
A correção da redação do Enem mudou? Veja o que dizem os especialistas
Juliana Gottardi | 06/02/26Especialista explica alterações nas competências da redação do Enem 2025
Especialista explica alterações nas competências da redação do Enem 2025
Em resumo:
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Desde 16 de janeiro, quando as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 foram divulgadas, centenas de estudantes passaram a relatar nas redes sociais uma queda no desempenho da redação.
“No final do mês passado, a gente entrou em contato com vários relatos de estudantes que reclamavam sobre as suas notas baixas na prova de redação do Enem 2025, principalmente em comparação a anos anteriores. Essa discrepância girava em torno de 120 a 160 pontos”, aponta a analista pedagógica da plataforma Redação Nota 1000, Fernanda Becker.
No X (antigo Twitter), existem dezenas de críticas relacionadas a nota da redação do Enem 2025, como exemplo:


O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) negou oficialmente qualquer alteração estrutural na correção. No entanto, documentos divulgados pela imprensa indicam ajustes nas competências avaliadas.
Para entender o que pode ter impactado as notas, a Revista Quero ouviu a analista pedagógica da plataforma Redação Nota 1000, Fernanda Becker. Confira abaixo!

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Segundo Fernanda Becker, uma das hipóteses levantadas para explicar a queda nas notas da redação do Enem 2025 foi a penalização mais rigorosa do chamado “repertório de bolso”.
O termo foi mencionado em cartilha divulgada pelo Inep em outubro de 2025 e se refere a repertórios genéricos ou “coringa” que não se conectam de forma satisfatória ao tema proposto.
“São repertórios genéricos que, segundo a cartilha, não seriam mais considerados produtivos ou pertinentes. Ou seja, não passariam dos 120 pontos”, explica Fernanda Becker.
Essa avaliação está ligada à Competência 2, que analisa a compreensão do tema e a utilização produtiva de repertório sociocultural.
De acordo com documentos divulgados pelo G1 e citados pela especialista, as alterações não se limitaram à Competência 2. A Competência 3, que avalia a capacidade argumentativa e o pensamento crítico, também passou a considerar a produtividade e a pertinência dos repertórios.
Na prática, não basta citar referências: é preciso articulá-las de forma consistente ao desenvolvimento da tese. “Agora o repertório também precisa estar conectado à capacidade argumentativa e ao pensamento crítico”, afirma a analista.
Outra mudança envolve a Competência 4, responsável pela coesão textual. Antes, havia uma lógica mais objetiva: para atingir a nota máxima, o estudante precisava usar pelo menos dois operadores argumentativos entre os parágrafos e ao menos um recurso coesivo por parágrafo.
Agora, segundo a especialista, a avaliação passou a considerar de forma mais qualitativa a capacidade de articular bem as partes do texto, reduzindo a lógica de contagem técnica.
Na Competência 5, que avalia a proposta de intervenção, a exigência também teria aumentado. Para alcançar mais de 80 pontos nesse critério, passou a ser necessário apresentar explicitamente o elemento ação. Antes, a ausência desse item poderia gerar desconto de 40 pontos; agora, a penalização pode chegar a 120 pontos.
A seguir, confira a explicação completa da analista pedagógica da plataforma Redação Nota 1000, Fernanda Becker:
A suspeita de mudanças silenciosas na correção da redação do Enem 2025 ganha ainda mais peso quando se considera o novo contexto de seleção para o ensino superior.
De forma inédita, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) passou a aceitar, em 2026, as notas das três últimas edições do Enem (2023, 2024 e 2025) para classificar candidatos nas universidades públicas. Na prática, o sistema utiliza automaticamente a melhor nota disponível do participante.
Dessa forma, estudantes que fizeram o Enem pela primeira vez em 2025 e, portanto, só puderam concorrer com essa nota, passaram a disputar vagas com candidatos veteranos, cujas redações podem ter sido avaliadas em anos anteriores sob critérios potencialmente menos rigorosos.
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