Há outras questões que também costumam gerar dúvidas entre os responsáveis, por exemplo: qual deve ser a carga de estudo diário? Como adaptar os conteúdos à realidade dos pequenos? Atividades culturais e esportivas devem constar na rotina de estudo? Qual deve ser a carga de estudo diário?
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Por essa prática não ser regulamentada pela legislação, essas questões ficam em aberto, não existindo uma norma ou portaria que unifique e estabeleça alguns critérios. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), “é dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na educação básica a partir dos 4 (quatro) anos de idade”.
Então, em uma decisão de 2019, o STF estabeleceu que a educação domiciliar deve ser regulamentada pelo Congresso para que passe a ter validade. Enquanto o Congresso não debater e aprovar uma lei sobre o tema, a educação escolar em casa não terá validade, sendo obrigatória a matrícula de crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos de idade em instituições de ensino básico, como afirma a LDB.
Como funciona o homeschooling?
Nessa modalidade de ensino, o conteúdo do currículo escolar é ensinado pelos pais ou professores particulares, existindo um cronograma preestabelecido de acordo com o que é ensinado pelos colégios. No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê qual é o conteúdo adequado para cada faixa etária e série escolar.
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Os pais ou responsáveis exercem uma função importante no ensino domiciliar, pois cabe a eles definir os horários, a carga horária de estudo, além de fiscalizar se a criança está cumprindo o exigido. Por isso, ter planejamento é essencial na hora de seguir com essa modalidade de ensino.
Como surgiu o homeschooling?
A prática de ensino domiciliar foi incentivada pelo professor e escritor norte americano John Holt, na década de 1970, como uma proposta de reforma do sistema educacional. Para o professor, as escolas precisavam ser menos formais e mais humanas, com espaços adequados para estimular a criança, que deve desenvolver curiosidade sobre o mundo.