
Como se preparar para o PMP em 90 dias: plano de estudos
| 22/09/26Saiba como se preparar para o PMP em 90 dias com um plano de estudos dividido em três etapas, simulados, revisão e estratégias para a prova.
Saiba como se preparar para o PMP em 90 dias com um plano de estudos dividido em três etapas, simulados, revisão e estratégias para a prova.
Em resumo:
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Imagem: Magnific
Preparar-se para a certificação PMP em 90 dias é possível com um plano de estudos consistente, materiais adequados e prática frequente de questões.
Mais do que acumular conteúdos, o candidato precisa entender a lógica do exame e desenvolver o raciocínio necessário para responder às situações apresentadas na prova.
Uma rotina de cerca de 1 hora por dia, chegando a aproximadamente 8 horas semanais, pode organizar a preparação ao longo de três meses. A proposta é dividir esse período em três etapas: construção da base, aprofundamento e revisão.
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Antes de começar, é importante definir uma rotina possível de manter durante os três meses. Estudar muitas horas em um único dia e passar vários dias sem contato com o conteúdo tende a dificultar a retenção.
A recomendação é estabelecer uma carga horária regular, com pelo menos uma hora diária de estudo. Ao longo de 90 dias, isso pode representar entre 70 e 90 horas de preparação.
O tempo necessário varia de acordo com a experiência e o conhecimento prévio de cada candidato. Quem já tem familiaridade com gestão de projetos pode precisar de menos horas do que alguém que está começando a estudar os conceitos do PMI.
Um dos desafios da preparação é selecionar os materiais que realmente serão utilizados. Acumular livros, cursos, vídeos, aplicativos e grupos de estudo pode aumentar o volume de conteúdo sem necessariamente melhorar a preparação.
Entre os principais recursos estão:
O PMBOK é uma das principais referências para quem está se preparando para a certificação. O objetivo do estudo não deve ser decorar todo o conteúdo, mas compreender conceitos, processos e a lógica utilizada pelo PMI.
O Guia Prático Ágil complementa a preparação com conceitos relacionados a abordagens ágeis e híbridas.
Livros específicos para o exame podem ajudar a organizar os estudos e apresentar questões e explicações direcionadas à certificação.
Entre os autores conhecidos na preparação para o PMP estão Kim Heldman e Rita Mulcahy. No Brasil, também existem materiais publicados por editoras como Brasport e FGV.
A recomendação é escolher um material principal e concluí-lo antes de adicionar outras fontes à rotina.
Os simulados são uma parte importante da preparação porque permitem praticar o tipo de raciocínio exigido pelas questões situacionais.
Mais do que verificar o número de acertos, é importante analisar os erros e entender por que determinada alternativa é correta ou incorreta.
Uma meta possível é chegar a 500 a 700 questões resolvidas durante a preparação, distribuídas ao longo dos 90 dias.
Mapas mentais e flashcards podem facilitar a revisão de conceitos, processos e fórmulas.
Ferramentas de repetição espaçada, como o Anki, também podem ser utilizadas para revisar conteúdos com maior frequência nos pontos em que o candidato apresenta dificuldade.
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Dividir os 90 dias em três etapas ajuda a organizar a evolução dos estudos e evita deixar a revisão para a última hora.
O primeiro mês deve ser dedicado à compreensão da estrutura geral da certificação e dos principais conceitos de gestão de projetos.
Objetivos da primeira etapa:
Nesse período, o candidato pode começar com questões sem estabelecer uma meta elevada de desempenho. O foco deve estar na compreensão dos erros.
No segundo mês, o estudo pode avançar para os conteúdos que exigem maior compreensão e para a integração de conceitos ágeis e híbridos.
Entre as atividades estão:
O objetivo dessa fase é começar a transformar o conhecimento teórico em capacidade de resolver situações apresentadas nas questões.
O último mês deve priorizar a consolidação do conteúdo e a identificação dos pontos que ainda precisam de atenção.
A rotina pode incluir:
Nos últimos sete dias, a recomendação é evitar grandes blocos de conteúdo novo. O período pode ser dedicado à revisão e à realização de questões.
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Nem todo recurso disponível precisa fazer parte da rotina de estudos. Definir o que ficará de fora também ajuda a preservar tempo para as atividades mais relevantes.
Um curso não é necessariamente obrigatório para quem consegue organizar os estudos de forma independente. Ele pode ser útil para candidatos que preferem uma preparação estruturada ou precisam cumprir requisitos de educação para a inscrição.
Memorizar listas extensas de entradas, ferramentas, técnicas e saídas pode não ser a melhor forma de direcionar toda a preparação. A compreensão dos conceitos e da lógica por trás das situações apresentadas nas questões deve fazer parte do estudo.
Grupos podem ajudar na resolução de dúvidas e na troca de experiências. Porém, encontros longos e frequentes podem consumir parte do tempo que poderia ser destinado à resolução e análise de questões.
A preparação pode perder eficiência quando o candidato concentra os estudos em uma única fonte ou deixa a prática para o final.
Entre os problemas apontados no planejamento estão:
Por isso, o estudo deve combinar conteúdo teórico, resolução de questões e revisão ao longo dos 90 dias.
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A quantidade de horas varia conforme a experiência e o conhecimento prévio do candidato. Um planejamento de 70 a 100 horas ao longo de dois a três meses pode servir como referência para quem já possui experiência em gestão de projetos.
Não necessariamente. O candidato pode optar por uma preparação autodidata, desde que cumpra os requisitos de elegibilidade da certificação. Um curso também pode ser uma alternativa para quem busca uma rotina de estudos estruturada ou precisa cumprir as horas de educação exigidas.
Uma meta de 500 a 700 questões pode ajudar a desenvolver familiaridade com o formato e o raciocínio situacional do exame. Mais importante do que apenas contabilizar questões é analisar os erros e compreender os motivos de cada resposta.
O PMI não divulga oficialmente uma taxa de aprovação do exame. Por isso, estimativas divulgadas por terceiros não devem ser tratadas como um indicador oficial do desempenho dos candidatos.
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Com a aproximação da prova, o foco deve passar da aquisição de novos conteúdos para a consolidação do que já foi estudado.
Revisar os erros dos simulados, retomar conceitos com maior dificuldade e realizar questões em condições semelhantes às do exame são estratégias que ajudam a identificar os pontos que ainda precisam de atenção.
Em uma preparação de 90 dias, a regularidade tende a ser mais importante do que concentrar grandes volumes de conteúdo em poucos dias. O objetivo é chegar à prova familiarizado com os conceitos e preparado para aplicar o raciocínio exigido pelas questões.
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Mario H. Trentim é membro do Board of Directors do PMI, Reitor da Allevo Tech / Qeevo Group, doutorando do ITA e autor de 13 livros sobre gestão e execução estratégica.
Atua como conselheiro e conector estratégico em organizações em transformação.


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