
Trabalho em feriados muda no comércio: veja o que ainda pode abrir
| 06/08/26As novas regras para trabalho em feriados já estão em vigor; saiba o que muda para o comércio e quais setores podem abrir.
Ondas de calor mais intensas afetam a saúde, mudam a rotina dos moradores e levam turistas a buscar destinos mais frescos no continente
Em resumo
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Ondas de calor mais frequentes e intensas estão mudando a rotina de moradores, afetando a saúde pública e alterando os hábitos de turismo em diferentes países europeus.

O verão europeu tem sido marcado por temperaturas cada vez mais altas. Na Alemanha, os termômetros ultrapassaram os 38 °C em junho, intensificando o debate sobre os efeitos do calor extremo na população.
Moradores relatam que as ondas de calor atuais são mais frequentes e prolongadas do que as registradas em décadas anteriores. As altas temperaturas dificultam o sono, reduzem o bem-estar e tornam atividades cotidianas mais cansativas.
Crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde estão entre os grupos mais vulneráveis. O calor também pode aumentar o risco de desidratação, exaustão térmica e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias.
Dados do Serviço Meteorológico Alemão indicam que a quantidade de dias extremamente quentes durante o verão dobrou desde a década de 1990 e triplicou em comparação com os anos 1960.
A mudança pode ser percebida em situações que antes eram consideradas excepcionais. Na década de 1970, por exemplo, escolas alemãs podiam suspender as atividades quando a temperatura ultrapassava 27 °C. Atualmente, esse limite pode ser superado durante vários dias consecutivos.
O aumento das temperaturas também tem levado famílias a adaptar horários, evitar atividades ao ar livre nos períodos mais quentes e buscar locais com sombra ou acesso à água.
As ondas de calor também estão mudando o comportamento dos turistas. Destinos tradicionais do Mediterrâneo, conhecidos pelas praias e pelo verão ensolarado, podem perder parte dos visitantes durante os meses mais quentes.
Alguns viajantes passaram a escolher regiões do norte da Europa, onde as temperaturas tendem a ser mais amenas. Outros preferem viajar durante a primavera ou o outono, evitando o período de calor mais intenso.
Mesmo atividades comuns, como passar o dia em praias ou lagos, exigem maior cuidado. Famílias precisam considerar a exposição ao sol, o acesso à água e os riscos para crianças e idosos antes de permanecer por longos períodos ao ar livre.
O aumento das temperaturas tem ampliado a procura por sistemas de refrigeração em países que tradicionalmente não dependiam de ar-condicionado.
Na Alemanha e em outras regiões do norte europeu, muitos edifícios foram projetados para conservar o calor durante o inverno. Essas construções podem apresentar dificuldades para manter os ambientes frescos durante ondas de calor.
A expansão do uso de aparelhos de climatização, no entanto, também gera preocupação com o consumo de energia e com a necessidade de adaptar cidades e construções às novas condições climáticas.
Eventos extremos têm aumentado a percepção dos europeus sobre as mudanças climáticas. Pesquisas indicam que mais da metade dos alemães enfrenta dificuldades para lidar com temperaturas muito altas.
A preocupação é especialmente significativa entre os jovens, que demonstram receio sobre os impactos futuros do aquecimento global. Entre os principais temores estão o agravamento das ondas de calor, a ocorrência de eventos climáticos extremos e as consequências sociais e econômicas dessas mudanças.
Especialistas defendem que governos e cidades ampliem medidas de adaptação, como a criação de áreas verdes, a oferta de pontos de hidratação e a preparação dos serviços de saúde. Com verões mais quentes, adaptar a infraestrutura e proteger os grupos vulneráveis passa a ser uma necessidade cada vez mais urgente.
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