito mais de Medicina, só que com a consciência de que muita coisa precisa mudar”, reforça a aluna.

“A Medicina tem uma dinâmica de relações interpessoais bem específica e potencialmente adoecedora para quem não está preparado. Além disso, a cobrança de que você tem que saber muito e que um dia irá trabalhar muito e não poderá cometer erros também é bastante presente. O curso não prepara nossa própria saúde mental para essa responsabilidade e realidade, apesar de essas questões terem seu embasamento em desafios reais da profissão.” Leticia Ferretti, estudante do 4° ano de Medicina da Unifesp/EPM

Como é possível conseguir ajuda

Algumas faculdades possuem grupos de apoio aos estudantes para melhorar o cuidado com esses alunos. Na Unifesp, por exemplo, há um trabalho do Núcleo de Apoio aos Estudantes para tentar identificar os alunos que estão em situação de maior vulnerabilidade.

No local, é feito um acompanhamento psicológico e psiquiátrico, com a finalidade de educar e ajudar o aluno que apresenta alguma demanda em relação à sua saúde mental.



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