
Pesquisadores brasileiros criam IA para acelerar a descoberta de tratamentos contra doenças
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Pesquisa norte-americana aponta que ganhos de produtividade com a tecnologia não estão sendo repassados aos profissionais
Em resumo
O principal impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho atual não está na eliminação em massa de vagas, mas sim na desaceleração da renda.
Um estudo realizado pela gestora americana Apollo Global Management revelou que profissionais de áreas expostas à tecnologia registraram um crescimento salarial 6,7 pontos percentuais menor do que trabalhadores de setores menos afetados, após a popularização de ferramentas gerativas.

A pesquisa, que analisou dados de emprego, salários e uso real de IA em 321 ocupações nos Estados Unidos, não encontrou indícios relevantes de destruição de postos de trabalho até o momento.
No entanto, o freio na remuneração é evidente e atinge de forma mais severa os profissionais de menor renda. Nesse grupo, a perda relativa na evolução dos salários chegou a 10,7%.
Os autores do levantamento classificam esse cenário como “compressão salarial“, uma situação em que os ganhos de produtividade proporcionados pela implementação da tecnologia nas empresas não são repassados aos trabalhadores em forma de aumento de renda.
Para mapear o nível de vulnerabilidade das profissões, a pesquisa da Apollo Global Management utilizou o Anthropic Economic Index, um indicador formulado a partir de milhões de interações reais de usuários com o modelo de inteligência artificial Claude.
Os dados mostram um padrão: as atividades mais expostas são aquelas baseadas, predominantemente, no processamento de informações, análise de dados, textos e atendimento.
O levantamento listou 11 ocupações com índice considerado de alta exposição (igual ou superior a 0,5). As principais afetadas são:
Apesar da vulnerabilidade apontada pelo índice, o estudo destaca que o contato com a IA não dita, de forma isolada, perda de vagas ou corte de salários. A dinâmica de contratações depende de fatores estruturais, como escassez de mão de obra e a demanda de cada setor.
Como exemplo, a pesquisa cita os analistas financeiros, que aparecem na lista de alta exposição, mas registraram um salto de 16,9% nos postos de trabalho entre 2022 e 2024. Em contrapartida, os programadores, que lideram o ranking de contato com a IA, sofreram uma queda de 17,2% no número de trabalhadores e redução salarial real de 6,1% no mesmo período.
Os pesquisadores fazem ressalvas sobre os dados apresentados, ponderando que o tempo de análise após a popularização da IA ainda é relativamente curto e que o indicador de exposição tem como base apenas a ferramenta Claude, deixando de fora ferramentas concorrentes.
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