Profissões

Fisioterapeuta pode trabalhar no SUS?

O fisioterapeuta pode atuar no SUS em atenção básica, hospitais, entre outros. Saiba mais.

Sim. O fisioterapeuta pode trabalhar no SUS em diferentes serviços da rede pública de saúde.

Em resumo:

  • A fisioterapia no SUS envolve prevenção, promoção da saúde, reabilitação, cuidado funcional e apoio a pacientes com dores, limitações de movimento, doenças respiratórias, sequelas neurológicas e outras condições. 
  • Para quem pensa em carreira pública, o caminho mais comum passa por concursos, processos seletivos e vagas em prefeituras, estados e hospitais públicos.

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A atuação pode acontecer em:

  • Unidades Básicas de Saúde (UBS);
  • equipes multiprofissionais da Atenção Primária à Saúde;
  • centros de reabilitação;
  • hospitais públicos;
  • ambulatórios;
  • serviços de urgência e emergência;
  • programas de atenção domiciliar;
  • instituições públicas de longa permanência;
  • serviços municipais e estaduais de saúde.

Essa presença faz sentido porque a Fisioterapia é uma profissão da área da saúde voltada à avaliação, prevenção, tratamento e recuperação funcional. Para quem ainda está analisando se Fisioterapia vale a pena, a atuação no SUS é um dos caminhos que mostram a relevância social da profissão.

Blocos de madeira com símbolos de saúde, representando a atuação do fisioterapeuta no SUS e os cuidados oferecidos na rede pública.

As equipes multiprofissionais na atenção primária, chamadas eMulti, são compostas por profissionais de diferentes áreas e atuam de forma complementar às demais equipes da APS, com responsabilidade sobre a mesma população e território.

Como é a atuação do fisioterapeuta na saúde pública?

A atuação do fisioterapeuta na saúde pública não se limita a tratar lesões depois que o problema aparece. No SUS, o profissional também pode trabalhar com prevenção, educação em saúde, reabilitação e acompanhamento de pessoas com limitações funcionais.

Na rotina, o fisioterapeuta pode atuar com:

  • avaliação funcional;
  • orientação de exercícios;
  • reabilitação motora;
  • fisioterapia respiratória;
  • prevenção de quedas;
  • cuidado de idosos;
  • acompanhamento de pessoas com deficiência;
  • ações coletivas de saúde;
  • apoio a pacientes com sequelas de AVC;
  • cuidado no pós-operatório;
  • encaminhamentos dentro da rede.

Essa atuação pode ocorrer em conjunto com médicos, enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, fonoaudiólogos e outros profissionais. Por isso, entender onde o fisioterapeuta pode trabalhar ajuda a visualizar que o SUS é apenas uma das rotas possíveis dentro de um mercado mais amplo.

Fisioterapia no SUS acontece só em hospitais?

Não. A fisioterapia no SUS pode acontecer em diferentes níveis de atenção.

Nível de atençãoOnde o fisioterapeuta pode atuarExemplos de atividades
Atenção PrimáriaUBS, eMulti, ações territoriaisprevenção, educação em saúde, grupos, avaliação funcional
Atenção Especializadaambulatórios, centros de reabilitaçãoreabilitação ortopédica, neurológica, respiratória
Atenção Hospitalarenfermarias, UTI, hospitais públicosmobilização, fisioterapia respiratória, recuperação funcional
Atenção Domiciliaratendimento em casa pelo serviço públicocuidado a pacientes com limitação de deslocamento
Urgência e emergênciapronto atendimento e unidades hospitalaressuporte funcional e assistência em situações agudas

A atenção domiciliar em Fisioterapia pode ser executada nos três níveis de atenção à saúde, de forma autônoma ou em equipe multiprofissional, tanto no setor público quanto no privado, buscando os princípios de integralidade e equidade do SUS.

Fisioterapia na atenção básica: como funciona?

A fisioterapia na atenção básica tem foco em cuidado próximo do território. Isso significa que o fisioterapeuta pode ajudar a evitar agravamentos, orientar famílias, acompanhar grupos e apoiar a equipe de saúde da família.

Na prática, pode envolver:

  • grupos de dor crônica;
  • orientação postural;
  • prevenção de quedas em idosos;
  • acompanhamento de pessoas com deficiência;
  • ações com gestantes;
  • cuidado a pessoas com doenças crônicas;
  • exercícios terapêuticos em grupo;
  • apoio a casos encaminhados pela equipe da UBS.

As eMulti atuam junto às equipes da Atenção Primária à Saúde para ampliar o cuidado integral na rede pública. Segundo o Ministério da Saúde, essas equipes foram implementadas em 2023 e reúnem trabalhadores de diferentes áreas do conhecimento.

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Como entrar na carreira pública em Fisioterapia?

O caminho mais comum para quem quer trabalhar como fisioterapeuta no SUS é acompanhar editais de prefeituras, governos estaduais, hospitais públicos, fundações de saúde, consórcios intermunicipais, universidades públicas e secretarias de saúde.

Na prática, a entrada costuma acontecer por concurso para fisioterapeuta ou processo seletivo. Em geral, os editais exigem graduação em Fisioterapia, registro ativo no CREFITO, documentação profissional e aprovação nas etapas previstas.

A profissão de fisioterapeuta é reconhecida pelo Decreto-Lei nº 938/1969, que define como atividade privativa a execução de métodos e técnicas fisioterápicas com a finalidade de restaurar, desenvolver e conservar a capacidade física do paciente.

Fisioterapeuta no SUS precisa de experiência?

Depende do edital e da vaga.

Alguns concursos aceitam profissionais recém-formados, desde que tenham diploma e registro profissional. Outros processos seletivos podem valorizar experiência, especialização ou atuação anterior em saúde pública.

A vivência prática durante a graduação também pesa. Por isso, o estágio em Fisioterapia pode aproximar o estudante de hospitais, UBS, clínicas-escola e serviços de reabilitação antes da entrada no mercado.

Experiências que ajudam:

  • estágio em hospital;
  • estágio em UBS;
  • vivência em clínica-escola;
  • projetos de extensão;
  • residência multiprofissional;
  • cursos em saúde coletiva;
  • experiência em reabilitação.

Quais áreas da Fisioterapia aparecem no SUS?

A rede pública pode demandar diferentes perfis de atuação. Entre as áreas mais comuns, estão:

  • fisioterapia respiratória;
  • fisioterapia neurofuncional;
  • fisioterapia traumato-ortopédica;
  • fisioterapia hospitalar;
  • fisioterapia na atenção básica;
  • reabilitação de pessoas com deficiência;
  • saúde do idoso;
  • atenção domiciliar;
  • saúde coletiva.

O fisioterapeuta também pode atuar em serviços de urgência e emergência. O COFFITO reconhece a atuação do fisioterapeuta na assistência à saúde em unidades de urgência e emergência, desde que o profissional seja capacitado para esse contexto.

Fisioterapeuta no SUS ou em clínica: qual caminho escolher?

Os dois caminhos podem fazer sentido, mas têm rotinas diferentes. A dúvida passa menos por “qual é melhor” e mais por qual ambiente combina com o perfil profissional.

Quem quer atender na rede pública tende a lidar mais com território, fila de atendimento, equipes multiprofissionais, saúde coletiva e demandas diversas. Quem prefere clínica privada pode ter mais controle sobre nicho, agenda, especialidade e público atendido.

CritérioSUSClínica privada
Perfil de atendimentoSaúde pública, território, reabilitação e cuidado integralAtendimento particular, convênios e especialidades
EntradaConcurso, seleção pública ou contratoVaga CLT, PJ, autônomo ou clínica própria
RotinaPode envolver equipe multiprofissional e alta demandaPode ter mais controle de nicho e agenda
PúblicoPopulação atendida pela rede públicaPacientes particulares ou conveniados
CrescimentoPlano de carreira, experiência pública, residênciaEspecialização, captação de pacientes, empreendedorismo

Veja também: Fisioterapeuta pode abrir clínica?

O que estudar para trabalhar com Fisioterapia no SUS?

Além das disciplinas tradicionais do curso, alguns temas fazem diferença para quem quer seguir na saúde pública.

Conteúdos importantes

  • SUS e seus princípios;
  • atenção primária à saúde;
  • saúde coletiva;
  • epidemiologia;
  • reabilitação funcional;
  • fisioterapia respiratória;
  • saúde do idoso;
  • atenção domiciliar;
  • trabalho multiprofissional;
  • políticas públicas de saúde.

A formação prática também conta. Como a graduação tem laboratórios, simulações, clínica-escola e estágio, o aluno precisa se preparar desde cedo para uma rotina aplicada. Esse é um dos motivos pelos quais Fisioterapia tem muita prática ao longo do curso.

Em aulas práticas e estágios, também entram instrumentos de avaliação e biossegurança. Itens como goniômetro, martelo neurológico, fita métrica e jaleco aparecem com frequência entre os principais materiais para Fisioterapia.

Conclusão

O fisioterapeuta no SUS tem espaço em várias frentes da saúde pública. A atuação pode acontecer na atenção básica, em hospitais, centros de reabilitação, urgência e emergência, atenção domiciliar e equipes multiprofissionais.

Para quem pensa em carreira, a principal vantagem é a possibilidade de trabalhar com saúde pública e impacto direto na vida de pessoas que precisam de cuidado funcional e reabilitação. Ao mesmo tempo, a escolha exige atenção a editais, carga horária, estrutura da rede e preparo para atuar em equipe.

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