
PMO em transformação digital: qual é o papel do escritório de projetos?
| 14/09/26Entenda o papel do PMO em transformação digital, suas principais funções, estrutura, gestão de mudanças e uso de IA nos projetos.
Conheça o livro Gestão Ágil sem Bagunça, de Mario Trentim, e entenda os princípios da agilidade real, os 4 pilares e os riscos do Teatro Ágil.
Em resumo:
Veja mais informações a seguir!

Em muitas empresas, a rotina de trabalho segue os principais rituais das metodologias ágeis.
As reuniões diárias acontecem, os quadros de tarefas são atualizados e termos como sprint, backlog e retrospectiva fazem parte do vocabulário das equipes.
Ainda assim, projetos continuam atrasando, clientes apresentam reclamações e gestores têm dificuldade para identificar as causas dos problemas.
Para Mario Trentim, esse cenário representa uma diferença importante entre utilizar ferramentas ágeis e incorporar os princípios da agilidade à gestão.
O autor chama esse fenômeno de “Teatro Ágil” e dedica o livro Gestão Ágil sem Bagunça: Transformando Caos em Eficiência e Resultado a discutir como as empresas podem evitar essa aplicação superficial.
Lançado em agosto de 2025 pela Edição do Autor, Gestão Ágil sem Bagunça: Transformando Caos em Eficiência e Resultado é o primeiro volume da série A Nova Gestão.
A obra apresenta uma discussão sobre a aplicação de métodos ágeis em organizações que precisam lidar com mudanças, incertezas e pressão por resultados.
A premissa central é a diferença entre “fazer ágil” e “ser ágil”.
Na primeira situação, a organização adota reuniões, ferramentas e estruturas associadas às metodologias ágeis.
Na segunda, os princípios de agilidade passam a influenciar decisões, prioridades, colaboração e entrega de valor.
O conceito de Teatro Ágil apresentado por Trentim representa justamente a adoção de elementos visíveis das metodologias sem uma mudança correspondente na forma como a organização trabalha.
Isso pode aparecer em situações como:
A crítica do autor não é direcionada aos métodos ágeis em si. O questionamento está na aplicação dos métodos sem compreensão dos princípios que os sustentam.
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O livro começa contextualizando o ambiente de negócios marcado pelo conceito de VUCA, sigla para volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade.
Nesse cenário, Trentim apresenta a agilidade como uma resposta às condições em que as organizações precisam tomar decisões e entregar resultados.
A discussão utiliza referências de autores como Nassim Taleb, Peter Drucker e Mike Cohn.
Em Antifrágil, Taleb discute a capacidade de determinados sistemas de se beneficiarem da exposição à volatilidade e à desordem.
Já Cohn, em Succeeding with Agile, é utilizado como referência para discutir os riscos da adoção superficial das práticas ágeis.
O livro também retoma o Manifesto Ágil, publicado em 2001 por 17 desenvolvedores reunidos em Utah.
O documento estabeleceu quatro valores centrais:
A proposta de Trentim é mostrar que muitas organizações incorporaram os rituais associados ao ágil sem necessariamente incorporar esses valores.
Darrell Rigby, Sarah Elk e Steve Berez, autores de Doing Agile Right, também aparecem como referência para a discussão sobre transformação organizacional e aplicação dos princípios ágeis.
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A partir do segundo capítulo, Gestão Ágil sem Bagunça apresenta uma estrutura baseada em quatro pilares: pessoas, entrega, colaboração e adaptação.
O primeiro pilar trata dos fatores humanos envolvidos na formação de equipes.
Autonomia, por exemplo, depende de clareza sobre objetivos e responsabilidades.
Da mesma forma, a auto-organização exige confiança e condições para que os profissionais tomem decisões.
Nesse contexto, liderança, cultura organizacional e estrutura dos times precisam estar alinhadas.
O segundo pilar está relacionado à capacidade de entregar valor de forma incremental.
Trentim utiliza o caso do ING Bank, que reformulou estruturas internas com squads e tribos inspirados no modelo associado ao Spotify, para discutir como a organização pode colocar a entrega no centro da gestão.
A proposta é evitar que a adoção de processos seja considerada um resultado em si. O processo precisa contribuir para a geração de valor.
O terceiro pilar aborda a colaboração entre pessoas e áreas.
A discussão dialoga com a Teoria das Restrições, desenvolvida por Eliyahu Goldratt. Em sistemas complexos, um problema pode estar relacionado a um gargalo que não é necessariamente o ponto de maior visibilidade.
Por isso, a colaboração precisa ajudar a identificar os obstáculos que limitam o fluxo de trabalho e atuar diretamente sobre eles.
O quarto pilar trata da capacidade de modificar planos e prioridades a partir de novas informações.
Para Trentim, adaptação não significa apenas alterar a organização de um sprint ou mudar a nomenclatura de uma atividade.
A adaptação real pode exigir mudanças em planos, prioridades e objetivos quando as evidências indicam que a estratégia precisa ser revista.
Depois de apresentar os quatro pilares, o livro avança para aplicações práticas da gestão ágil.
Entre os temas abordados estão:
A obra também utiliza casos de empresas como Amazon, Google, Tesla e Spotify.
O contraste entre Netflix e Blockbuster aparece como exemplo da importância da capacidade de adaptação diante das mudanças no mercado.
Esses casos ajudam a transportar os princípios discutidos no livro para situações organizacionais concretas.
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A proposta de Gestão Ágil sem Bagunça não está restrita ao desenvolvimento de software.
Os princípios apresentados podem ser utilizados em diferentes contextos organizacionais, incluindo equipes comerciais, projetos de inovação e escritórios de projetos corporativos.
Essa abrangência é relevante para profissionais que associam gestão ágil exclusivamente ao desenvolvimento de produtos digitais.
A lógica apresentada por Trentim parte de um problema mais amplo: organizações precisam tomar decisões, lidar com incertezas e entregar resultados em ambientes que mudam constantemente.
Por isso, os princípios de agilidade podem ser adaptados a diferentes estruturas e áreas.
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O livro diferencia a utilização de ferramentas ágeis da construção de uma organização capaz de responder a mudanças.
Nesse sentido, a gestão ágil não depende apenas de implementar Scrum, Kanban, sprints ou outros elementos associados ao movimento ágil.
A proposta é utilizar esses recursos dentro de uma estrutura que valorize pessoas, entrega, colaboração e adaptação.
O conceito de Teatro Ágil funciona, portanto, como uma crítica à distância entre aparência e prática.
Uma empresa pode utilizar o vocabulário correto, realizar todas as reuniões previstas e manter seus quadros atualizados. Isso não significa necessariamente que tenha desenvolvido uma gestão ágil.
A agilidade está relacionada à capacidade de transformar informação em decisão, decisão em ação e ação em aprendizado.
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Mario H. Trentim é membro do Board of Directors do PMI (Project Management Institute) para o mandato de 2025 a 2027 e doutorando em Engenharia Aeronáutica e Mecânica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
É instrutor no LinkedIn Learning, com cursos voltados à gestão e ao desenvolvimento profissional, e autor de 13 livros sobre gestão.

Trentim é fundador da ModernPMO.com e acumula experiência em organizações públicas e privadas.
Sua trajetória profissional inclui atuação na Força Aérea Brasileira e na UNOPS, agência das Nações Unidas.
Gestão Ágil sem Bagunça: Transformando Caos em Eficiência e Resultado está disponível na Amazon.
A página do autor reúne informações sobre a obra e outros livros publicados por Mario Trentim.
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Mario Trentim abre a PMC 2026, em Miami, com palestra sobre gestão de projetos, IA, agilidade, sustentabilidade e o framework M.O.R.E.

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