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Vestibular e Enem

Como o Dia da Mulher pode aparecer na redação do Enem? Veja temas e repertórios

Veja possíveis temas sobre mulheres e repertórios socioculturais para usar na prova

Em resumo:

  • Temas como violência contra a mulher, desigualdade salarial e participação política feminina podem aparecer na redação do Enem;
  • Dados do IBGE, Atlas da Violência e Fórum Econômico Mundial ajudam a construir argumentação sobre desigualdade de gênero;
  • Repertórios como Simone de Beauvoir, Carolina Maria de Jesus, Bertha Lutz e ODS 5 da ONU podem fortalecer o texto.

Continue lendo e saiba mais!

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, costuma ganhar destaque em debates sobre direitos, desigualdade e participação feminina na sociedade.

Esses temas também aparecem com frequência em discussões educacionais e podem servir de base para propostas de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

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Segundo o autor de Língua Portuguesa do Sistema de Ensino pH, Thiago Braga, o exame costuma explorar problemas sociais relevantes e atuais, o que abre espaço para temas ligados à igualdade de gênero, violência contra a mulher e participação feminina na sociedade.

“O tema mais recorrente é a violência doméstica e o feminicídio. O Brasil ocupa posições alarmantes nos índices mundiais de feminicídio, e o assunto pode aparecer”, alerta Braga.

A seguir, veja possíveis temas que podem aparecer na redação do Enem e repertórios socioculturais úteis para desenvolver o texto.

Dia da Mulher no Enem

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Possíveis temas sobre mulheres na redação do Enem

De acordo com o especialista, alguns eixos temáticos relacionados às mulheres aparecem com frequência em debates sociais e podem aparecer nas propostas de redação.

A violência contra a mulher, por exemplo, já foi tema da prova. Em 2015, o Enem trouxe uma proposta de redação sobre violência contra a mulher na sociedade brasileira.

Além disso, discussões sobre igualdade no trabalho e participação feminina em cargos de liderança também aparecem frequentemente em debates sobre desenvolvimento social e econômico.

Confira abaixo os assuntos que o especialista Thiago Braga apontou como promissores para caírem na redação do Enem:

  • Violência doméstica e feminicídio
  • Desigualdade de gênero no mercado de trabalho
  • Representação política feminina
  • Saúde reprodutiva e direitos das mulheres
  • Acesso das mulheres à ciência e tecnologia
  • Desigualdade de gênero e raça no Brasil

Repertórios socioculturais para temas sobre mulheres

Para desenvolver uma boa redação no Enem, é importante utilizar repertórios socioculturais relevantes, como dados, leis, conceitos teóricos e referências históricas ou literárias.

Dados e pesquisas sobre desigualdade de gênero

Informações estatísticas ajudam a contextualizar o problema e fortalecer a argumentação. Segundo Thiago Braga, alguns exemplos que podem ser utilizados são:

  • Atlas da Violência (Ipea) — apresenta dados sobre taxas de feminicídio no Brasil
  • IBGE — aponta que mulheres dedicam quase o dobro de horas ao trabalho doméstico em comparação aos homens
  • Fórum Econômico Mundial — estima que a paridade de gênero no mercado de trabalho global pode levar mais de um século para ser alcançada

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Leis e acordos internacionais

Outro tipo de repertório valorizado são as referências legais e institucionais relacionadas aos direitos das mulheres.

Entre os exemplos estão:

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Conceitos e teorias

Citar conceitos importantes pode ajudar a aprofundar a discussão sobre desigualdade de gênero.

Um dos exemplos mais conhecidos é o da filósofa Simone de Beauvoir, que escreveu em O Segundo Sexo (1949) que “não se nasce mulher, torna-se”, indicando que papéis de gênero são construções sociais.

“Essa formulação é poderosa porque mostra que os papéis de gênero são uma construção social e histórica, não um destino biológico”, explica Thiago Braga.

Outro conceito relevante é o de interseccionalidade, desenvolvido pela jurista Kimberlé Crenshaw, que explica como diferentes formas de desigualdade — como gênero, raça e classe — podem se cruzar e intensificar a exclusão.

O especialista Braga justifica: “o conceito mostra como diferentes formas de opressão, como gênero, raça e classe, se cruzam e se intensificam. Para falar sobre a situação da mulher negra no Brasil, esse conceito é praticamente indispensável”.

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Referências históricas e literárias

Obras literárias e personagens históricos também podem ser usados como repertório na redação. Entre os exemplos citados pelo especialista estão:

  • Carolina Maria de Jesus — autora de Quarto de Despejo (1960), obra que aborda pobreza, desigualdade social e marginalização
  • Bertha Lutz — liderança fundamental na conquista do direito ao voto feminino no Brasil em 1932
  • ODS 5 da ONU — objetivo da Agenda 2030 que trata da igualdade de gênero e empoderamento das mulheres

Essas referências podem ser aplicadas em diferentes temas ligados a cidadania, democracia, direitos humanos e desigualdade social.

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