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Em junho de 2018, a OMS declarou o vício em jogos como um transtorno de saúde mental, com a inclusão de clínicas especializadas voltadas para esse tratamento, o que deixa a realidade ainda mais preocupante, assim como o álcool e outras drogas.
Doenças relacionadas aos games
A maioria dos efeitos ruins dos videogames são atribuídos à violência que eles contêm. As crianças que jogam videogames mais violentos têm maior probabilidade de ter pensamentos, sentimentos e comportamentos, que podem levar à depressão. Estudos sugerem que a exposição crônica a videogames violentos não está associada apenas à menor empatia, mas também à insensibilidade emocional.
Os jogos eletrônicos e o uso excessivo dos mesmos podem estar associados a algumas doenças e condições de saúde, especialmente quando o indivíduo não pratica moderação e equilíbrio em seu uso. Algumas das doenças relacionadas aos games incluem:
1) Síndrome do Túnel do Carpo:
É uma condição que afeta os nervos das mãos e dos punhos, causando dor, formigamento e fraqueza. Pode ser desencadeada por movimentos repetitivos, como os realizados durante a jogatina.
2) Tendinite:
Jogar por longos períodos pode levar a inflamações nos tendões, especialmente em áreas como punhos e cotovelos, devido aos movimentos repetitivos.
3) Dor nas costas e pescoço:
A postura inadequada durante o jogo pode causar tensão muscular, dores nas costas e no pescoço.
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4) Cefaleias tensionais:
Passar muito tempo em frente às telas pode desencadear dores de cabeça tensionais.
5) Distúrbios do sono:
Jogar durante a noite ou antes de dormir pode atrapalhar o sono e levar a problemas de insônia.
6) Ansiedade e depressão:
O uso excessivo de jogos eletrônicos, especialmente em jogadores mais jovens, pode levar a problemas emocionais, como ansiedade e depressão.
7) Dependência de jogos (vício em jogos eletrônicos):
Em casos extremos, algumas pessoas podem desenvolver uma dependência patológica dos jogos, priorizando-os em detrimento de outras atividades importantes na vida diária.
5 dicas para ajudar as crianças com os jogos eletrônicos
Ajudar as crianças a não desenvolverem vícios em jogos violentos eletrônicos requer uma abordagem equilibrada e envolvimento dos pais ou responsáveis. Aqui estão algumas estratégias para auxiliar nesse processo:
Estabeleça limites de tempo:
Defina um horário específico para o uso de jogos eletrônicos, garantindo que a criança tenha tempo para outras atividades, como estudos, esportes, interações sociais e lazer ao ar livre.
Seja um exemplo:
Os adultos em casa devem ser modelos de comportamento. Demonstre um uso saudável da tecnologia e limite seu próprio tempo de tela.
Defina regras claras:
Estabeleça regras claras sobre o uso de dispositivos eletrônicos e os tipos de jogos que são permitidos. Explique os motivos por trás dessas regras para que a criança compreenda a importância delas.
Crie um espaço compartilhado:
Coloque os computadores e videogames em áreas comuns da casa, onde é mais fácil supervisionar o tempo de jogo e promover interações familiares.
Incentive atividades alternativas:
Estimule a criança a se envolver em outras atividades que lhe interessem, como esportes, arte, música, leitura ou outras formas de entretenimento saudável.
Monitore o conteúdo dos jogos:
Verifique a classificação etária e o conteúdo dos jogos que a criança joga para garantir que sejam apropriados para sua idade e maturidade emocional.
Para evitar esses problemas, é essencial praticar o equilíbrio e a moderação no uso de jogos eletrônicos. É recomendado fazer pausas regulares durante as sessões de jogos, manter uma boa postura, praticar exercícios físicos, e não negligenciar outras atividades sociais, acadêmicas ou profissionais importantes.
Se alguém estiver enfrentando dificuldades para controlar o uso de jogos eletrônicos ou desenvolver problemas de saúde relacionados a isso, é aconselhável procurar ajuda médica ou profissional especializado em saúde mental.
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