Concursos Públicos

Concurso federal ou estadual: qual escolher? Confira!

Entenda qual concurso público vale mais a pena: federal ou estadual; saiba onde há mais vagas, melhores salários e menor concorrência.

Os concursos públicos seguem entre os caminhos mais procurados por quem busca estabilidade profissional, bons salários e possibilidade de crescimento na carreira.

Mas, na hora de começar a estudar, uma dúvida é bastante comum: vale mais a pena apostar em um concurso federal ou estadual?

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Embora ambos ofereçam estabilidade e oportunidades em diferentes áreas, existem diferenças importantes entre as duas esferas, como remuneração, concorrência, local de trabalho, quantidade de vagas e até nível de dificuldade das provas.

A seguir, confira as principais diferenças entre os concursos federais e estaduais, qual é mais fácil de passar e ainda como escolher a melhor opção.

Concurso federal ou estadual: qual escolher? Confira!

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Qual a diferença entre concurso federal e estadual?

Segundo o professor de Direito Administrativo, Direito Eleitoral e mentor para Concursos Públicos na Aprovatte, Fabiano Pereira, a principal diferença entre concurso federal e estadual está na esfera administrativa.

Quem é aprovado em um concurso estadual passa a integrar a estrutura do respectivo Estado, enquanto o aprovado em um concurso federal passa a fazer parte da administração pública da União (federal)”, afirma.

Na prática, isso influencia diretamente fatores como lotação, abrangência do cargo, salários, concorrência e rotina de trabalho. Confira as principais diferenças abaixo:

Concursos federais

Os concursos federais oferecem vagas para órgãos que atuam em nível nacional. Isso significa que o servidor tem uma mobilidade maior, ou seja, pode trabalhar em diferentes estados do Brasil, dependendo da necessidade do órgão.

Um servidor aprovado em uma instituição federal, como INSS, Receita Federal, Polícia Federal ou universidades federais, pode, futuramente, solicitar remoção ou transferência para outra cidade ou Estado, dependendo das regras do órgão e da existência de vagas. Isso acaba sendo um grande atrativo para muitos candidatos”, explica.

Entre os principais exemplos estão:

Em muitos casos, o aprovado pode ser realocado em cidades diferentes daquelas onde realizou a prova, especialmente no início da carreira.

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Concursos estaduais

Já os concursos estaduais são organizados pelos governos estaduais e o servidor estadual exerce suas atividades apenas dentro do estado em que foi aprovado.

Assim, se um candidato mora em São Paulo e é aprovado em um concurso do Governo de Minas Gerais, precisará trabalhar em Minas Gerais e, na maioria das vezes, fixar residência naquele Estado, já que não há possibilidade simples de transferência para outro Estado.

Alguns exemplos comuns são:

Para quem quer permanecer trabalhando dentro do próprio estado, ficar perto da família ou evitar mudanças frequentes, por exemplo, os concursos estaduais são mais indicados.

Além disso, os concursos estaduais normalmente possuem editais mais regionalizados, incluindo legislações específicas do estado.

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Qual concurso paga mais: federal ou estadual? Onde há mais vagas?

O professor Fabiano explica que, em regra, os concursos federais costumam oferecer salários mais altos, benefícios mais atrativos e planos de carreira mais estruturados. Por isso, também tendem a ser mais concorridos e exigir um nível de preparação maior.

Carreiras como Auditor da Receita Federal, Analista do Banco Central e cargos de tribunais federais estão entre as mais valorizadas do país.

No entanto, alguns concursos estaduais conseguem oferecer remunerações bastante competitivas, principalmente em áreas específicas.

Existem excelentes concursos estaduais, especialmente nas áreas de tribunais, fiscos estaduais e segurança pública, que oferecem ótimos salários e uma qualidade de vida muito interessante. Em alguns casos, inclusive, determinados concursos estaduais podem pagar mais do que vários cargos federais”, pontua.

Dessa forma, na hora de escolher qual prestar, o professor recomenda que o candidato faça uma análise estratégica, considerando não apenas o salário, mas também fatores como concorrência, local de trabalho, qualidade de vida, possibilidade de crescimento e afinidade com a área de atuação.

Onde há mais vagas?

A quantidade de vagas varia conforme o edital e a necessidade de cada órgão. Ainda assim, concursos federais costumam abrir seleções maiores, com cadastro de reserva amplo e abrangência nacional. No entanto, geralmente são mais concorridos.

Já os estaduais podem oferecer:

  • menos vagas imediatas;
  • concursos mais regionalizados;
  • maior frequência em determinadas áreas, como segurança pública e educação.

Nos estados, é comum haver concursos recorrentes para Polícia Militar, Polícia Civil, professores estaduais, técnicos administrativos e profissionais da saúde.

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Qual é mais difícil, federal ou estadual?

O mentor Fabiano explica que não existe um concurso “mais difícil” ou “melhor” que o outro, porque isso depende muito do perfil e dos objetivos de cada candidato.

Contudo, é possível afirmar que alguns concursos acabam sendo considerados mais difíceis em razão da enorme concorrência e do alto nível de preparação dos candidatos, o que é o caso de vários concursos federais.

Os concursos federais geralmente exigem:

  • conteúdo programático mais amplo;
  • maior profundidade teórica;
  • domínio avançado das disciplinas;
  • preparação de longo prazo;
  • alto volume de revisões e resolução de questões.

Concursos federais “famosos”, como INSS, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Polícia Federal, por exemplo, oferecem estabilidade e bons salários exigindo apenas o nível médio em alguns cargos, o que atrai centenas de milhares de inscritos.

“Esses concursos atraem candidatos muito preparados, que estudam há anos. Isso faz com que a nota de corte aumente bastante e o nível da prova fique mais competitivo”, ressalta o professor.

Por outro lado, o professor Fabiano relembra que existem concursos menos “visados”, especialmente em prefeituras, órgãos estaduais, universidades, conselhos profissionais e algumas áreas específicas da saúde e educação, que acabam tendo uma concorrência menor e notas de corte mais acessíveis.

Isso não significa que sejam concursos “fáceis”, porque todo concurso exige preparação, mas podem ser uma escolha mais estratégica para quem deseja conquistar uma aprovação em menos tempo.

Segundo Fabiano, muitos candidatos cometem o erro de focar apenas nos concursos mais famosos, sem perceber que existem excelentes oportunidades menos concorridas e com ótimos salários.

Às vezes, um concurso municipal ou estadual pode representar uma aprovação mais rápida e servir como porta de entrada para ter um salário para se manter e continuar estudando para concursos melhores”, completa.

Então, qual costuma ser mais “acessível”?

Para muitos candidatos iniciantes, os concursos estaduais acabam funcionando como porta de entrada no serviço público, especialmente porque:

  • possuem conteúdo mais regionalizado;
  • podem ter menos concorrência nacional;
  • oferecem provas menos extensas em alguns cargos;
  • permitem preparação mais direcionada.

Por outro lado, candidatos que já possuem uma base sólida de estudos frequentemente optam por concursos federais visando salários mais altos e carreiras mais estruturadas.

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Qual tem mais estabilidade, concurso federal ou estadual?

Tanto os concursos federais quanto os estaduais oferecem estabilidade após o estágio probatório, seguindo as regras do serviço público.

Ou seja: nas duas esferas, o servidor aprovado passa a ter proteção contra demissões sem justificativa, desde que cumpra as exigências legais do cargo.

No entanto, muitos candidatos enxergam os concursos federais como mais estáveis financeiramente, principalmente porque os órgãos federais possuem orçamento da União e maior padronização nacional.

Além disso, os cargos federais costumam apresentar:

  • carreiras mais consolidadas;
  • reajustes mais organizados;
  • sindicatos fortes;
  • benefícios padronizados;
  • estrutura administrativa ampla.

Já nos concursos estaduais, a estabilidade também existe, mas pode haver diferenças entre os estados em relação a:

  • orçamento público;
  • reajustes salariais;
  • progressão de carreira;
  • investimentos nos órgãos.

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Concurso federal ou estadual: como saber qual escolher?

A escolha entre concurso federal ou estadual depende diretamente dos seus objetivos pessoais, profissionais e da sua realidade atual. Segundo o professor Fabiano, o candidato deve analisar vários fatores antes de tomar essa decisão:

1) Defina o objetivo de vida e de carreira

Algumas pessoas desejam permanecer próximas da família e trabalhar em sua própria região. Nesse caso, concursos estaduais e municipais podem ser excelentes opções.

Outros candidatos preferem ter maior possibilidade de mobilidade pelo país, salários mais elevados e uma carreira nacional. Para esses, os concursos federais costumam ser mais atrativos.

2) Considere o nível de concorrência

Muitos candidatos escolhem um concurso apenas pelo salário, sem avaliar quantas pessoas disputarão aquela vaga e qual é o nível de preparação exigido.

Às vezes, um concurso com salário um pouco menor pode oferecer uma chance de aprovação muito maior.

3) Analise o conteúdo programático

O professor explica que existem áreas que possuem matérias semelhantes entre vários concursos, o que pode aumentar as chances de aprovação em diferentes certames.

Por exemplo: quem estuda para tribunais consegue aproveitar boa parte do conteúdo em concursos estaduais e federais da mesma área. Isso permite criar uma preparação mais estratégica.

Além desses, vale avaliar outros fatores, como:

  • Qualidade de vida;
  • Custo de moradia;
  • Estabilidade da carreira;
  • Possibilidade de crescimento profissional;
  • Carga horária;
  • Afinidade com as atividades do cargo.

Inclusive, se você está na época de preparação e estudos, também vale considerar fatores como tempo disponível para estudar, nível atual de preparação, afinidade com determinadas áreas, disposição para enfrentar alta concorrência e objetivos de longo prazo.

Em muitos casos, candidatos começam pelos concursos estaduais e, depois de adquirirem experiência e estabilidade financeira, passam a focar em concursos federais mais concorridos.

A escolha mais inteligente normalmente não é a do concurso “mais famoso”, mas sim a daquele que faz sentido para a realidade, os objetivos e o momento de vida do candidato”, reforça o mentor.

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