
Quem criou o Waze? Cofundadores e origem do aplicativo
| 13/10/26O Waze foi criado em Israel por Uri Levine, Ehud Shabtai e Amir Shinar. Conheça os cofundadores e entenda a proposta de navegação colaborativa.
Evento reúne mais de 3 mil empresários em São Paulo para debater as dores do crescimento, sucessão estratégica, a revolução da IA e a importância de focar na resolução de problemas
Em resumo:

Nesta terça-feira (29), mais de três mil empresários se reuniram no Suhai Music Hall em São Paulo para o 1º dia da B55 Conference, evento voltado ao empreendedorismo realizado pelo Instituto B55.
A conferência levou ao palco nomes consagrados do ecossistema empresarial, incluindo Guilherme Benchimol (da XP), André Street (da Stone), Cristhiano Faé (CEO da B55), David Vélez (do Nubank), Diego Barreto (CEO do iFood), Mariana Dias (CEO da Gupy) e Uri Levine (cofundador do Waze).
Em painéis próprios e em salas de mentoria, os gestores compartilharam suas experiências com o público e trataram de temas como formação de lideranças, aperfeiçoamento de equipes, cultura organizacional, transição de governança e a integração de inovações.
O evento foi aberto às 9h30 pelo CEO do Instituto B55, Cristhiano Faé. Em sua primeira saudação, o líder tratou do propósito do evento.
A gente acredita que o conhecimento precisa ser transmitido de fundador para fundador. Se olharem a agenda dos nossos dois dias, construímos coisas muito relevantes no Brasil: gente com histórias incríveis.
Faé também apontou a relação do crescimento da empresa com o crescimento do próprio empreendedor.
São várias histórias de vários empreendedores que vão estar aqui compartilhando com vocês. E o responsável por ter essa virada são vocês, que são os fundadores. Porque, no final do dia, de fato, a empresa cresce conforme o fundador cresce, afirmou.
Após o encerramento da abertura, os fundadores do instituto subiram ao palco para dar início às palestras.
Ao longo do dia, os convidados tiveram acesso a sete compromissos no palco principal, além de mentorias individuais e encontros simultâneos.

No primeiro painel “Construindo negócios que mudam mercados”, Guilherme Benchimol, André Street, Cristhiano Faé e David Vélez, fundadores do Instituto B55, debateram os desafios reais de escalar empresas no Brasil.
Os gestores desconstruíram a visão romantizada do empreendedorismo, destacando que a jornada exige resiliência e foco extremo.
“A jornada é dura, é desafiadora muitas vezes, tem pressão, mas você tem que gostar dela porque a somatória disso vai te permitir ter uma empresa sólida ao longo de muitos anos”, destacou Guilherme Benchimol.
Durante a sessão, os executivos partilharam lições nos seguintes eixos:
Para que a operação ganhe escala, os fundadores lembraram que a gestão de capital requer extrema cautela, alertando que “o Brasil é um lugar de dinheiro caro” e que o foco da gestão deve ser “chegar vivo daqui a 50 anos”.
Para encerrar o debate com inspiração, David Vélez recordou a importância de ignorar o ceticismo do mercado.
“Você só se transforma em líder se você é capaz de fazer o seu time acreditar em coisas impossíveis e depois você chegar lá”.

Às 11h foi a vez de Ram Charan subir ao palco. O consultor de gestão, palestrante e autor best-seller tratou, em seu painel, do aspecto humano essencial para o crescimento de qualquer empresa.
O palestrante foi categórico ao definir o que realmente move uma operação.
“Somente as pessoas constroem negócios. As pessoas constroem sistemas, executam as ideias e sonham”.
A partir dessa premissa, Charan destacou os seguintes aprendizados práticos para os fundadores:
O painel “Empresas que duram no tempo” trouxe David Feffer, presidente da Suzano Holding, para refletir sobre a jornada de transformar um negócio familiar em uma potência global centenária.
Ele resgatou a história de seu avô, que chegou ao Brasil no início do século passado sem recursos, orientado por um só propósito. “A única coisa que ninguém tira de você e que você leva com você é o conhecimento”.
Os principais pontos da apresentação foram:
O painel “Apaixone-se pelo problema, não pela solução” com Uri Levine, cofundador do Waze, abordou princípios para a sobrevivência e sucesso de startups e projetos inovadores.
Desmistificando o caminho linear para o sucesso, Levine cravou:
Construir uma startup é uma viagem de montanha-russa no escuro. Você sequer sabe o que vem a seguir.
A partir de sua vivência, o executivo compartilhou lições cruciais para quem deseja escalar:

André Street, da Stone, foi o responsável por conduzir o painel “De founder ao chairman: o que muda quando você passa a cadeira?”.
Em sua apresentação, ele aprofundou o desafio emocional de deixar a operação diária para assumir o conselho de administração.
A discussão evidenciou que a passagem de bastão não é uma perda de poder, mas uma readequação para a sobrevivência do negócio a longo prazo.
Os principais aprendizados e reflexões foram:

O painel “O novo mundo de negócios com IA” explorou o impacto prático da Inteligência Artificial na operação e a complexa gestão de mudança cultural que a adoção em massa dessa tecnologia exige.
Com a participação de líderes como Diego Barreto (iFood) e Daniela (Pismo), a discussão abrangeu desde a transformação da infraestrutura de bancos globais até a rotina de pequenos restaurantes.
Os principais insights debatidos foram:
Fora do palco principal, a B55 Conference ofereceu espaços paralelos para discussões mais próximas.
Nas salas de mentoria, o evento promoveu encontros simultâneos e mentorias individuais, nas quais os gestores compartilharam as suas experiências diretas com o público, tratando de temas práticos como formação de lideranças e aperfeiçoamento profissional.
Já no Lounge Stone, uma arena dedicada aos processos de atração e relacionamento, a programação contou com os seguintes painéis ao longo do dia:
O 1º dia da B55 Conference também contou com a presença de representantes do grupo Qeevo. Bruno Passarelli (CEO da Qeevo), Milos Fonseca (COO da Qeevo) e Guilherme Mancilha (CFO da Qeevo) acompanharam as palestras na íntegra.
“Uma das provocações que levei do painel com David Vélez (Nubank), André Street (Stone), Guilherme Benchimol (XP) e Cris Faé (B55), é que ser bom em resolver problemas pode fazer você adiar as mudanças que a empresa precisa. Quando você resolve tudo, pode parecer que está sendo um ótimo líder. Mas talvez esteja apenas fazendo o trabalho do time, enquanto adia decisões sobre pessoas, responsabilidades e direção”, relata Passarelli.

O 2º dia da B55 Conference acontece nesta quarta-feira (30) e reúne novos convidados para debater estratégias para um empreendimento de sucesso. A agenda inclui:
Empreender no Brasil exige mais do que promessas milagrosas: exige método, execução prática e troca direta entre quem está na arena.
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