
ChatGPT é confiável para calcular a nota do Enem? Especialista responde
Juliana Gottardi | 14/01/26Entenda como funciona a nota do Enem e se inteligências artificiais podem te ajudar a calcular
Entenda como funciona a nota do Enem e se inteligências artificiais podem te ajudar a calcular
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Com a popularização de ferramentas de inteligência artificial, muitos estudantes passaram a recorrer ao ChatGPT para tentar prever a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 antes da divulgação oficial, que está prevista para esta sexta-feira (16).
Mas afinal, o ChatGPT é confiável para calcular a nota do Enem? Para o autor de Língua Portuguesa do Sistema de Ensino pH, Diogo D’ippolito, a resposta é não. E o motivo está diretamente ligado à forma como funciona a Teoria de Resposta ao Item (TRI), metodologia usada no exame.
Segundo o especialista, a limitação não é tecnológica, mas estrutural. “O ChatGPT não consegue simular a TRI de forma precisa ou confiável. Isso acontece porque a TRI não funciona como uma simples soma de acertos”, explica.

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Para o autor de Língua Portuguesa do Sistema de Ensino pH, Diogo D’ippolito, o Chat GPT não é uma ferramenta confiável para calcular a nota do Enem.
A explicação é que a TRI utiliza um modelo estatístico complexo, baseado em dados que não são públicos. De acordo com o especialista, “ela depende de parâmetros estatísticos sigilosos, definidos a partir do comportamento de milhões de candidatos em cada edição do Enem. Esses dados não são públicos e não podem ser estimados individualmente”.
Além disso, o cálculo da nota não considera apenas o desempenho individual. Isto é, a nota de um estudante depende do desempenho de todos os outros candidatos, e não apenas do número de acertos individuais, esclarece D’ippolito.
Outro ponto central é a forma como as respostas são analisadas. O autor de Língua Portuguesa explica: “acertar muitas questões difíceis e errar fáceis pode reduzir a nota, algo que não pode ser corretamente modelado sem os dados oficiais”.
Segundo ele, a prova só é estatisticamente finalizada após a aplicação com base nos resultados reais. Sem acesso a essas informações, a conclusão é direta: “sm esses dados, nenhuma IA, planilha ou simulador externo consegue reproduzir a nota oficial com precisão”.
Conforme a ansiedade para o resultado do Enem aumenta, mais estudantes recorrem a diversas ferramentas de simulação de notas.
Para Diogo D’Ippolito, um dos equívocos mais comuns ao utilizar o ChatGPT e outras inteligências artificias é acreditar que mais acertos garantem uma nota mais alta, já que na TRI isso não é verdade.
Também é comum desconsiderar a coerência das respostas. “Errar fáceis e acertar difíceis costuma penalizar a nota”, alerta o especialista. Ainda assim, muitos estudantes tratam estimativas como se fossem oficiais. “Confiar em simuladores genéricos como se fossem oficiais é um equívoco. Nenhum simulador externo replica a TRI real”.
Nesse contexto, D’ippolito reforça: “o ChatGPT pode explicar a TRI, mas não calcula a nota do Enem”. Ele também chama atenção para comparações equivocadas entre edições diferentes do exame, considerando que cada edição tem uma calibragem própria.
Embora não exista forma de prever a nota exata, algumas estratégias ajudam a criar uma referência. O autor de Língua Portuguesa do Sistema de Ensino pH, Diogo D’ippolito aconselha: “comparar o número de acertos com médias históricas, sabendo que isso é apenas uma referência, não uma previsão exata”.
Outra dica do D’ippolito é observar o padrão de respostas, vendo se houve mais acertos em questões fáceis e médias, o que tende a favorecer a TRI. Simuladores também podem ser usados, desde que com cautela: “eles ajudam a saber se o aluno está mais próximo de 600, 700 ou 800 pontos, mas não a nota exata”, aponta o especialista.
Mesmo com a ansiedade típica do período pós-prova e a disponibilidade de ferramentas de IA, quando o assunto é o resultado do Enem “a única nota real e válida é a divulgada pelo Inep”, destaca Diogo D’ippolito.
A nota do Enem serve como principal critério de acesso ao ensino superior público no Brasil, sendo utilizada para concorrer a vagas em universidades públicas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), disputar bolsas de estudo em instituições privadas pelo Programa Universidade Para Todos (Prouni) e solicitar financiamento estudantil pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Além disso, o resultado pode ser usado em processos seletivos de universidades particulares, como critério parcial ou integral de ingresso, e também por algumas instituições estrangeiras que aceitam o Enem como forma de seleção.
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