
Mulheres no Enem: elas são maioria? Veja dados atualizados
Isabella Baliana | 06/03/26Veja dados sobre inscrições das mulheres no Enem, desempenho por área e presença feminina no ensino superior no Brasil.
Veja possíveis temas sobre mulheres e repertórios socioculturais para usar na prova
Em resumo:
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O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, costuma ganhar destaque em debates sobre direitos, desigualdade e participação feminina na sociedade.
Esses temas também aparecem com frequência em discussões educacionais e podem servir de base para propostas de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Segundo o autor de Língua Portuguesa do Sistema de Ensino pH, Thiago Braga, o exame costuma explorar problemas sociais relevantes e atuais, o que abre espaço para temas ligados à igualdade de gênero, violência contra a mulher e participação feminina na sociedade.
“O tema mais recorrente é a violência doméstica e o feminicídio. O Brasil ocupa posições alarmantes nos índices mundiais de feminicídio, e o assunto pode aparecer”, alerta Braga.
A seguir, veja possíveis temas que podem aparecer na redação do Enem e repertórios socioculturais úteis para desenvolver o texto.

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De acordo com o especialista, alguns eixos temáticos relacionados às mulheres aparecem com frequência em debates sociais e podem aparecer nas propostas de redação.
A violência contra a mulher, por exemplo, já foi tema da prova. Em 2015, o Enem trouxe uma proposta de redação sobre violência contra a mulher na sociedade brasileira.
Além disso, discussões sobre igualdade no trabalho e participação feminina em cargos de liderança também aparecem frequentemente em debates sobre desenvolvimento social e econômico.
Confira abaixo os assuntos que o especialista Thiago Braga apontou como promissores para caírem na redação do Enem:
Para desenvolver uma boa redação no Enem, é importante utilizar repertórios socioculturais relevantes, como dados, leis, conceitos teóricos e referências históricas ou literárias.
Informações estatísticas ajudam a contextualizar o problema e fortalecer a argumentação. Segundo Thiago Braga, alguns exemplos que podem ser utilizados são:
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Outro tipo de repertório valorizado são as referências legais e institucionais relacionadas aos direitos das mulheres.
Entre os exemplos estão:
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Citar conceitos importantes pode ajudar a aprofundar a discussão sobre desigualdade de gênero.
Um dos exemplos mais conhecidos é o da filósofa Simone de Beauvoir, que escreveu em O Segundo Sexo (1949) que “não se nasce mulher, torna-se”, indicando que papéis de gênero são construções sociais.
“Essa formulação é poderosa porque mostra que os papéis de gênero são uma construção social e histórica, não um destino biológico”, explica Thiago Braga.
Outro conceito relevante é o de interseccionalidade, desenvolvido pela jurista Kimberlé Crenshaw, que explica como diferentes formas de desigualdade — como gênero, raça e classe — podem se cruzar e intensificar a exclusão.
O especialista Braga justifica: “o conceito mostra como diferentes formas de opressão, como gênero, raça e classe, se cruzam e se intensificam. Para falar sobre a situação da mulher negra no Brasil, esse conceito é praticamente indispensável”.
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Obras literárias e personagens históricos também podem ser usados como repertório na redação. Entre os exemplos citados pelo especialista estão:
Essas referências podem ser aplicadas em diferentes temas ligados a cidadania, democracia, direitos humanos e desigualdade social.
Veja mais: O que acontece com quem tira 1000 na redação do Enem?
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