“A área que mais a gente tem especialistas é a área da audiologia. Essa área contem uma questão de avaliação, de exames audiológicos que o fonoaudiólogo pode fazer, aborda a questão da saúde ocupacional, que é o trabalhador, principalmente aqueles que trabalham com ruído e os profissionais que trabalham com voz. O fonoaudiólogo acaba trabalhando bastante com a reabilitação também, de pessoas que tenham algum tipo de surdez, algum nível de surdez, isso incluindo também a adaptação de aparelhos auditivos. A gente tem hoje também crescendo muito a área da voz, principalmente, na questão do trabalho, a gente tem professores, cantores, atores, então com todos esses profissionais a Fonoaudiologia trabalha na área da voz. E agora, com a covid, a gente teve muito a questão do fonoaudiólogo trabalhando no hospital, principalmente com os pacientes que foram entubados, na extubação todos eles necessitam do apoio fonoaudiológico, seja para questão da fala, de voltar a falar, produzir som na voz, e a questão da alimentação. Depois que extuba a gente trabalha com a questão da deglutição e a alimentação desses pacientes. Então a gente teve uma significativa visibilidade por parte da sociedade nessa área da fono hospitalar” conta a Dra. Sílvia de Oliveira, presidente do CFFa.
Outra área em total ascensão, segundo a coordenadora Corazza, além das mencionadas acima, é a de Geriatria, principalmente com atendimentos na área de Disfagia, em clínicas, home care ou em hospitais.
Para além das áreas em crescimento, também é importante pontuar as mudanças na forma de atendimento. Em agosto de 2020, o Conselho aprovou a Resolução Nº 580, que passa a permitir o a telefonoaudiologia, ou seja, atendimentos on-line para os casos em que não é necessário o contato direto com o paciente. O órgão disponibilizou, ainda, um guia de para teleatendimento aos profissionais da área, com indicações sobre como ele deve ser realizado, o qual pode ser acessado no site do Conselho.
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O perfil do fonoaudiólogo
O Brasil possui 46.087 fonoaudiólogos registrados no CFFa. Como esse volume é distribuído em proporções diferentes nas regiões do País, a demanda por esse profissional, principalmente para cidades menores, é maior do que a disponibilidade.
Aqueles que se interessam pela área encontrarão um amplo leque de oportunidades, mas é preciso estar atento às habilidades exigidas do fonoaudiólogo, independente da especialidade que ele escolha após a formação:
“Primeiro é ter uma boa comunicação, porque o fonoaudiólogo trabalha com a comunicação. Então ele tem que ser comunicativo, ter bastante empatia porque ele vai ter um relacionamento com o outro e, principalmente, ele tem que gostar muito de trabalhar com pessoas, porque nosso trabalho, basicamente, é com pessoas o tempo todo. A gente tem relações que são mais pontuais, quando a gente vai fazer só uma avaliação e o paciente vai embora, mas a gente tem relações a longo prazo, onde precisa se estabelecer uma relação de confiança entre o paciente e o fonoaudiólogo. Na verdade nós estamos na área da saúde, então também precisa gostar dessa área da saúde“, destaca a Dra. Sílvia de Oliveira.
Para aqueles que desejam ir além, o empreendedorismo e a atualização são dois elementos importantes que merecem atenção. “Hoje a gente tem trabalhado com o conceito de empreendedorismo, então o fonoaudiólogo deixa de ser uma área assistencialista, que por muitos anos acabou sendo,
[e passa a] ser empreendedor. Tem que pensar até no seu consultório como um negócio e trabalhar isso com novidades, com as tecnologias de informação, então essa questão do empreendedorismo é muito importante hoje para que ele possa se destacar no mercado. Tem que ser um empreendedor, ter atitude frente a esse mercado para conseguir o seu espaço” enfatiza a presidente do CFFa.
“É sempre importante a continuidade dos estudos e atualização constante, uma vez que o profissional da Saúde precisa acompanhar a evolução das Ciências. O acadêmico de Fonoaudiologia é formado para atuação generalista, o que permite uma grande gama de espaços de trabalho. Ainda assim, é relevante a dedicação ao aprofundamento dos conhecimentos”, acrescenta Corazza.
Para se tornar um fonoaudiólogo, é preciso passar pelo curso de Fonoaudiologia e, após a conclusão da graduação, é necessário efetuar o registro profissional no CFFa.
A formação tem duração média de quatro anos e é ofertada no grau bacharelado. A coordenadora do curso de Fonoaudiologia da Unoeste, que recebeu quatro estrelas na avaliação do Guia da Faculdade 2020, deixa algumas dicas para quem deseja se formar na área.