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No Dia Nacional de Combate ao Bullying, saiba como identificar os sinais de violência escolar e veja dicas práticas de como agir
Atualizado em: 20/10/2026.
Em resumo:
O combate ao bullying é lembrado em duas datas: o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, em 7 de abril, e o Dia Mundial de Combate ao Bullying, em 20 de outubro.
As datas incentivam famílias e escolas a reconhecer agressões repetidas, acolher os estudantes e criar estratégias permanentes de prevenção. O enfrentamento não deve ficar restrito a campanhas realizadas uma ou duas vezes por ano.
Compreender a gravidade desse problema — que muitas vezes se esconde sob o falso rótulo de “brincadeira” — é o primeiro passo para construir um ambiente escolar saudável, pautado no respeito e na tolerância.
É pensando em cumprir essa missão que a Revista Quero reuniu as principais dicas para identificar e lidar com o bullying. Confira os sinais mais comuns e veja como intervir.

Em outubro de 2026, Felca relatou ter sofrido bullying durante a vida escolar e falou sobre fobia social. O caso ajuda a mostrar por que humilhações repetidas não devem ser tratadas como uma fase normal ou uma brincadeira entre colegas.
Medo de julgamento, isolamento, faltas, recusa de atividades coletivas e sofrimento antes de ir à escola são sinais que merecem atenção. Eles não confirmam um diagnóstico, mas indicam que o estudante precisa ser ouvido e acompanhado.
É natural que crianças e adolescentes tenham desentendimentos pontuais. O bullying, no entanto, é diferente: trata-se de um conjunto de violências físicas ou psicológicas, intencionais e repetitivas.
Há sempre uma relação de desequilíbrio de poder que deixa a vítima sem condições reais de defesa. O agressor age com o claro objetivo de intimidar, humilhar ou isolar o alvo de forma constante.
Muitas vítimas não pedem ajuda por medo de retaliação ou por profunda vergonha. Por isso, a observação dos pais e educadores é a principal linha de defesa. Fique atento aos seguintes sinais de alerta:
Ao identificar um dos sinais mencionados e constatar que a criança é vítima de bullying, é hora de agir.
A forma como a família reage à descoberta dita o ritmo da recuperação emocional da vítima. Veja os passos recomendados:
A criança precisa saber que o lar é seu porto seguro. Ouça tudo o que ela tem a dizer sem interrupções e sem julgamentos.
Não minimize a dor dizendo coisas como “isso é normal da idade” e não a culpe pelo ocorrido. Deixe claro que ela não está sozinha e que a família tomará providências para protegê-la.
Evite procurar os agressores ou os pais deles diretamente, pois a abordagem costuma gerar posturas defensivas e agravar o conflito.
Agende uma reunião com a direção ou coordenação pedagógica. Exija da escola um posicionamento claro, intervenção imediata para frear as agressões e um plano de acompanhamento para proteger a vítima.

O bullying afeta diretamente a autoestima e pode ser o gatilho para quadros de depressão, ansiedade severa e fobia social.
Um profissional de psicologia é fundamental para ajudar a criança ou adolescente a processar o trauma, entender que a culpa não é dela e reconstruir sua segurança emocional.
Promova a participação em atividades extracurriculares, como esportes, cursos de artes, música ou grupos de jovens.
Ter amigos em diferentes ambientes mostra à vítima que ela é aceita e valorizada em outros espaços, ajudando a blindar sua autoestima caso sofra rejeição no colégio.
A transferência pode ser considerada quando a escola não consegue garantir a segurança física e emocional do estudante, mesmo após ser formalmente comunicada. A decisão deve avaliar os impactos pedagógicos, sociais e emocionais da mudança e não substituir a responsabilização da instituição.
Nos casos em que as agressões extrapolam limites (como violência física, ameaças sérias) ou ocorrem no ambiente digital (cyberbullying), reúna evidências.
Salve capturas de tela, guarde laudos médicos e anote datas. Se a escola se mostrar omissa ou a conduta configurar crimes como lesão corporal, injúria ou difamação, é recomendado procurar o Conselho Tutelar ou registrar um Boletim de Ocorrência.
A criança pode ser orientada a procurar um adulto de confiança e sair de uma situação de risco quando isso for possível. A responsabilidade de interromper o bullying, entretanto, não deve ser colocada sobre a vítima. Cabe aos adultos e à escola garantir proteção e tomar providências.
A possibilidade de que o filho seja o autor do bullying quase nunca passa pela cabeça dos responsáveis. É por isso que considerar essa hipótese exige maturidade.
O primeiro passo ao comprovar as práticas é intervir. Entenda que, muitas vezes, a agressividade é um reflexo de conflitos internos, dificuldades de empatia ou a reprodução de violências vividas em outros ambientes.
Mantenha um diálogo firme sobre limites e consequências, colabore ativamente com as punições socioeducativas estipuladas pela escola e busque terapia para que o jovem possa compreender e redirecionar esse comportamento.

A Lei nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática. A Lei de Diretrizes e Bases determina que as escolas promovam medidas de conscientização, prevenção e combate à violência.
Em 2024, a Lei nº 14.811 incluiu bullying e cyberbullying no Código Penal. A resposta adequada depende da idade dos envolvidos, da gravidade dos fatos e das condutas praticadas.
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